XICO COM X, BIZERRA COM I

Passei toda a infância e adolescência sem Wi-Fi, Facebook e Netflix. Não me fizeram falta. Twitter, sequer tinha notícias do que se tratava, tampouco esse tal de Youtube. E cheguei à idade que hoje tenho, sem traumas, complexos e, mais importante, feliz da vida. Talvez porque tinha (e tenho) amigos de verdade e não virtuais, filhos e netos que moram muito próximos para valorizarmos a relação familiar, independentemente do Instagram. Não tenho do que reclamar. Criança, ligava pra minha avó, de um orelhão da esquina de minha casa. Isso quando tinha fichas. À época, tecnologia de ponta. Logo depois, instalaram uma linha telefônica em minha casa e eu passei a fazer uso daquele aparelho preto e grande que ficava sobre a mesinha. Era bom. Não tenho mais avó e não mais existem os orelhões. Nem os ‘monstrengos’ pretos que ficavam sobre a mesinha. Hoje minha paciência está indisponível, fora de área de cobertura. É muita ‘modernagem’ para meu HD incapaz. Melhor quando eu era menino. Depois da escola, fazíamos o dever de casa – que hoje chamam de tarefa, e depois saíamos para brincar. Costumávamos criar nossos próprios brinquedos e brincar com eles. Jogar bola de meia com amigos reais era muito mais divertido que jogar os joguinhos que os meninos jogam com amigos virtuais da internet. Vou parar por aqui. Preciso mandar uns WattSapp para amigos, escrever uma croniqueta no meu Laptop, comprar uma bateria nova para o meu Smartphone e dar uma passadinha no Facebook. Volto semana que vem. Qualquer coisa, mandem MSG.

3 pensou em “NETFLIX E BOLA DE MEIA

  1. Você ainda é o menino que nós todos gostaríamos de ser, amigo e mestre. Sem ter que usar ternos e gravatas. E brincando, agora com as palavras. Viva Xico!!!

  2. Pois é, meu caro Doutor Acadêmico: brincar com as palavras é bom; sem ternos, gravatas e sapatos, ainda melhor. Receba meu mais ‘ManorelBandeirado’ abraço. XICO

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