ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

EINE VOLK, EINE REICH, EINE FÜHER!

O mundo todo se encaminha aceleradamente para uma nova e brutal idade das trevas. O obscurantismo caminha aceleradamente para dominar completamente corações e mentes em todos os lugares do mundo, mesmo os mais longínquos. O Brasil está na vanguarda e liderança deste processo. O volume de imbecilidades que vai se tornando lugar comum é absolutamente assustador. Sinto-me na situação dos “Homens Livros”, daquele velho e apavorante filme Fahrenheit 451. Para quem não assistiu, o filme é uma distopia a respeito de um futuro tenebroso, em que seriam proibidos e queimados todos os livros. Ninguém mais poderia ler livro algum. Mais ou menos como ocorre hoje, só que hoje é por opção própria de analfabetos funcionais, envenenados por ideologias imbecilizantes (Olha o pleonasmo: TODA IDEOLOGIA É IMBECILIZANTE!). No filme, os homens-livros eram pessoas abnegadas, que se dedicavam à preservação, na memória, de todas aquelas obras mais sublimes que foram produzidas pelo espírito humano. Cada um se dedicava a decorar, todinha, alguma obra que tivesse lhe tocado mais profundamente a alma, a fim de poder preservá-la para as gerações futuras.

Hoje, tal qual no filme, todas as grandes conquistas da civilização humana, todas elas arduamente desenvolvidas e consolidadas, estão sendo solenemente ignoradas e jogadas na lata do lixo. O mundo regride aceleradamente ao estágio anterior ao renascimento e ao iluminismo. O embrutecimento é total! Vamos aos exemplos:

1. Ordenamento Jurídico – A Carta Magna, de 1215, negociada entre João sem Terra, da Inglaterra, e seus barões, que originou o sistema judicial moderno, em que até o rei deve se submeter às leis promulgadas, está sendo velozmente derrogada. Vide as atitudes atrabiliárias de nosso STF. Uma das cláusulas que maior importância teve, ao longo do tempo, é seu artigo 39 (tradução livre a partir do inglês, no Wikipédia):

“Nenhum homem livre será preso, aprisionado ou privado de uma propriedade, ou tornado fora-da-lei, ou exilado, ou de maneira alguma destruído, nem agiremos contra ele ou mandaremos alguém contra ele, a não ser por julgamento legal dos seus pares, ou pela lei da terra.”

Hoje, no Brasil, dá-se exatamente o contrário. O STF se arvora a dizer: O ESTADO SOU EU! Se esses canalhas morrerem em plácido sono, adormecendo em suas suntuosas camas de baldaquim, terei certeza de que a justiça não é mesmo para este mundo. Só restará a justiça divina para enviá-los todos às profundezas do inferno.

Já o artigo 40 dizia: “A ninguém venderemos, a ninguém recusaremos ou atrasaremos, direito ou justiça.” Quando nos deparamos com processos que se arrastam por décadas, por conta dos procedimentos Kafkanianos da justiça; quando vemos detentores de recursos financeiros, ou amigos dos poderosos, postergar infinitamente a exaração de sentenças contrárias aos seus interesses; quando vemos a justiça tomada por interesses partidários de ideologias ávidas pelo poder e pelo domínio dos recursos públicos, vemos que a Magna Carta foi totalmente tornada letra morta em nosso país, e que nós, o povo brasileiro, somos um bando de otários.

2. A Família – Um dos principais fatores que propiciou a sobrevivência desta espécie de macacos pelados que somos nós, os humanos, nas savanas da África, foi a nossa estrutura familiar. Eu explico! Nossa espécie não se destaca em nenhum dos aspectos primordiais à sobrevivência, pela seleção natural. Desde nosso surgimento, até agora, somos a única espécie com consciência. Não possuímos garras nem dentes fortes, não corremos velozmente e nem subimos em árvores com destreza, não somos de porte assustador para as demais feras, NADA! Só contamos com a nossa inteligência. Com ela, conseguimos sair lá de baixo, na cadeia alimentar, para nos tornarmos o maior predador da terra, chegando a ameaçar a sobrevivência de TODAS AS OUTRAS ESPÉCIES. O preço para isso foi o crescimento do nosso cérebro. Ocorre que, como já nascemos com todos os neurônios que carregaremos ao longo da vida, a cabeça dos bebês tornou-se desproporcionalmente grande, o que tornou o parto muito mais difícil.

Isto provocou que as mulheres com as ancas mais largas passassem a contar com uma vantagem biológica para sobreviver e reproduzir. Esta é a razão que levou os homens a dar preferência às mulheres “quartudas” ou parideiras. O aspecto seguinte nesta história é o fato de serem necessários longos períodos até esta inteligência dos humanos, bem como a estrutura física, se consolidar, de modo a permitir a sobrevivência autônoma dos mais jovens. Devemos ser a espécie onde este processo leva mais tempo. Diz-se hoje, em tom de galhofa, que a adolescência vai até os quarenta. Para que esse longo processo de maturação dos seres humanos ocorra, faz-se imprescindível uma estrutura de apoio, econômico e emocional, sem a qual as novas gerações enveredarão inexoravelmente por caminhos desviantes daqueles legados pelas gerações anteriores e depurados ao longo de séculos. É EXATAMENTE ISTO QUE ESTÁ OCORRENDO HOJE!

O processo educativo de cada um de nós repete, em miniatura, a evolução da humanidade ao longo de milênios. Cada ser humano repete toda a trajetória da civilização humana, até chegar ao estágio atual do tempo em que vive. Este processo é conduzido prioritariamente pela estrutura familiar. Com a desestruturação da família, geramos multidões de selvagens cuja aculturação foi interrompida no início. Esta é a razão do nosso caos atual.

3. Convivência Social – Jean Paul Sartre dizia, com imensa razão, que todo o problema dos relacionamentos humanos se refere aos outros. Nunca a nós mesmos! Hoje, com a decadência moral que testemunhamos, esta convivência fica incrivelmente mais difícil e conflituosa. A selvageria se revela nos mais ínfimos detalhes do comportamento diário: são pessoas que NUNCA fecham a porta de ambientes refrigerados ao sair; pessoas que ficam chutando a cadeira da frente em longos voos, pessoas que ligam descaradamente, e no volume mais alto possível, suas maquinetas de fazer malucos, em todo e qualquer ambiente, obrigando assim todos os demais a suportar aquele festival de baixarias; são pessoas cujo comportamento à mesa faria corar de vergonha qualquer troglodita; ligam o pisca-alerta em qualquer lugar que querem parar e os outros carros que se danem, e por aí vai!

A decadência da ETIQUETA é um mero reflexo, a ponta do iceberg, da decadência da sua irmã maior, A ÉTICA.

Assistimos hoje à derrocada de todos os Imperativos Absolutos: Não matar; não roubar; não mentir; não enganar; não trair; amar, respeitar e honrar pai e mãe, etc. Tudo relativizado em função de uma ideologia nojenta em que os fins justificam todo e qualquer meio. O pior de tudo é que, à medida em que o tempo passa, vamos nos acostumando a este lodaçal moral. Passa a ser natural e normal a canalhice e, para combate-la, não poderemos agir com honra, fidalguia e cavalheirismo. Far-se-á necessária uma chacina de proporções bíblicas para exterminar esse cancro moral que se abateu sobre a humanidade, se é que teremos alguma chance de reverter esse quadro de desgraças e horrores que se nos avizinha. Olhamos para o abismo moral e o abismo olha para nós. Se quisermos vencê-lo, teremos que nos tornar ainda mais sórdidos do que eles são.

4. Conceito de Pátria e Nação – Dos 70 imperadores que Roma teve, 21 deles nasceram em terras eslavas (Croácia, Bósnia, Sérvia e Bulgária). Filipe, O Árabe, era nascido na Síria. Inúmeros outros eram nascidos na Macedônia, Grécia, Espanha, Etrúria, fora os nascidos na Turquia, durante a existência do Império do Oriente

O pai de Calígula, assim como ele, era conhecido como Germanicus, devido sua origem. Septimius Severus, imperador de 193 a 211, era de origem cartaginesa e nasceu na atua Líbia. Durante toda a vida, carregou um forte sotaque da língua púnica, sua língua materna. Mesmo com toda esta diversidade ÉTNICA, ou talvez até devido a ela, o Império Romano foi a maior nação de todos os tempos. Enquanto isso, no Brasil, imbecis pregam que temos que respeitar as “Nações” indígenas. Precisa muito boa vontade para chamar esses bandos de selvagens, estagnados no paleolítico, de nação. É querer jogar no lixo os 500 anos de árdua construção da Nação Brasileira.

O eminente Dr. Michael Hurd escreveu em seu site :

“O tipo de gente que faz da raça o centro da sua identidade revela um importante fato psicológico a respeito de si mesmo: Que ele não pensa ter valor suficiente para afirmar sua individualidade. Sua determinação em fazer da TUA raça o fator central, como ele faz com a dele, é um ato de assalto psicológico. Ele está dizendo basicamente o seguinte: Se a minha raça é tudo o que interessa a meu respeito, então a tua raça é tudo o que interessa a teu respeito. Ele grita, chora e te ameaça, enquanto ele está gritando contra seu subconsciente miserável, ferido pela total ausência de auto respeito. Aí, então, você é comandado a celebrar ou condenar tua própria raça, baseado na narrativa do dia. Isto é obsceno por qualquer padrão racional. Da mesma forma que o KKK era um movimento maligno pela supremacia branca, a esquerda de hoje se transformou em um movimento pela supremacia das minorias. O objetivo é o mesmo”.

É por essas e outras que eu estou firmemente decidido a ir morar, pelo resto de meus dias neste mundo de meu Deus, em um pequeno barco e viajando de porto em porto. Sem destino! Ouvindo Haydn e Mozart todo tempo.

Eu os manterei informados de meus próximos passos. Pode ser que queiram ir me visitar e “rachar” um vinho.

7 pensou em “NACIONALISMO E NAZISMO

  1. Concordo com tudo que o Prof. Adonis escreveu, chamo apenas atenção a alguns tópicos:”toda ideologia é imbelicidante”, os artigos 39/40 foram desprezados na atual conjuntura e principalmente a “deterioração da família, quanto a KKK, hoje, ela existe com outro nome, “Movimento da Supremacia das Minorias” e o PT é seu atual disseminador. Parabéns Prof. Adonis, se eu tivesse grana, partiria junto com você, mas não sei nadar (sou asmático), mas racharia qualquer vinho com você! Felicidades amigo!

  2. Prezado Marcos,

    Poder ter certeza de que haverá uma garrafa aguardando pela sua visita.

    Ancorado no porto, é claro. ahahah

  3. É por essas e outras que Adônis está firmemente decidido a ir morar, pelo resto de seus dias, que serão muitos, neste mundo de meu Deus, em um pequeno barco e viajando de porto em porto, colecionando amantes e bons vinhos, mandando coluna domingueira para Berto publicar e palpitando nas demais colunas dos amigos fubâãnicos. Sem destino! Ouvindo Haydn, Beethoven (por indicação do Sancho) e Mozart todo o tempo.

  4. Senhor Adônis sou seu fã. Não sei escrever bonito, sou petista, mas reconheço no senhor um brasileiro de bem. Abraço do Zé.

    • Caro José Inácio,

      Respeito muito quem é fiel a aquilo em que acredita.

      Parabéns também pela correção com que defende seus pontos de vista. Creio que somos todos brasileiros do bem.

      Grande abraço.

  5. Sr. Adônis, vulgo Apolo fubânico,

    simplesmente deste uma aula de História bem enxuta, precisa, personalizada e, principalmente, com a sua marca individual de contundência férrea.

    Grato sempre.

    PS: quanto ao José Hinácio, vulgo Tânatos fubânico, primeira vez que vejo um petista nos tempos atuais que é respeitável e que não é desvirtuado. Impressiona-me tal espécie de indivíduo. Uma lapa exótica.

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