DEU NO JORNAL

O isolamento prolongado tem mexido com o psicológico das pessoas e ninguém aguenta mais ficar em casa.

Prova disso é que a busca por viagens cresceu 32% na semana antes do Dia das Crianças este ano.

* * *

No meu caso, que nunca adotei este comportamento de “ficar em casa”, isso não mexeu com o “meu psicológico”.

Mexeu mesmo foi com o meu emputiferamento com quem inventou essa babaquice por motivos puramente político-ideológicos.

Esse negócio de curtir prisão domiciliar auto-decretada não me pegou de jeito algum.

Desde que inventaram essa leseira, no começo do ano, saio todos os dias e vou bater pernas na rua.

Padaria, mercado, feira, lotérica, tudo quanto é canto.

Semana passada matei as saudades do Parraxaxá, restaurante especializado em comidas nordestinas e que voltou a funcionar depois de algum tempo fechado por conta do abestalhamento que tomou conta do mundo.

Aliás, encerro agora os trabalhos de edição desta gazeta escrota na manhã desta sexta-feira, pois tenho que ir ao mercado de Casa Amarela, aqui perto de onde moro, fazer a feira pro final de semana

Vou caçar minhas frutas, verduras e macaxeira da boa.

E uma carne de bode no ponto, pra minha secretária Danielle preparar um almoço caprichado.

Aline já tá ali me chamando.

Até mais pra todos vocês!!!

7 pensou em “NADA DE PRISÃO DOMICILIAR

  1. Meu caro amigo,

    Ainda estou ruminando o que li, de tão forte foi a impressão que ficou.

    O seu livro da Besta Fubana é esplêndido, mas não chega nem aos pés do livro sobre a Guerrilha de Palmares. É simplesmente soberbo!

    É um épico da nossa realidade que toda criança e adolescente nordestino, e principalmente pernambucano, deveria ler, a fim de conhecer e sentir profundamente a realidade em que vivemos, bem como a origem e as raízes da nossa situação atual.

    Sua descrição da saída da família de “matutos” para a feira é digna de Emile Zola, em Germinal; Sua descrição da “sociedade” de Palmares à época é digna de um Balzac; na Comédia Humana; sua descrição da vida do bispo, sua história e seus raciocínios tortuosos, sempre visando manter a igreja incólume naquele turbilhão, é digna de um conto de Guy de Maupassant.

    Mestre Berto, nosso país ainda não lhe fez justiça! Só não lhe recomendo para a Academia Brasileira de Letras porque um clube onde tem um membro da “estirpe” de um Sarney, e que teve um general poeta com pseudônimo de “Adelita”, não lhe merece. Por mim, a recomendação vai direto para que lhe concedam o Nobel de literatura, de modo a fazer companhia a José Saramago.

    Um beijo na bochecha. Atenção: beijo hétero, como diria Bolsonaro.

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