XICO COM X, BIZERRA COM I

MEDO? SÓ DO ADEUS E DO AVIÃO

Apesar do medo,
Nunca ter medo de ter medo.
Nem do mistério, nem do segredo …
Nao ter medo de acertar
ainda que para alguns o seu acerto pareça um erro …
Nao ter medo de ouvir o não
quando se quer ouvir o sim, mas,
quando preciso,
também saber dizer um não …
Não ter medo de Deus …
Nem do Adeus, tarde ou cedo.
Ah, do Adeus. Desse eu tenho medo!

Nunca ter medo de amar …
Nem do mar, do rio ou do riacho …
Não vale a pena, acho.
Nem de uma poça d’água, ainda que suja:
Não fuja, ela pode refletir a lua
Que acende a rua …
De nada ter medo, nada temer.
Medo da sorte, medo da morte, medo sem norte …
E, quando nenhum medo restar,
Gritar bem alto, em alto e bom som,
que não tem medo de nada, nem de Avião …
Ah, do Avião. Desse eu tenho medo!

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