CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

A medicina é fantástica. Só não faz milagres, mas é incrível. Nas surpresas, então, extrapola. Em virtude de estar ligada à prevenção, manutenção e cura de doenças de pessoas e de animais, a medicina empolga. Basta o cara ou os animais sentir sintomas anormais no organismo para imediatamente procurar socorro médico ou veterinário. Seja aonde for. O doente não adia hora e nem tempo para solucionar os seus males.

Enquanto o veterinário se dedica a curar doenças nos animais, o médico vai adiante. Desempenha outras benéficas funções no ser humano. Orienta e trata o paciente com dicas de hábitos saudáveis. Instrui sobre o modo de preservar a saúde, proporcionando uma vida longeva, com qualidade.

Apesar de todo dia morrer gente nos hospitais, é comprovado que a habilidade dos profissionais de jaleco branco evolui com o tempo. Os conhecimentos avançam numa estupenda velocidade. As inovações no ramo médico tornaram-se constantes. Tanto nos compêndios de medicina, quanto no campo farmacêutico e tecnológico. Afinal, são justamente as invenções que tornam a arte de curar cada vez mais empolgante.

O primeiro médico do mundo foi o faraó egípcio Imhotep, nascido no ano de 460 a.C. O cara era gênio. Além de médico, Imhotep era arquiteto, sacerdote, mágico e escritor. Foi o projetista e o construtor da primeira pirâmide do Egito.

Faz dez mil anos, a história registra a ação médica. Os pajés, na função de curandeiros, abriam buracos no crânio dos indígenas a fim de liberar os maus espíritos que importunavam os guerreiros. Importunavam a sua saúde.

No entanto, cabe a Hipócrates, por ter realizado os primeiros experimentos na raça humana, em nome da Medicina, ser reconhecido como o pai da Medicina. A proeza aconteceu na Grécia há mais de 2.500 anos.

Consta que, devido à limitação de conhecimentos científicos, Hipócrates costumava entrevistar os pacientes com o propósito de chegar ao diagnóstico da doença lamentada pelos enfermos. E raramente errava na consulta.

Mas, quem foi eleito como patrono da Medicina foi São Lucas, o Evangelista. Na sua convivência com os apóstolos, São Lucas chegou a ser chamado de “O Médico Amado”. Apelido que lhe foi atribuído pelo apóstolo Paulo.

É no consultório, clinicas e hospitais que o médico cuida dos males do paciente. Nas guerras, por ser muito requisitado, o médico prioriza o estágio da doença do paciente. Devido à lotação de feridos, os casos mais complicados eram tratados em primeiro lugar. Tinham prioridade. Os mais simples, eram entregues à própria sorte. Ficavam para depois, Prática ainda atual.

A Organização Mundial de Saúde definiu. Pessoa com saúde, embora não apresente sintomas de enfermidade, tem de estar enquadrada no quadro de bem-estar físico, mental, psicológico e social durante toda a vida.

Um fato é comprovado. A modernização da medicina começou com as invenções feitas por acaso. Aliás, o sucesso da medicina é muito ligado às casualidades. Eis algumas proveitosas invenções.

Em 1.534 a.C. durante uma viagem, um estudioso do Egito Antigo comprou um papiro com 110 páginas, ensinando a prática de medicina, a partir das ervas medicinais.

Em 1.543, o médico belga Andrés Vesalius, adquiriu tamanha experiência na dissecação de cadáveres que se tornou o pai da anatomia humana. Cheio de detalhes impressionantes, Vesalius escreveu um livro que revolucionou o campo da biologia.

O cientista Cullen, em 1.769, identificou os dois tipos de diabetes. A mellitus, com odor e sabor de mel, e a insipidus, cuja urina não é adocicada. Em 1920, surgiu a insulina para melhorar a vida dos diabéticos.

Coincidentemente, em 1.796, Edward Jenner injetou o pus da ferida de uma senhora numa criança de oito anos. O resultado foi a criação da vacina contra a varíola.

Desde o século 19, apareciam novidades para atualizar a medicina. Uma das maiores inovações veio com a anestesia. Transcorria o ano de 1.840 quando surgiu a anestesia com éter. O invento revolucionou a cirurgia em Boston.

Em 1.842, o médico Crawford Long inovou ao usar o éter sulfúrico para eliminar a dor durante as operações de pacientes. Daí, surgiu a anestesia.

Louis Pasteur, no ano de 1.865, ventilou a ideia de que as infecções eram provenientes de seres vivos. Aí, as pesquisas tomaram-se constantes. Foi o início do aparecimento de medicamentos. Pasteur foi o autor da teoria da Biogênese, teoria da origem dos seres vivos.

Em 1.870, índios notaram animais machucados roçando na casca do salgueiro. A casca do salgueiro tem propriedades para eliminar a febre. Bastou misturar a substância acetil ao composto da planta do salgueiro para surgir a aspirina.

Em 1.895, foi a vez do Raio X para estudar a cultura dos tecidos e fibras musculares. Em 1.912, o russo Nikolay Anichkov descobriu que a gordura aumenta o nível de colesterol no organismo.

Coube ao bacteriologista Alexander Fleming, em 1.928, também por acaso, comprovar que colônias de bactérias sensíveis morriam no contato com o mofo. Então, casualmente Fleming descobriu a penicilina. Antibiótico curativo dos processos infecciosos.

Depois, então, que os avanços tecnológicos ajudaram a impedir a desenfreada mortalidade infantil e combater com segurança diversas doenças mortais, que dizimavam a humanidade, a medicina deslanchou. Evoluiu demais. As mudanças, de fato, revolucionaram.

Em 1.930, o Brasil introduziu o seguro social. A Previdência Social foi criada para reestruturar a assistência médica. O primeiro passo foi baixar os custos. Depois, criar faculdades de medicina para aumentar a quantidade de profissionais dedicados a cuidar da saúde da população e substituir as benzedeiras, os remédios caseiros e os homeopáticos.

Atualmente, a medicina moderna encara novos desafios para combater o sedentarismo, a educação sexual, explorada de forma inadequada, e a preocupação estética. Atualmente, para chegar junto à sociedade com mais segurança, a medicina faz uso da tecnologia 3D. A finalidade é atender as necessidades da autoestima, melhorando a qualidade de vida.

Os cuidados são inúmeros. Todos voltados para o bem-estar da humanidade, com relação à obesidade, envelhecimento, longevidade, uso de antibióticos para combater as doenças crônicas e, principalmente, com o aumento de pessoas doentes. Eis a questão.

Por se dedicarem com afinco na luta contra o coronavírus, os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros e os ajudantes de outras áreas congêneres recebem o reconhecimento da população mundial pela dedicação espontânea aos pacientes da pandemia. Embora a luta seja árdua, essa gente aguerrida, não arreda pé na assistência intensiva aos doentes. Onde alguns profissionais se tornam vítimas, com óbitos, até, da pandemia, pelo contato constante com o paciente.

Afinal, o juramento de Hipócrates, “Exercer a arte médica com consciência e dignidade” não pode ser quebrado. Apesar do perigo da contaminação no ambiente infectado, da falta de estrutura na rede hospitalar pública, do cansaço estafante, da insegurança no permanente no trabalho e, sobretudo, da tensão no expediente, o médico não arreda pé. Está constantemente presente na árdua missão de curar doentes.

4 pensou em “MEDICINA

  1. O primeiro médico do mundo foi o faraó egípcio Imhotep, era o dono da porra toda. Fazia, desfazia e acontecia. Por estas plagas o presidente, um tal Bolsonaro, com sua equipe de excelentes ideias, vive com seus vetos serem derrubados e com imensa dificuldade de aprovar algo.

    Que fim deu o tal 13º salário do Bolsa-Família?

  2. Caro Sancho Pança, infelizmente a política brasileira está mais para um campo minado do que um projeto para servir econômica e socialmente a população, como manda a Constituição.

  3. Excelente texto!
    Achei curiosa a abordagem sobre a criação da vacina contra a varíola, em 1.796, por Edward Jenner e lembrei do relato que se conta sobre Mitrídates VI, o paranoico rei do Ponto (Ásia Menor) que temia ser envenenado e, por isso, aplicava gradativamente doses de veneno até se tornar imune.
    Graças a isto, ele teria inspirado a criação da vacina bem como o tratamento das fobias e, como uma forma de homenageá-lo, a ideia de que entrar em contato com uma dose pequena de algo ruim pode fazer bem foi batizada de mitridatização.
    E hoje, ela é muito mais do que um jeito esperto de não morrer envenenado: tornou-se um valioso princípio da medicina.

    • Caro Jairo agradeço a participação na leitura da coluna e informo que fiquei deveras ancho com a sua colaboração em acrescentar mais alguns valiosos detalhes sobre o tema Medicina. Valeu demais.

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