MISTÉRIO

Quem sonha em viver num país sério, não precisa ser mágico. Basta o cidadão exigir da sociedade um pouco de coragem, mais participação e menos omissão, seja justa, tenha ideias politizadas e aja com democracia.

Onde o povo é soberano, facilita o país atingir metas, realizar projetos, defender os seus direitos, decidir sobre que rumo tomar, resolver, enfim, qual o melhor caminho para solucionar os eventuais problemas. Poder, enfim, criar condições para perseguir os sonhos futuros.

Não basta eleger os seus representantes e soltá-los na arena política. Sem cobrança, o político vira a besta fera, se acha o máximo. Esquece os compromissos assumidos em campanha e passa a agir, baseado apenas nos seus interesses particulares. E o povo que se dane. Quem mandou votar no homi e dormir no ponto?

É através da política que a sociedade aspira coisas melhores. Então, como não pode agir diretamente, delega poderes para os autênticos representantes do povo falar, agir, trabalhar e traçar planos, tanto no poder executivo, quanto no legislativo. Com a esperança de se sentir seguro, caso necessite do judiciário, que no Brasil deixa a desejar.

Esse é o maior problema enfrentado pelo brasileiro. Depois de eleger o parlamentar ou gestor, o cidadão acaba esquecendo em quem realmente votou. Aí, se fechar os olhos, os planos vão pro brejo. Antes que a vaca tussa.

É o que realmente acontece nos bastidores políticos brasileiros. Cheio de direito e sem ser fiscalizado, o político vira as costas para a sociedade e se dana a fazer besteiras. Seguindo somente os seus princípios ideológicos. Tornando-se defensor estratégico de grandes empresas que financiam vários partidos políticos no Congresso nacional.

Como não participa das decisões, os interesses comuns e sociais são substituídos pelos interesses particulares. Quando era para beneficiar a coletividade, o político vira a casaca e só ampara os protegidos. O resto que se lasque.

Por isso, as instituições democráticas perderam a credibilidade. A sociedade, também perdeu o interesse em cobrar os seus direitos. Desinteressou-se em entender que a política, além de servir como instrumento para valorizar a cidadania, é também o aparelho mais indicado para solucionar as desigualdades sociais. A arma mais indicada para lutar pelo bem-estar da sociedade. Fortalecer o interesse público.

O que arranha a imagem do Brasil é a corrupção que não tem limites. A roubalheira sem fim, classifica o país como extremamente corrupto no conceito mundial. Esta definição colocou o Brasil na 79º posição no Índice de Percepções de Corrupção, no ano de 2016. A situação estava péssima, considerando encontrar-se atrás de três nações africanas, Botsuana, Namíbia e Ruanda.

Além da pandemia, outros aspectos atormentam o cenário nacional. A instabilidade política, o medo do investidor em investir, as crises simultâneas, as estimativas indefinidas e as barreiras tributárias afastam o crescimento econômico. Melam os parâmetros de produtividade.

Evidentemente que existem saídas para descomplicar a situação do país e iluminar o cenário nebuloso. Vencida a crise da saúde, com o domínio do Covid-19, as próximas etapas são combater as crises políticas, econômica e tentar recuperar o mais breve possível a perda da credibilidade.

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