A PALAVRA DO EDITOR

O presidente Jair Bolsonaro, o seu círculo mais próximo e milhões de seus seguidores estão convencidos de que o grande problema das eleições de 2022 não está na votação popular, mas pode estar na apuração. A apuração, como se sabe, é controlada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE é controlado pelo Supremo, e o Supremo, na visão de apoiadores de Bolsonaro, é controlado por inimigos públicos do presidente da República e de tudo o que há no seu governo.

Está mais do que na hora de falar nesse assunto. Em condições normais, a opinião política dos 11 ministros não deveria fazer diferença: eleições são ganhas por quem tem mais voto, e a principal Corte de Justiça do país não aceitaria anular essa decisão com golpes jurídicos, nem aprovar fraudes na contagem dos votos. Mas as condições do Brasil de hoje não são normais — e a principal Corte de Justiça do país é vista por muitos como um partido político.

Esse partido pode ter mais de uma facção, e nem todas elas estão sempre de acordo a respeito de tudo.  Mas o STF deixa margem para questionamento sobre sua imparcialidade – e isso para ficar apenas nas suas últimas decisões – quando declara que o juiz que condenou Lula por corrupção e lavagem de dinheiro é suspeito; enquanto isso, o ministro que anulou todas as condenações penais do mesmo Lula não é suspeito de nada, embora tenha advogado pelo MST, pedido voto para Dilma Rousseff e dito publicamente que a eleição de 2018 “não foi democrática”, porque o seu candidato estava na cadeia. Se isso não é ser parcial, o que seria?

Sendo as coisas o que são, as forças que apoiam o presidente teriam de começar, com urgência, a pensar em providências práticas para se defender. O STF já “rasgou” a lei e arrumou um candidato capaz de disputar a eleição com Bolsonaro – o primeiro candidato de verdade, já que todos os demais eram uma piada.

Quem acredita que o jogo em 2022 não vai ser limpo tem de trabalhar, desde já, para desenvolver e implantar sistemas seguros de auditoria na apuração do voto eletrônico – ou, então, se considerar mesmo que o sistema atual está fora de controle, fazer aprovar na Câmara dos Deputados o projeto sobre o voto impresso já em andamento. Fora isso, vai ser só choradeira, e choradeira quando for tarde demais.

10 pensou em “NÃO ADIANTA CHORAR QUANDO FOR TARDE DEMAIS

  1. PELO VOTO IMPRESSO AUDITÁVEL!!!!! ACOOOOOOORRRRRDA BRASIL!!!!!!!!! ESSES CARAS VÃO ENROLAR ATÉ EXPIRAR O PRAZO PARA IMPLANTAÇÃO DO VOTO IMPRESSO. AÍ MEU AMIGO, JÁ ERA. ESSES CANALHAS VENCERAM. É O QUE ELES QUEREM!!!!

  2. Pois é ……

    Até hoje não entendi até agora o JMB, o STF e o STE ……..

    JMB falou em 2019 que as eleições de 2018 foram fraudadas, na qual ele foi eleito presidente.

    Falou que iria apresentar provas e foi aquele auê ……………

    Depois do Auê, ameaças, declarações etc etc , um silêncio sepulcral.

    Claro que urna eletrônica sem auditoria do voto impresso, transparente, torna as nossas eleições “ABSOLUTAMENTE SUSPEITAS” ……….

    Pois é ……. Assistindo e ouvindo os golpes financeiros nos bancos e contas particulares, invasão de celulares das celebridades e autoridades e, principalmente, na invasão dos computadores de instituições sólidas em segurança, (Lembrar que até NASA e FBI já sofreram com Hackers) percebemos acima de qualquer dúvida razoavel que ….;

    – Não há NINGUÉM neste mundo que possa fraudar nossas urnas, ou invadir os computadores do TSE, eventualmente modificando a consolidação dos votos, oriundos das urnas eletrônicas …..

    “Craro que não” …… não há a menor chance mas,…………..para evitar qualquer eventualidade de um “SUPER SUPER HACKER” conseguir esta SUPER SUPER façanha, NÓS brasileiros, espertos, de maneira inteligente e brilhante, nos adiantamos com a implantação do voto impresso “auditável e transparente” …..

    hein ??!! hein??!! hein??!! ….. que tal ???!!!!

    Evitaríamos ficar em dúvidas sobra as declarações e provas que JMB ficou de apresentar em relação as eleições fraudadas…..

    Com relação aos custos, acho que desperdiçamos tanto dinheiro público com lagostas, vinhos, assessores, auxilio paletó, auxilio gasolina, mordomias imorais, fundos eleitorais para os cafajestes, então porque não “desperdiçarmos um dinheirinho” com este “pequeno detalhe” que é a CONFIABILIDADE e lisura nas eleições, BASE FUNDAMENTAL de um REGIME DEMOCRÁTICO .

    Perguntar não ofende ……. Eu só queria entender …….

    Ora bolas ….., me engana que eu gosto

  3. Computadores são máquinas (hardware) que precisam de programas (software) para funcionar. A urna eletrônica é um computador, neste caso um computador dedicado, ou seja, como os caixas de supermercados, executam apenas uma função. Mas, até para isso, precisam ser programados e aí é que mora o perigo. Na teoria (só nela) as urnas são programadas para funcionarem numa determinada faixa horária (normalmente das 8 às 17 h.) e são zeradas (com a competente emissão do relatório desse procedimento, que os cabeças do TSE chamam de “zerézima) anteriormente ao início da votação; Quando bate a hora final, a urna é fechada e emite o boletim de fechamento. Tanto a zerézima quanto o boletim final são devidamente autenticados pelo presidente da mesa e demais membros da junta apuradora, mesários, etc. O eleitor quando vota, tecla na máquina o número correspondente ao(s) seu(s) candidato(s), verifica no visor se o número corresponde ao que ele teclou e se a foto que aparece é mesmo do seu candidato e em seguida aperta na tecla verde, confirmando o voto. Teoricamente a máquina é segura. Mas, ela é um computador, portanto, programável. E se tiver sido programada para, a partir de determinado momento, naquele intervalo entre as 8 e 17 h. ela direcionar para determinado candidato, todos os votos teclados a qualquer dos outros candidatos, mesmo que o eleitor veja que o seu voto foi para o seu candidato? Ou seja, a partir daquela hora todos o votos impostados na urna cairão para um único, mesmo que os eleitores tenham votado para outros postulantes. Até a última eleição, ninguém poderia reclamar de fraude, pois não havia modo de se conferir o que foi votado. Mas, se ao votar, o eleitor retirar da máquina um papelzinho dizendo que ele votou no candidato dele e esse papelzinho for colocado numa urna lacrada, ao lado da máquina de votação, teremos como conferir se os resultados não foram fraudados ou não, em caso de denúncia ou dúvida. Essa possibilidade é factível e daria ao processo de votação eletrônica o atestado de idoneidade que hoje ele não tem. O povo tem que exigir essa providência ao STE. Esta é uma aspiração que vem dos tempos do velho caudilho gaúcho chamado Leonel Brizola.

    • Pois é …….. Muito bom o comentário mas acho que comporta duas observações..

      1 – O voto não é retirado da máquina e colocado em uma URNA a parte.

      Simplesmente depois da confirmação, o voto, é impresso sem possibilidade de contato, o eleitor verifica se está correto…….

      Se estiver, então dá o comando para que seu voto (papel, como o comprovante da maquininha do cartão de crédito), seja, cortado automaticamente, caindo direto na sacolinha anexada na própria urna eletrônica.

      Resumindo : Não há contato do voto impresso com o eleitor, nem com ninguém….

      2 – Pior que um programa suspeito na urna, o mais provável, mais fácil e com menos riscos, é que a falcatrua seja feita no próprio computador do TSE, isto é, o SUPER SUPER HACKER invade o computador central e consolida votos de Zé para Mané, dependendo do interesse do SUPER SUPER HACKER…………

      Não é bacaninha ??????

      Considerações …………… :

      Em SP, na eleição de 2020, a totalização parou ( o SUPER HACKER tem que ajustar banco de dados, e os novos totalizadores) ) com menos de 1 % das urnas apuradas, e os percentuais de votos de cada candidato estava em determinados valores percentuais ….. ……,

      Depois de umas quatro horas, a totalização voltou a ser mostrada, e, até o fim da votação, os percentuais não mais se alteraram significamente, o que equivale em termos de eleições, com regiões tão díspares em necessidades, uma coincidência estatística impossível ……….

      Explicando :

      Os votos de Candidato A ( por exemplo do Covas) não podem ter o mesmo percentual das urnas na região SUL, praticamente igual aos percentuais das urnas da região Norte,

      Pior que isto ….;
      Estes percentuais, muito semelhantes em todas as regioes e ao longo de todo o tempo da apuração se mantiveram, para os cinco candidatos mais competitivos

      E pra arrombar a tobaca da xolinha ….;
      Quando terminada a apuração, os percentuais finais eram praticamente iguais aos apurados na paralização das urnas no inicio da votação ( menos de 1 % das urnas apuradas)…

      Este histórico de apuração é simplesmente UMA IMPOSSIBILIDADE ESTATÍSTICA…

      Muta conversa, muitas dúvidas mas ficou por isso mesmo e o tempo passou..

      Agora, acompanhando todo o repudio das OTORIDADES para com o voto impresso, a suspeita fica mais efervescente ……….

      Considerando que eleições limpas e livre de suspeitas é o pré nequisito básico em uma democracia, soa estranho esta ojeriza das OTORIDADES…..

      Já foi aprovada no congresso o voto impresso e é, com certeza, um desejo da MAIORIA da população brasileira que desconfia de nossas OTORIDADES e dos últimos resultados, iniciado em 2014 com a reviravolta da totalização da ANTA sobre Aécio, o limpinho ……….

      Pergunta que não quer calar ….

      Porque a OTORIDADE máxima do TSE ( Barrosão e antes o BOCA de CAÇAPA) “elementos” que também compõe nosso STF colocam tantos obstáculos para obtermos uma eleição limpa e transparente na sua apuração via voto impresso ……….

      Aí tem ……….. Me engana que eu gosto……..

  4. Creio ser Guzzo o primeiro jornalista da mídia tradicional a escrever tão explicitamente sobre o assunto urnas eletrônicas.

    Busquei ouvir opinião de vários técnicos em TI sobre o assunto e observei que Guzzo está tão coberto de razão, que cito Nikolai Hel: JRGuzzo vai morrer de calor por estar tão coberto de razão (na frase original Nikolai referia-se a Rodrigo Constantino).

    • Recorro, ainda, a Arthur, da Távola Fubânica e amigão do Dória: NÓS brasileiros, espertos, de maneira inteligente e brilhante, nos adiantamos com a implantação do voto impresso “auditável e transparente” …..

      hein ??!! hein??!! hein??!! ….. que tal ???!!!!

        • Sancho ….

          Se eu fosse o analista de sistemas do SUPER HACKER EVENTUAL , faria mudar os percentuais com uma fórmula matemática que acompanhasse os limites impostos pelos INTERESSADOS para os ESCOLHIDOS na disputa do 2o. turno…….

          O SUPER HACKER não pode ser muito preguiçoso na montagem do programa, deixando pistas poderosas de como fraudaria a totalização ………….

          mas, ………. graças ao nosso DEUS brasileiro, SUPER HACKER não existe e então estamos seguros de que não haverá qualquer possibilidade de interferência na totalização dos votos, função da segurança PERFEITA contra uma IMPOSSÍVEL invasão no computador central do TSE……

          Ka KA KA

  5. PELO AMOR DE DEUS!!!!!

    Implantem esta porra desse voto impresso porque, se fraudarem essa merda de eleição e conseguirem eleger um certo carniça nauseabundo,

    VAMOS TER QUE PARTIR PARA QUEBRAR ESSA MERDA TODA NA BALA!!!!!

    Muita gente vai morrer. Estou disposto a morrer, mas não admito que se faça essa grande e final putaria com nosso país. MEU LIMITE JÁ ESGOTOU FAZ TEMPO!

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