MONARQUIAS

É impossível acreditar. Mas, em pleno século XXI, na era da tecnologia e da informática, ainda existem monarquia pelo mundo. Pátrias governadas por reis, rainhas, príncipes, sultão e imperador.

Embora nem todos exerçam poderes políticos sobre a Nação, todavia, aparecem como a figura maior no contexto universal. Desempenham a função de chefe de Estado. O título é hereditário. Passa de pai pra filho. Para sair do Poder, somente com a morte ou a abdicação.

No início, os reis eram oriundos da nobreza feudal, os burgueses, donos de muitas terras. Seus poderes concentravam-se nos ideais militares e políticos, porém a partir do século XI, começaram a surgir os governos centralizados, dando sequência à criação de monarquias, onde os reis eram soberanos. Donos do poder, de ricos patrimônios. Palácios, imponentes construções e riqueza.

Até se transformar em Republica, o Brasil passou um longo período sob o regime de Monarquia. Foram 70 anos de submissão à família real. A abolição da escravidão, em 1888, foi um marco na história do Brasil.

Atualmente, existem 44 monarquias espalhadas por vários cantos do mundo. No entanto, a Organização das Nações Unidas reconhece 43. O Vaticano, embora não figure como membro efetivo da ONU, todavia, tem assento reservado, como observador.

Contudo, embora não seja um Estado eminente político, o Vaticano tem uma monarquia classificada de absolutista. Submissa à Santa Sé, o Vaticano, denominado de Estado da Cidade do Vaticano, atualmente é administrado pelo Papa Francisco, eleito pelo Colégio de Cardeais, que tem plenos poderes.

No mundo árabe, é costume figurar monarcas donos da verdade e do poder, tanto no esquema político, quanto no religioso. O importante é a soma de poderes acumulados. Os exemplos mais próximos se passam na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e no Qatar.

Já em outros países, a Constituição assegura esse direito apenas no sentido figurativo. É o caso da Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Japão, Kuwait, Mônaco, Reino Unido, Suécia e outros.

As famílias reais, apesar de estarem fora de moda, ainda fazem parte das despesas do Estado. No Reino Unido, a rainha Elizabeth II ocupa o trono desde 1952. Recebendo ajuda financeira.

A Espanha acompanha a Inglaterra. A Coroa espanhola ostenta apenas valor simbólico. A monarquia é parlamentarista e até bem pouco tempo, o rei era Juan Carlos, no trono espanhol desde 1975, mas recentemente passou o título ao filho, Felipe VI.

Outro monarca com poderes figurativos é o rei Willen Alexander da Holanda que exerce o papel de líder da Casa Orange Nassau. Willen ocupou o trono holandês em 2013.

Um fato curioso acontece com a pequena cidade de Mônaco. Além de ser a menor área soberana do mundo, Mônaco e governada pelo príncipe Albert II. Esse, de fato manda. Exerce o poder em toda Mônaco, apesar de ser apenas príncipe.

Outro caso diferente é o do Japão. Apesar de ser uma monarquia constitucional, em vez de rei ou príncipe, o Japão mantém um imperador como líder máximo. Mas, por ser octogenário, o imperador Akihito se aposentou e passou o trono ao filho Naruhito.

A Arábia Saudita, maior fornecedor de petróleo para o Brasil, embora seja um país radical em determinadas circunstancias, é um dos absolutos no petróleo. Alguns detalhes impactam na Arábia Saudita. O país está assentado no deserto da Península Arábica, é o berço do islamismo, possui as duas sagradas e mais famosas mesquitas da religião, Meca e Medina. Meca, anualmente recebe uma multidão de peregrinos, e Medina é o local onde está sepultado o profeta Maomé.
Os Emirados Árabes é uma outra península do Golfo Pérsico. É outra nação do Oriente Médio, rica em petróleo. Como junta sete emirados é uma federação. Por isso adota o nome de Emirados Árabes Unidos. Os mais conhecidos emirados são Abu Dhabi e Dubai.

A administração do território é exercida pelo emir, que em português significa governante, pessoa integrante da classe dominante. Em cada emirado, tem um monarca, com poder absoluto. Donos do dinheiro, os soberanos adoram investir em palácios, carrões e futebol. São donos de grandes times de futebol de fama internacional, e em fundos de investimentos pelo mundo. No Brasil, os árabes namoram o agronegócio e a infraestrutura.

Até quando as monarquias vão mandar nos destinos do mundo, é uma incógnita. Só o tempo dirá as consequências. Se boas ou ruins para os reis. No entanto, podem ser ótimas ou péssimas para as respectivas economias.

6 pensou em “MONARQUIAS

  1. Não esqueçamos o que disse um pensador da época, cujo nome não lembro, que com quedas das monarquias do Egito (Farouk) e Irã (Xá Mohammed Pahlevi), então recém ocorridas: “na marcha dos acontecimentos, em breve só restarão cinco reis na face da terra. A rainha da Inglaterra e os os quatro reis do baralho”.
    O tempo está demorando!!!

    • Caro Arael Costa, tá, gostei da teoria do pensador do passado quando afirma que no futuro só restarão a Rainha Elizabeth, a eterna, e os 4 reis do baralho na face da Terra. .

  2. Ivan, O Terrível
    Conversei com minha amiga britânica, a inglesinha mais linda do mundo, a Enola Holmes, que me informou que a empresa de pesquisas da Grã-Bretanha, ComRes (Savanta ComRes), fez uma pesquisa no ano de 2015 para saber a opinião sobre a Monarquia em pesquisa encomendada pelo jornal Daily Mail, entrevistando 2020 britânicos no período de 8 a 9 de abril de 2015. Os resultados mostraram, naquela época, que o povo britânico está contente com a monarquia (70% dos entrevistados consideram que o Reino Unido deve permanecer neste regime e mais da metade (56%) acha que o país estaria pior se fosse abolida a monarquia).

    • Caro Sancho Pança com sempre tá na área, de olho nos assuntos em pauta. Por isso vc é o cara que não faltava para no JBF. Como disse, os ingleses são amarradão em monarquia. Mais da metade da população do Reino Unido gosta de se submeter aos caprichos da Rainha, vivendo só de flozô. .Parabéns pela dica.

  3. O Brasil só é o que é hoje graças a D. Pedro segundo Se não fosse por ele, certamente teríamos nos divididos em dezenas de republiquetas. Ivan, para nossa infelicidade o Brasil também teve no poder, D. Luis 51 conhecido por passar os nove dedos na coisa pública. kkkkkkkkk Um abraço.

  4. Caro Paulo Terracota a vida é assim mesmo. Enquanto uns fazem alguma coisa, os outros só atrapalham, enrolam. Enquanto D. Pedro evitou a divisão do Brasil em republiquetas, D. Luis 51 passou os 9 dedos na branquinha pra coisa pública afundar e não submergir, até agora. Nossa! .
    Vôte!

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