A PALAVRA DO EDITOR

O Mercosul-Mercado Comum do Sul é o bloco econômico formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A finalidade do bloco sul-americano, fundado em 1991, é sustentar um mercado livre para a circulação de pessoas, bens, serviços e produtos, manter e fortalecer políticas macroeconômicas com o objetivo de promover a integração social e de cidadania, valorizar a diversidade de culturas e melhorias nas áreas de saúde e educação nos países membros. Fora os países membros, os acordos também foram estendidos para os países associados como Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana do Suriname e a Bolívia, em processo de aprovação. Interessados nas permutas, surgiram depois dois países, considerados observadores, México e a Nova Zelândia. A exceção é que os países associados não têm o privilégio de gozar da TEC-Tarifa Externa Comum, taxa padrão cobrada nas exportações com os países não efetivados como membros. Posteriormente, a Venezuela foi integrada como país membro, no ano de 2012, mas por rebeldia está suspensa momentaneamente do bloco. Somando o PIB dos 4 países membros, o Produto Interno Bruto do Mercosul passa dos 3 trilhões de dólares e engloba uma população total de quase 300 milhões de pessoas.

A União Europeia é o poderoso bloco da Europa, iniciado em 1957, por apenas seis países, foi aumentando com a chegada de novos membros. A UE, com sede em Bruxelas, Bélgica, atualmente comporta 28 Estados membros. Tem uma população superior a 500 milhões de pessoas, acumula um extraordinário PIB de mais de 12 trilhões de euros, segundo dados de 2010. A constituição da UE surgiu após a Segunda Guerra Mundial que deixou a Europa totalmente arrasada, basicamente destruída em vida humana, danos materiais e em termos econômicos. Com o intuito de reerguer a arruinada economia europeia, criaram em 1950, uma única autoridade transnacional com o objetivo de cuidar da produção, autonomia e comercialização do aço e carvão, de modo a desestimular o aparecimento de novos conflitos bélicos e incentivar a integração entre os países membros. A Comunidade Europeia veio para consolidar a siderurgia e levantar as arrasadas economias. A UE tem se comportado bem na administração de um mercado comum. Facilita a livre circulação de pessoas, bens e capitais numa área maior a 4 milhões de quilômetros quadrados. A metade da extensão territorial brasileira, porém indiscutivelmente bem mais rica. Nem se compara o nível de qualidade de vida.

Agora, os dois blocos, Mercosul e UE, se unem. Juntam forças, através de um acordo comercial. Assinam um pacto para favorecer o comércio, mediar as trocas, regular as tarifas alfandegárias e sanitárias, a propriedade intelectual, as compras públicas e, especialmente reduzir barreiras comerciais, até do agronegócio entre os dois blocos. O pacto tem um lado positivo. Abre espaço para os pobres países da América do Sul, o Brsil em especial, importar máquinas de alta tecnologia para reforçar a industrialização das fracas economias sul-americanas. O Brasil, lógico, como tem uma economia altamente atrasada e enfraquecida, deve se esforçar para tirar bons proveitos desse pacto que esbarrou em debates desde 1999. Foram duas décadas perdidas, sem chegar a nenhum resultado. Mas, aogra finalmente foi assinado. O gigantesco bloco econômico da UE/Mercosul forma um PIB de U$ 20 trilhões, com um mercado composto por 780 milhões de pessoas. No ano passado, isoladamente, o Brasil exportou mais de R$ 160 bilhões. Resta torcer para que esse valor ultrapasse os registros. Como o oitavo maior parceiro comercial do bloco europeu, espera-se que com a gradual redução de tarifas de importação, o PIB brasileiro possa dar um bom pulo com a melhoria tecnológica e a expansão da competitividade. Venda mais produtos agrícolas, café solúvel, peixes, óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes, bovina suína e de aves uma vez que em termos de valor agregado o Brasil das pernas. Cambaleia.Todavia, o importante é a abertura de mais uma porteira, descortine novas fronteiras para a iniciativa privada aproveitar e, modernizando-se, deslanchar. Produzir, faturar, exportar, gerar empregos para desapertar o baixo consumo. Dilatar o giro econômico.

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Por ser deficiente nos meios de transporte, o Brasil prioriza o rodoviário, justamente um dos setores mais lentos e caros do país. Para atrasar a entrega dos produtos no destino, o caminhoneiro enfrenta uma série de contratempos. Cruza muitas barreiras. A insegurança nas vias, os roubos de cargas no percurso, estradas esburacadas, o fraco apoio logístico e a péssima sinalização atrapalham um bocado o escoamento da produção nacional. A preferência dos assaltantes é por cargas de produtos alimentícios, cigarros, eletrodomésticos, produtos farmacêuticos, químicos e de autopeças. Enquanto as empresas, consumidores, seguradoras, transportadoras, indústrias e o governo ficam na torcida para que dê tudo certo, não hajam atrasos na entrega e muito menos acidentes, tome tempo e paciência. Por isso, transportar cargas pela malha rodoviária brasileira é um risco, devido a atividade ser altamente perigosa. Em 2015, aconteceram 20 mil ocorrências, a maioria realizada nas periferias das grandes cidades. Rio de Janeiro e São Paulo são destaques na preferência dos bandidos.

Depois então que o patrulhamento rodoviário foi reduzido, cresceram os roubos e os assaltos aos caminhões, colocando o país na 6ª posição dentre os piores lugares para registrar roubos. Imita a insegurança que é normal na Síria, Líbia, Afeganistão e Iêmen. Mas, não só de tristeza e decepção vive o motorista do transporte de cargas. Em meio à crise econômica, a classe de transportadores experimentou alguns momentos de alegria, especialmente no ano de 2017, que trouxe maior movimentação de cargas internas. A tecnologia tem favorecido o modal rodoviário. Agilizou as operações, diminuíram as falhas, reduziram um pouco os custos na frota de veículos, atenuaram os problemas, incentivou a eficiência operacional.

Por outro lado, apesar das incertezas rodar o cenário brasileiro, o setor do transporte de cargas nutre uma certa dose de otimismo. Estimula as transportadoras a pensar em investimentos nas empresas. Situação bem diferente daquela que se arrasta dede 2014, minada de crises e de perturbação política. No segundo semestre de 2017, a economia experimentou leve crescimento no consumo, ocasionado pelo pequeno aumento da massa salarial, queda na taxa básica de juros e de inflação e, principalmente por causa da abertura do crédito. Um detalhe precisa ser debatido. O sistema de transporte de cargas pelas estradas, também desperta interesse. Assim como os demais modais, ferroviário, ainda fraco no país, o marítimo e o aéreo são essenciais para dar aquele empurrãozinho no desenvolvimento econômico e social do país. Transportar passageiros e cargas de matérias primas e mercadorias representa fomento. Afinal, 75% da produção brasileira viaja pelas estradas, conduzida pelas mãos de motoristas. De sorte que se o caminhoneiro entrar em greve, traz crise de abastecimento. Para o país. Trava ainda mais a economia.

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O AVC-Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame, é cruel. Quando não mata, aleija. Quando acontece, fecha a circulação sanguínea para o cérebro, deixando a caixa craniana praticamente sem função. Com o corte de estímulos nos órgãos sensoriais desaparecem os impulsos motores. Somem as atividades vitais. Deixa a pessoa com sequelas, deformada, incapacitada, sem movimentos em alguns membros.

No Brasil, por falta de informações sobre o modo de evitar o ataque, a doença é a segunda mais mortal, depois do infarto. Existem três tipos de AVC. Tem o isquêmico, quando um vaso entope, o hemorrágico, quando vários vasos se rompem, e o ataque isquêmico transitório, o AIT, quando o fornecimento de sangue para o cérebro é passageiro. Dura poucos segundos, apenas. Normalizando a passagem de sangue em seguida.

Como mata 120 milhões de células cerebrais por hora, o atendimento médico deve ser rápido, senão o caso se complica. A recuperação pode ficar difícil. Antes do ataque, o AVC sinaliza. O corpo perde força, repentinos formigamentos surgem no rosto, braço ou perna, num lado apenas, a fala se altera e a visão fica turva, acompanhada de intensa dor de cabeça. Mas, copiando a atitude da medicina da Flórida, EUA, Canadá e Minas Gerais, o Hospital Geral Roberto Santos, da Bahia, se prepara para implantar também a neurocirurgia com a intensão de eliminar as consequências do AVC.

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Os escândalos de corrupção só acontecem nos bastidores da política. Prova, com rara exceção, que os homens públicos ocupam cargos e mandatos com segundas intenções. A história brasileira mostra que o país é sensível aos malefícios da corrupção. Todos os governos tiveram de encarar lances, tímidos ou escancarados, de desvios de funções para fins privados, ilegítimos. Sob a falsa bandeira de lutar pelo bem do país. Daí a quantidade de políticos condenados, presos ou respondendo a processos judiciais. Tomara a recente decisão do STF, de empurrar os casos de Caixa 2 para o TSE, desestruturado para assumir tamanha responsabilidade, não entregue o ouro aos bandidos.

Na década de 90, Medelin, próspera cidade colombiana, era submissa ao tráfico de drogas. Mas, confiante na força da disciplina fiscal, ciente de que a ordem era uma medida eficaz para derrubar os juros altos, investiu em tecnologia, transporte, geração de renda e na preservação do meio ambiente. Resultado, a segurança pública na segunda mais importante da Colômbia se fortaleceu. Pouco depois, os gestores tomaram conta do pedaço. Atualmente, a Colômbia se vangloria. Tem o terceiro PIB da América Latina, depois do Brasil e Argentina. É a sétima economia das Américas e a quadragésima do mundo. Exemplo de que a honestidade e a força, quando necessárias, não podem ser desprezadas. Desconsideradas. Ignoradas.

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Cientificamente, não existe um remédio para eliminar a corrupção. Então, como a corrupção, punida, não devolve tudo que roubou, é conveniente, para desestimular as práticas de desonestidade, prevenir. Tomar medidas de precaução. No Brasil, uma boa decisão foi tomada. Proibir as doações feitas por empresas durante as campanhas eleitorais, justamente para frear as “jogadas” eleitorais não pode ser a única decisão energética. Então, como a corrupção, as operações fraudulentas com o dinheiro público tornaram tradição no país, convém aos gestores tomar algumas medidas eficazes. Eliminar a fragilidade de instituições exigir mais da Justiça, atualmente branda, e sancionar decisões que aumentem a fiscalização nos órgãos públicos, particularmente nas questões de privatização que acendem a atenção pelas propinas. Acionam os mecanismos a favor do individualismo, contra o coletivo, que dever prioridade. Uma coisa é certa. É o descumprimento de leis que impune a corrupção, liberta os corruptos. Nos Estados Unidos, 90% das pessoas processadas criminalmente, são presas na Primeira Instância. O Reino Unido, para não perder tempo em discussões banais, que só tumultuam a ordem, segue o exemplo dos EUA. Prende também o réu com o resultado da primeira Instância. Não espera “milagres”.

Desde 1995, a Transparência Inrernacional atualiza o Relatório Anual sobre o Índice de Percepção de Corrupção, no entanto o brasileiro parece indiferente sobre os poucos resultados alcaçados. Demonstra desinteresse, apesar do Código Penal classificar os crimes de abuso de poder, falsificação de papéis púbicos, lavagem de dinheiro, emprego irregular de verbas ou renda públicas, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, suborno e nepotismo, os homens púbicos abusam. Extrapolam. Não cobram justiça. Não apoiam a Lava Jato que vem sendo tratada como uma medida parcial. Injusta. Condenando “inocentes”.

A Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, promulgada em 2003, penaliza quem comete altos ilícitos, tanto no setor privado, quanto na área pública. Colabora na recuperação de ativos, sejam bens, valores, créditos, ações e títulos remetidos para o exterior.

O que falta é transparência e boa vontade para estruturar os órgãos competentes como fazem a Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Singapura, Suécia e Suíça que fazem questão cerrada de seguir à risca as recomendações para combater a corrupção com gosto de gás. Jogando na cadeia os desonestos, os ladrões do dinheiro do povo.

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