CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COMENTÁRIO COMENTADO – MINHAS IMPRESSÕES SOBRE DILMÊS, O DADAÍSMO LINGUÍSTICO

Em um evento organizado por um grupo ligado a um análogo britânico do PT, chamado “Brasil, Bolsonaro e a catástrofe do Coronavírus”, um de seus integrantes comentou:

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“A crise econômica e as características sociais da sociedade, sobre a qual elas… a pandemia atingiu, ou seja, o planeta inteiro: qual o efeito dela? Tem um efeito econômico que é, ao você ter o isolamento social você paralisa a economia. A paralisação da demanda, e a ruptura das cadeias de produção provocam uma grande crise econômica.

O que os países têm de fazer? Saber que isso vai acontecer. E que qualquer pensamento que coloca, ou fecha a economia, ou abre, é um pensamento doentio e maluco.”

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Creio que a massa cinzenta dos leitores já apitou dispensando de minha parte dizer a autoria desse cubismo dialético. Ora, claro, pois esse denso miasma esgotífero lusofonado tem como nascedouro as entranhas de nossa prezada Vaca Peidona Búlgara (devem se lembrar da ode que fizeram a tal ascendência pátria quando esta ganhou as eleições há uma década, conexão esta que deve envergonhar os búlgaros da banda decente daquele país).

Para começar, de acordo com essa sequência de flatulências cognitivas, ₢ pandemia pode também se restringir a bairros, casas, um banheiro, uma lavanderia, um inferninho, uma pocilga, uma casa de banho de lutadores de Sumô… ₢ Afinal, para um espectro ideológico que cunha neologismos como “islamofobia”, “gordofobia” e “LGBTfobia”, o desconhecimento absoluto de áreas como etimologia e filologia (além de sua burrice antipatriótica quando se relacionam com o seu idioma nativo) os tornam alheios a definição de “pandemia”, termo de origem grega que significa “de todo um povo” (em uma definição um pouco mais elástica, contemporânea e contextualizada, o planeta, se nos concentrarmos no sentido do sufixo “pan” que traduz uma ideia de “todo, por inteiro”). Em suma: deslize tautológico decorrente de quem é involuntariamente prolixo por nada ter o que acrescentar, como é o caso da bovina peidorreira.

Em seguida, lança a ₢ inédita e inquietante ₢ pergunta: “qual o efeito dela”. Sério, quando eu vi essa pergunta, e ela deu um daqueles hiatos dramáticos decorrentes de sua memória ram cerebral que faz um processador AMD386 parecer um computador quântico, pensei:

₢ “PRONTO! AGORA VAI VIR O SENTIDO DO NÚMERO 42 REVELANDO TODO O SENTIDO DA EXISTÊNCIA!” ₢

Mas aí responde:

“tem um efeito econômico.”

₢ “JURA?! SÉRIO?! MEU DEUS, ADAM SMITH REENCARNOU ENTRE NÓS! LACROU! ‘REXITÉGUI’ DILMA 2022!” ₢

E ainda deu a solução que definirá o destino da raça humana quando disse o que as nações têm que fazer:

“Saber que (o efeito econômico) vai acontecer.”

Se a VPB (Vaca Peidona Búlgara) fosse uma instrutora de defesa pessoal, quando o aluno perguntasse como proceder perante uma tentativa de latrocínio, ela ensinaria como técnica de contenção da agressão “saber que isso iria acontecer”.

₢ Ser roubado, desmoralizado e morto: técnica que nunca falha! ₢

Por fim, o dilema decisivo sobre a consequência entre fechar ou abrir a economia, queria que me respondesse uma pergunta simples decorrente desse dilema:

“Se só temos como abrir ou fechar uma economia, como não ser então doentio e maluco?”

Nazismo? Fascismo? Ciro Gomes? Todos aí se apresentam como “terceira via”.

Ora, meus caros, a Matemática, código-fonte de todo o Universo e sua lógica intrínseca só admite positivo, negativo ou zero. Tal dicotomia é simplesmente axiomática (sem ela todo o nosso código-fonte, e consequentemente nós, seres humanos, implodimos rumo a não-existência). É a dualidade Yin-Yang conforme dissertada no Taoísmo.

Contudo, na “Matemática Dilmântica” (cujo código-fonte e axiomas só produzem aberrações lógicas de causar pesadelos até as mentes mais privilegiadas das áreas de Exatas) existe aberto, fechado e alguma condição ainda inominável que te isenta de ser doentio e/ou maluco. Um terceiro polo. Um “polo dilmântico”.

Senhores colunistas fubânicos, eu ainda sou relativamente jovem perante muitos aqui. Entretanto, se não houver um revés nessa entropia cultural que se manifesta, dentre inúmeras formas, através dessa marmota de capacete marrom que vagabundeia mundo afora com o nosso dinheiro, corro o risco de tornar o Sr. Adônis um lorde inglês quando eu chegar a idade deste.

Eu já disse aqui que essa roedora com cérebro de paramécio é contra o marco de saneamento básico pelo motivo disso ser sinônimo de sua censura, visto que, quando aberta para falar, sua boca é um esgoto a céu aberto. Enquanto o Feminismo brasileiro se orgulha por ter a VPB a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe máximo de uma nação, bate-me uma profunda jemeriada por carregarmos o demérito de sermos a primeira nação do mundo moderno a termos, como chefe de Estado, uma inimputável.

Sinceramente, se eu fosse José Serra ou Aécio Neves, eu já teria cometido harakiri de tanta vergonha em perder no segundo turno para essa capivara enferma de lepra cerebral, pois arrisco-me a dizer que ATÉ MEU CU, SE LIMPADO COM PROVA DE EDUCAÇÃO INFANTIL IMPRESSA EM UM MIMEÓGRAFO VAGABUNDO, DEPOIS DE MANCHADO, SERIA MAIS LETRADO DO QUE DILMA ROUSSEFF!

PS: o que acham de um quadro meu na JBF com essa abordagem “COMENTÁRIO COMENTADO”?

Elogiem, critiquem ou esculhambem.

PS 2: visto aqui uma evidente urgência para que haja uma pontuação para a ironia, para alguns momentos de meu texto eu usei este “₢” que descobri por acaso metendo minha cabeça no teclado enquanto catalogava corpos celestes para a NASA. Segure a tecla de Alt Gr (do lado direito da tecla de espaço) e aperte “C”. Fica aí a sugestão se padronizamos este, caso também não apareçam outras sugestões. A porteira tá aberta.

16 pensou em “NIKOLAI HEL – MANAUS-AM

    • Sr. Adônis, grato por sua vistoria ao meu expurgo interno. Para mim, escrever é expurgar esse lodo que fica no leito de minha mente que se acumula ao ver esse quadro de Salvador Dali que se configura na terra descoberta por Cabral.

      Forte abraço.

  1. Bom dia meu Caro Nick Hell.

    Texto ótimo, a princípio achei que era longo, estava com preguiça, depois fui lendo, dando risadas, lendo, me indignando e de repente acabou com gosto de quero mais.

    VPB e ₢ foram ótimas ideias. A princípio fiquei entabulado com o ₢, depois com a explicação, tive que ler de novo.

    Aqui nesta gazeta, o ponto de ironia é muito bem vindo, pois necessário para alguns.

    Criticar e interpretar a VPB é para gente como v. e o nosso Augusto Nunes. Não me atrevo.

    • Boa tarde, estimado Janjão (já disse a razão).

      Não só agradeço o feedback como também faço de suas impressões as minhas ao escrever esse texto: comecei com preguiça, fui me indignando com o que minha memória puxava e terminei gargalhando de meu próprio escárnio.

      Acerca do ponto de ironia, ainda tenho que ver se será esse mesmo, pois esqueci de verificar se ele existe também no teclado do celular, e, conforme relatei, como eu catalogo corpos celeste batendo a cabeça no teclado do PC, não faço o mesmo pelo celular, ou será uma nova película a cada batizado de uma galáxia, estrela, exoplaneta ou buraco negro. Somente com um salário pago pelo “milhardário” Papa Berto será possível tais opulências financeiras.

      Forte abraço.

  2. Sancho gosta de zona, puteiro, meretrício, esculhambação. E surge da zona… da ZFM, o INFERNO. A Suframa e o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) completaram, nesta sexta-feira (28), 53 anos. Passou em branco aqui nesta gazeta escrota tal feito.
    Só consegui emprego aqui na REDAÇÃO do maior jornal do universo por causa da indicação (peixada) de Joaquimfrancisco (lembra-se, caríssimo JoFran !? Beto não queria de jeito nenhum, mas como devia alguns favores ao JoFran, cabou me aceitando). Me colocou às sextas, pois como as pessoas sempre viajam em tal dia, são poucos os acessos; se meus textos fossem uma porcaria (e o são) ninguém ia ler mesmo, não faria muita diferença.
    Hell, caríssimo Hell -todo paraíso tiene su serpiente-, que as portas deste inferno se abram, se escancarem para ti e que até o Altamir (beijão, cabra de Garanhuns!) te abrace. Como siempre, me dá un tremendo gusto leerte, Nikolai… y, hoy, aún más.
    Beijo no coração e até sempre!!!!

    • Bertu, contrata logo esse cabra que veio da Paris dos Trópicos pra escrevê bobagi por aqui ome!!!

      E pague uma “ajuda de custo” prele, como ocê faz com esses outros escrevinhadores que alegram nossa aposentadoria.

      • Aqui é o contrário: o editor é quem recebe ajuda de custo dos fubânicos.

        O salário de Chupicleide continua atrasado, a ração de Polodoro tá quase se acabando e o osso de Xolinha roer tá no finzinho..

        Uma situação triste!

      • Dilma Rosbiff seria a doppelgänger inteligente, sadia e ilibada da VPB?

        Seja bem-vindo(a) e muito grato pela sugestão dada ao Papa Berto em me firmar como colunista fubânico. Seria, no mínimo, tão jubiloso pra mim quanto ter meu rosto cunhado no Monte Rushmore, sendo neste caso o Monte “Maispressa” do rol do JBF.

    • Nobre sidekick do lendário Dom Quixote, como sempre, gratidão ter vosso feedback e reconhecimento, pois aqui me sinto grande já que estou entre os grandes.

      O JBF é tão excelente que tem que ser grande até pra ser filho-da-puta e canalha aqui. Por isso temos o Ceguinho e o Árvore-de-Natal, mas nenhuma figura execrável como aqueles 44 misturas de excremento com ejaculação de coprófilo que querem esconder seus malfeitos através daquela nefasta “Lei da Mordaça”.

      “Quem nasceu para ser Congresso Nacional, nunca será JBF”, diz a sabedoria “nikolaiheliana”.

      Forte abraço.

  3. Uma grande notícia para nosso russo amazonense Nikolai, grande fã de Влади́мир Влади́мирович Пу́тин: Agora temos PUTIN ETERNO – El referéndum sobre las enmiendas constitucionales hará con que el presidente de Rusia, Vladimir Putin, extienda su mandato hasta 2036 terminó. Los primeros conteos de votos dan, como se esperaba, una gran ventaja al Sí.

    • Opa!

      Ideia boa que seu “Putín” me deu!

      Que tal se o Bolsonaro mandar um referendo similar para a população votar?

      Melhor! Que também coloquem em votação para a população sobre a volta da Monarquia, voto distrital, revisão do pacto federativo, ou que tipo de providência dar aos 44 homúnculos que votaram a “Lei da Mordaça”?

      Mas não… Os tais ₢ defensores da (argh!) “demo(no)cracia” ₢, os integrantes da ₢ casa do po(l)vo ₢ sabem o feedback que teriam.

      Feedback este que lhes fazem contratar muitos seguranças particulares, botar inúmeros quilômetros de cercas eletrificadas, levantar muros cadas vez mais altos, botar números cada vez maiores de câmeras, abarrotar as farmacinhas de seus luxuosos banheiros com remédios controlados e, por fim, gerar muitos pesadelos aos seus “dotôres de cabeça” durante consultas a estes.

  4. Nobres leitores e colunistas fubânicos, como a pressa é inimiga da perfeição (e meus expurgos textuais exigem pressa) duas erratas:

    1) onde falei “sufixo” do termo “pandemia”, “pan” é prefixo (já que inicia o termo, enquanto sufixo é parte que finaliza), ou afixo, dentro de um conceito mais geral enquanto elemento mórfico que se junta ao radical de uma palavra dando a esta seu sentido.

    2) no tocante ao que o Feminismo brasileiro se jubila, a nação a qual me refiro é o Brasil mesmo (na Bulgária, a VPB não receberia voto nem para representante de sala do mobral de lá).

  5. Pois o meu ponto de ironia é o “(i)”.

    Nada mais do que um “i” (de ironia), entre 2 parênteses “()”.

    Renuncio a direitos autorais e ponho-o a disposição dos fubânicos.

    Olhando bem, o “(i)” é uma visão bundística dos estranhos-no-ninho-JBFicos – que, aqui, se atrevem a defender e a comparecer com suas idéias(?) de jerico lulopetistas e afins.

    E com o fiofó, devidamente colocado, para serem polidoramente enrabados, e terem seus anseios doentios anais devidamente satisfeitos.

    • Estimado Adail,

      todo o embasamento teórico de sua pontuação é perfeita. Contudo perde no detalhe: o acento deve ser “pétreo”, e “pétreo” nesse contexto seria não ser derivado da junção de outros caracteres (no caso do acento bundal, dois parênteses com a letra “i” no meio).

      Além disso, existem outros modos de retratar o acento bundal listados nesse recôndito logo abaixo:

      http://cariocax.blogspot.com/2009/02/simbolos-bundas-e-seios.html

      Ainda assim recaem na mesma problemática de não serem acessíveis por uma tecla ou junção das mesmas.

      #PorNovosTecladosComAcentosDeIroniaBundais

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