CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

O PORQUÊ SER ESQUERDISTA É DEPRIMENTE

Em uma de suas palestras, o psicólogo clínico canadense, Jordan Peterson, fala de forma mordaz e contundente acerca da “Síndrome do Peter Pan”, ou a triste sina do “homem-criança”.

Traçando um fabuloso paralelo com a obra máxima de J.M Barrie e recorrendo a uma caixa robusta de simbolismos (o que é de se esperar de um adepto fervoroso do psiquiatra suíço Carl Jung) para validar a sua tese, para Peterson, Peter Pan é a “eterna criança”. É uma divindade que se nega a crescer e se tornar adulta, pois tem como referência do que é ser adulto o Capitão Gancho, um tirano perseguido implacavelmente por um crocodilo que tem um relógio em seu estômago e que é a causa de sua deficiência de ter um gancho no lugar de uma mão (um símbolo do tempo que nos alcança e arranca pouco a pouco a vida de cada um de nós).

Obviamente, a princípio, Peter Pan nunca gostaria de abdicar da juventude eterna para ser um adulto opressor neurótico e maneta. Em contrapartida, na condição de “Rei dos Meninos Perdidos” em uma terra que não existe, a “Terra do Nunca”, ele nunca poderá consumar sua relação com a sua paixão, Wendy, que é o seu exato oposto (uma mortal que quer ficar adulta e construir uma família) tendo que se contentar com a Fada Sininho quase como um jovem adolescente que, ao invés de se engajar em um relacionamento com uma mulher real, vive mergulhado no mundo da pornografia em eterna ode masturbatória às sereias desse mar de degradação. Toda essa alegoria, portanto, serve para planificar o terreno conflituoso da dicotomia entre a pluralidade potencial da infância e a estrutura sólida da realidade adulta.

Como diz uma máxima, toda escolha implica em sacrifícios. Amadurecer, tornar-se adulto, significa abrir mão da condição de pluralidade potencial para ser uma só estrutura da realidade, e isso também nos coloca em uma condição de escolha no jocoso modelo da “livre e espontânea pressão” por parte do tempo, o nosso crocodilo universal. Ou seja: nas palavras de Jordan Peterson, ou o indivíduo simplesmente aceita se tornar adulto, ou será como a maioria da geração millennial que descobre ser adulto somente depois dos 30 ou 40 anos depois de muito escolherem procrastinar sua maturidade.

O sacrifício da transição da vida infantil para a adulta é inevitável, ensina Peterson. Porém, se for aceita plenamente, o adulto pleno descobre que sua pluralidade potencial não foi de todo embora. Apenas se transmutou, pois se, por exemplo, aquele que aceitou amadurecer no tempo certo se torna um excelente profissional, também poderá ser um promissor gerador de empregos, formador de novos profissionais e, por fim, bem-sucedido, engajar-se no projeto de ser um bom cônjuge e progenitor de uma nova geração a qual educará. Essa alquimia da pluralidade potencial se encerra muito bem no pensamento de Carl Jung de que redescobrir a criança interior que foi deixada para trás durante o amadurecimento na última metade da vida é essencial para o pleno desenvolvimento do indivíduo.

Por sua vez, uma má transição condena quem nega a ser algo que o mundo possa reconhecer como pilar de uma comunidade a ser uma criatura de tem potencial para ser qualquer coisa, mas que, na realidade, não é nada. A tragédia destes, portanto, começa quando, conforme o ditado de Robert Louis Stevenson, são chamados para um “banquete de consequências”. Ou melhor: quando descobrem que se tornaram adultos, mas estiveram o tempo todo alheios ao processo. Uma coisa é ter até 25 anos e não ter ainda uma carteira de trabalho assinada, ou ser uma criança que impressiona as pessoas por ser prodigiosa em fazer algo tão bom quanto um adulto. Outra é quando se tem mais de 30 anos nas mesmas condições. Definitivamente, um indivíduo assim não é impressionável em nada. Muito pelo contrário, chega a ser visto como o que o psicólogo canadense chama de “criança velha”.

Notoriamente se fez essencial utilizar de todo esse prelúdio para pavimentar o caminho que culmina naquele último arquétipo, pois é com base nele que justifico o título para esse texto.

Não é preciso ser um acadêmico em Psicologia para se perceber que todo esquerdista (SEM EXCEÇÃO!), em maior ou menor grau, padece da “Síndrome do Peter Pan”. Basta ver o ápice de meio século de marxismo cultural no Brasil (germinada de forma sub-reptícia nas universidades durante o Regime Militar). Se de um lado há a casta privilegiada de políticos, burocratas, artistas, jornalistas, reitores universitários e outras tantas variantes dessa classe lodosa, do outro, nota-se os militantes. Eles são, respectivamente, Peter Pan e os meninos perdidos, e é perceptível que todo Peter Pan já foi um menino perdido, e que todo menino perdido tem como sonho maior se tornar um Peter Pan para poder abduzir e liderar mais meninos perdidos.

As alcunhas arquetípicas, inclusive, a estes servem como uma luva. Começando pelos garotos perdidos, neste perfil se enquadram militantes cotistas, LGBTs, ambientalistas, abortistas, entusiastas das drogas, professores paulofreireanos, defensores dos “direitos dos manos” (diferente dos Direitos Humanos genuínos), coronalovers (do tipo cagueta, isolacionista, “propagandistas científicos”…), entre outros. Duvido um empresário conseguir contratar e manter algum integrante dessa súcia de néscios além do período de experiência. Como seres de baixíssima resolução para o mundo real, são incapazes de levantarem uma parede, aprontarem uma marmita, limparem um pátio ou produzirem um pneu!
Suas maneiras de resolverem os problemas do mundo se assemelham a limpar o próprio rosto sujo esfregando o espelho que lhes reflete. Por isso suas maiores aspirações variam desde ganhar um pão com mortadela e trinta reais em uma manifestação financiada até conseguirem uma vaga no STF apadrinhados por autênticos genocidas (aqueles que desviam dinheiro de setores essenciais como saúde, educação, segurança pública ou saneamento básico e arrecadam receitas vultosas que fazem do “Quinto” da coroa portuguesa no Brasil Colonial uma doação em pix).

É o universitário jubilado jurássico que se forma após dez anos em Sociologia. É o concurseiro crônico que fica grisalho sem nunca ter trabalhado, nunca ter passado em nada e que não desencana dessa condição. O servidor público que quer quarentenar eternamente sem abrir mão de um níquel de seu privilegiado salário e que manda o vendedor de pipoca ficar dentro de casa. O artista, jornalista ou acadêmico que, por ser medíocre, somente consegue prosperar a partir da contribuição compulsória do pagador de impostos. O idiota útil que vive de balbuciar, ruminar e regurgitar mantras ideológicos e asneiras semânticas (“fascista”, “genocida”, “elx”, “amigues”, etc, etc, etc.). Todos estes são vistos como neófitos para serem cooptados por excrecências como PT, PSOL e PC do B, o que prova que são tão úteis quanto dia de feriado em final de semana, ou olho claro em gente feia.

Liderando esse coletivo de almas errantes temos os Peter Pans. Estes podem ser criaturas como o invasor de propriedades privadas, a gaúcha comunista que tira férias nas proximidades da Estátua da Liberdade, ou um youtuber de cabelo colorido. Ainda que nefasto, o poder destes ainda se restringe a seduzir as mentes mais jovens e incautas, e realizar algumas delinquências pontuais, tipo comprar uma remessa inteira de livros LGBT para disseminá-los de graça aos integrantes do seu culto infanto-juvenil, ou queimar pneus e bloquear estradas. Entretanto, os maiores Peter Pans são aqueles que conseguiram instaurar a sua “Terra do Nunca” por onde estiveram. Eis a URSS de Stalin, a China de Mao, o Camboja de Pol Pot, a Cuba da família Castro, a Coréia do Norte da família Kim, a Alemanha Nazista de Hitler, o Irã de Khomeini, a Venezuela de Maduro, et caterva. Cada canto desses teve (ou ainda tem) o seu Peter Pan consolidado após derrotarem os seus tirânicos Capitães Ganchos (o Czarismo, a dinastia Qing, Fulgêncio Batista, a República de Weimar, o xá Reza Pahlavi, entre outros que assumem historicamente o papel de imediatos antecessores dos reis dos meninos perdidos).

Visto que os receptáculos desse arquétipo patológico sejam variados, curiosamente todos eles tiveram a mesma Fada Sininho. Tão utópica quanto a mesma, a ideologia socialista faz com que os maiores Peter Pans, ao terem sua proposta de vida recusada por suas “Wendies” (o Conservadorismo e seus adeptos), propaguem a repulsa e demonização da escolha que esta fez (a família, a propriedade privada, os valores judaico-cristãos, etc.) para os seus súditos, os meninos perdidos. Por isso que, em suas vãs buscas pela Fada Sininho no mundo real, perpetuam-se as incontáveis desculpas do porquê não deu certo em um lugar ou porquê em outro lugar o Socialismo implantado não é o verdadeiro. Afundados e perdidos em seus solipsismos doutrinários como o personagem Saito, no filme “A Origem”, no plano onírico chamado Limbo, nunca superam a eterna pluralidade infantil que evita se cristalizar em uma realidade coerente, e o custo disso, dentre inúmeras calamidades, é uma dantesca pilha de mais de 100 milhões de cadáveres desde a Revolução Russa de 1917 (e que não dá sinais de cansaço para o seu aumento).

Importante ressaltar que o autor desse texto e sua inspiração também estão encerrados nestes arquétipos. Desse modo, tanto eu quanto Jordan Peterson, além de muitos leitores, se identificarão com a Wendy. Todos nós já tivemos em algum momento de nossas vidas (geralmente na adolescência) companhias ou meios sociais que instigavam em nossa pluralidade potencial o ímpeto de se aliar a um projeto de “Terra do Nunca” onde todos ganham um milhão de dólares por mês para gastarmos somente com nossas frivolidades pessoais e zero de despesas que seriam bancadas pelo Estado. Entretanto, para todos o momento de transição para a vida adulta chega, e tipos “wendianos” são aqueles que desencanam dessas picaretices fabulosas para evitarmos o infame “banquete de consequências”.

Assim como quem decide postergar indefinidamente seu amadurecimento até o despertador do crocodilo tocar, esse banquete pode chegar de forma mais ou menos traumática na vida de cada esquerdista. Seja como um adulto de mais de 40 anos cujo primeiro trabalho decente é em um balcão de farmácia de domingo a domingo e ganhando um salário mirrado enquanto engole seco a sua petulância juvenil. Seja vivendo a base de migalhas assistencialistas de um Estado inchado, ineficiente e corrupto. Seja como um patético defensor incondicional dessa ideologia de facínoras, dotado de diversas formações acadêmicas, mas medíocre em todas elas.

Contudo, fazendo jus a máxima “quanto mais alto, mais forte o tombo”, o desastre maior é o dos Peter Pans. Todos, sem exceção, têm como destino a lata de lixo da História. Porém, quando ainda não têm sequer a sorte de morrerem de morte natural como Stalin, ou acabam executados como Nicolae Ceausescu, ou morrem na penúria como Karl Marx (o “sakyamuni dos Peter Pans”, adúltero, gigolô e abandonador dos próprios filhos), ou se tornam cadáveres insepultos, como ₢ a viva alma mais honesta desse país ₢.

Pergunto sintetizando com exemplos bem reais: existe quadro mais melancólico do que um indivíduo caquético como Eduardo Suplicy no meio de uma muvuca de jovens de periferia em um show do “Racionais”? Ou o demiurgo de Caetés discursando seus anacronismos embolorados para sua seita cada vez mais famélica de recursos públicos e adeptos? O colosso intelectual Enéas Carneiro, em sua entrevista ao “Roda Viva” como candidato a presidência nas eleições de 1994, ao indagar os jornalistas sobre o que o apedeuta de nove dedos fez desde 1979 enquanto o próprio cardiologista dedicava toda sua vida pregressa a se tornar um adulto pleno, dotado de formação e capaz de educar a terceiros, trazia à tona esse tipo de cenário deplorável.

Dizia ele que “político de carreira” é a profissão dos que fracassam na vida profissional e que se aproximam dos outros para tirar vantagem. Sendo assim, os maiores políticos de carreira são aqueles que, às custas da estupidez de milhões de meninos perdidos, fazem as mais monstruosas lambanças quando adquirem poder para criarem a sua “Terra do Nunca”, desde os gulags até o Petrolão. Desse modo, o maior Peter Pan da história do Brasil, o maior político de carreira dessa república de bananas, é um homem que (na definição do fundador do PRONA), sem nunca ter estudado ou trabalhado, fez de fazer greves uma profissão de fé! É um franco exemplo do que disse Jordan Peterson com ter potencial para ser tudo e, na realidade, não ser nada.

Por ser o partido que mais abduz mentes virgens e desguarnecidas de bagagem cultural minimamente razoável, o PSOL de hoje é o PT de amanhã. O cachaceiro de hoje é o queimador de pneus de ontem. É o “conservadorismo que mofa”. Frase esta que faz um koan zen-budista parecer mera platitude, mas que, no subdialeto dilmês (que contradiz tudo que é dito por quem nele é fluente), significa envelhecer tão mal quanto o bordão “Lula é o cara” quando o autor deste bordão, após uma década, emputeceu a petralhada dizendo em seu livro mais do que o exato oposto. Tudo isso, e tudo que deriva disso, são a epítome catastrófica de milhões de “crianças velhas”.

Desse modo, encerro minha tese atestando logo abaixo, com a mesma solidez de um axioma euclidiano, ou de um dogma católico, o “Postulado Lógico de Nikolai Hel de Manaus”:

N.E – (₢) ponto de ironia.

11 pensou em “NIKOLAI HEL – MANAUS-AM

  1. Caramba!!!!

    Caro Nicolau. ARRASOU!!!!

    Onde é que andavas escondido, que não escrevias para o JBF?

    Fiquei até com vergonha de colocar minhas diatribes neste jornal, diante de um portentoso escritor como o amigo.

    Parabéns!!!

    • Excelentíssimo Sr. Adônis, vulgo Apolo do panteão greco-fubânico,

      na minha condição de imperador do Hades, receber um retorno de tão portentoso calibre me faz ganhar a semana.
      Se meu texto apequenou de algum modo os seus diamantinos tratados, lanço as minhas desculpas mais sinceras aliadas a minha mais sublime gratidão, pois, mesmo que por um momento, superar um mestre da escrita e da lógica como o senhor é um feito que considero colossal.

      Ter o reconhecimento de um colunista no qual profundamente me inspiro e que leio avidamente cada um de seus escritos é algo que me deixa imensamente feliz.

      Mal posso esperar pela sua próxima erupção de La Garita textual, caro mestre.

    • Diante de portentosos escritores, como os amigos Nokolai e Adônis, o “wendiano” Sancho teve que largar as fogosas quadrigêmeas amantes tailandesas, pois ficou com muita dó daquele simpático velhinho peterpeniano e petroplitano, que possui uma geladeira vermelha, em cujo interior coleciona incontável quantidade de fotos de seu ídolo maior.

      Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada. Hellen Keller

        • Santíssimo Sancho de los cocos,

          eu quero mesmo é que ele escreva um texto diametralmente oposto entitulado “O PORQUÊ SER DIREITISTA É…

          Sei lá. Fascista. Genocida. Misógino. Racista. Assassino. Negacionista.

          Fica a critério dele a definição.

          Só para atestar a lógica de meu postulado.

      • Nobre sidekick do lendário Dom Quixote,

        és outro cuja excelência na escrita eu não só admiro como, em teu caso, racho o bico com a estrutura e cenários absurdos que tu crias. Juro que não entendo metade, mas rio até do que não entendo, pois é absurdo demais pro meu cérebro parcamente lúdico.

        Eu acho que o JBF perde uma oportunidade única de adentrar na seara cinematográfica como produtora de filmes adaptando em curta-metragem seus contos. Cannes ia entrar em curto-circuito com a cultura fubânica retratada no estilo onírico de San Sancho de los cocos.

        Forte abraço, nobre amigo.

        • Será que aquele simpático velhinho peterpeniano e petroplitano, que possui uma geladeira vermelha, em cujo interior coleciona incontável quantidade de fotos de seu ídolo maior virá a seu texto para tecer algum comentário? kkkkkkkkkkkk.

  2. O sujeito viu o muro de Berlim cair e tinha certeza de que o lado de lá era tudo de bom. Torcia pela CCCP nas copas do mundo. Carregava sempre um caderninho com frases de Mao Tse-Tung. Admirava os Viet Congs e os Khmer Vermelho, usava boina do Guevara, fumava charutos inspirado em Fidel, tinha um Ford 1959 inspirado nas ruas de “Habana”, só tomava “cuba libre”, colecionava foices e martelos e via discos voadores… Um belo dia sumiu. nunca mais ouvi falar dele, até hoje… Hoje retornou…e se chama Nikolai.

    Vida longa ao manauara que deseja pintar muros vermelhos de verde e amarelo.

    • Ilustre Constâncio,

      em poucas linhas (e de forma realística e histórica) recontou não somente a “Síndrome do Peter Pan” como também a sua cura.
      Posso dizer que vi o outro lado do muro quando soube do poder das redes sociais e quebrei essa divisória maldita quando nelas ingressei pra ouvir aquilo que afrontava a hegemonia canhota.
      O melhor de tudo foi descobrir que, na pior das hipóteses, eu não passava de um moleque parvo, mas com pouquíssima vocação pra ser uma “criança velha”. Não hesitei uma fração de segundo ao descobri que o discurso das maravilhas da “Terra do Nunca” não passavam de um contrato de inúmeras entrelinhas, letras microscópicas e sofismas infindáveis de Mefistófeles.

  3. Prezado conterrâneo amazônico,
    Não vou repetir os que me antecederam, apenas pedir licença para fazer minhas as palavras de todos.
    Parabéns pelo texto excepcional.
    Que seu texto possa, que sabe, em algum momento, chegar alcançar as mentes malditas e criminosas dos esquerdistas.
    Um forte abraço, desde Belém do Pará, daquele anda meio cansado, desiludido e, como já revelei aqui, até com certo receio de escrever.

    • Digníssimo Rômulo,

      quando cansado, descansar é permitido. Desistir não.
      Tenho meus dias negros também, dias em que só penso em sair desse país e ir pra algum canto bem distante, como Austrália, Polônia ou Romênia. Mas enquanto o destino ainda não me consagra com tais recursos, resta-me sempre armazenar e renovar energias para, numa catarse, expurgar toda minha indignação a essa massa ignara que capitaneia nossa combalida nação.

      Forte abraço da terra do atleta José Aldo.

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