ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Fatalidade atroz que a mente esmaga!

O NAVIO NEGREIRO – Castro Alves

Existem momentos na vida dos seres humanos em que a pressão da realidade é tão intensa que leva a uma fratura na mente, inclusive com implicações nas estruturas do corpo físico pelo processo de somatização. Problemas do campo espiritual repercutem e provocam problemas no corpo físico do indivíduo.

Tenho um exemplo familiar bem representativo desta situação. Uma tia minha, muito querida e que, infelizmente, já faleceu, ao receber a notícia da morte num acidente de trânsito de um filho adorado, teve um trauma tão grande que o pâncreas deixou imediatamente de funcionar. A partir daquele momento, e até o dia em que ela morreu, passou a ser sofredora de diabetes no mais alto grau, doença esta que nunca havia acometido ninguém em nossa família anteriormente.

Diante da fragilidade estrutural e ontológica do ser humano, originada nesta sua dualidade única de mente e corpo, a mãe natureza desenvolveu alguns esquemas que atenuam consideravelmente os efeitos danosos decorrentes dessas agressões que nossa estrutura de personalidade sofre ao se deparar com os revezes com que a realidade se nos apresenta corriqueiramente.

A maneira como a mãe natureza resolveu esse novo problema, decorrente do altíssimo nível de complexidade das nossas mentes, foi simplesmente “apagar”, ou pelo menos distorcer temporariamente a nossa percepção do mundo, sempre de modo a tornar a agressão menos traumática para nós, já que a nossa capacidade de percepção do mundo fica provisoriamente restringida ao mínimo.

Apesar do aspecto altamente positivo que esta distorção de nossa percepção do mundo apresenta, ao nos proteger das agressões quotidianas da realidade, é de certa forma um retorno parcial à condição de animal irracional, já que perdemos grande parte da função mais nobre que os seres humanos possuem: a capacidade de observar o mundo que nos rodeia e, pelo menos em parte, compreendê-lo.

Vamos analisar um pouco mais de perto alguns desses mecanismos:

1. Repressão, Inibição ou Recalque – Se dá através do esquecimento “involuntário” das agressões e dos traumas psicológicos sofridos. O Superego simplesmente empurra para o mais profundo do inconsciente as memórias traumáticas. Como os petistas fazem sistematicamente com relação ao desmascaramento e às prisões de todos os seus dirigentes. Pelo menos até serem liberados pelos parceiros canalhas que incrustaram no S.T.F.

2. Negação – O indivíduo simplesmente “se recusa” a aceitar a realidade traumática. O melhor exemplo se dá quando morre uma pessoa querida e os sobreviventes, desesperados, ficam ordenando que o morto de levante do caixão de defunto e saia andando. É mais ou menos o que ocorre hoje com as seitas comunistas vinculadas ao PT: recusam-se sistematicamente a aceitar a realidade de que a nação brasileira está com nojo deles. Ficam ordenando o tempo todo ao cadáver político conhecido como “Nine Fingers” que se levante da sua catacumba.

3. Regressão – É o comportamento típico de adolescentes que, ao se verem contrariados em seus intentos, tornam a apresentar comportamentos altamente infantis que já deveriam ter abandonado. É a mesma atitude apresentada pelas hordas esquerdopatas que, ao verem bloqueados seus planos maquiavélicos, saem quebrando tudo e tocando fogo em pneus nas estradas.

4. Racionalização – O melhor exemplo deste tipo foi a fábula das “Uvas Verdes”, de La Fontaine. Quando o lobo vê que não vai conseguir nunca alcançar as deliciosas uvas, vai embora afirmando que estão verdes. É a mesma atitude apresentada pelo canalha petista, quando afirma que não quer mais ganhar as eleições (que perderam), mas sim ganhar O PODER.

5. Fantasia – É o comportamento típico apresentado pelas pessoas humildes, ao assistirem programas de TV em que os personagens estão sempre em mansões maravilhosas, trabalham sempre em escritórios lindos, são todos lindos e com todos os dentes na boca, se vestem maravilhosamente bem, nunca passam por problemas financeiros, não necessitam enfrentar as agruras da vida em nada. Suas mentes se elevam da sua miséria quotidiana para este mundo mágico, onde tudo é perfeito. É este o universo em que vivem os comunistas! Uma sociedade em que todos recebem do governo todos os recursos de que necessitam para viver, sem que seja explicitado jamais quem será o otário que deverá se esfalfar para produzir esta riqueza, depois que expropriarem todos os “burgueses”.

6. Deslocamento – É o comportamento onde a pessoa desloca o objetivo de uma pulsão, socialmente inaceitável, para um outro objetivo que não seja tão inaceitável. O melhor exemplo é quando uma pessoa tem vontade de esmurrar outra pessoa, mas, com medo das consequências, quebra um copo ou esmurra a mesa. É mais ou menos o que ocorre com os esquerdistas: adorariam poder fazer a tão sonhada “revolução”, mas, por saberem que as Forças Armadas seriam implacáveis, saem produzindo todo tipo de canalhices, sempre que a ocasião se lhes apresenta.

7. Conversão – Numa linguagem simples, seria a transformação de uma coisa em outra. No caso da dualidade Psique X Corpo, seriam as manifestações corporais daquilo que lhes vai na mente. Com relação aos comunistas, os exemplos abundam: São as inúmeras e grotescas tatuagens, os estilos de cabelo bizarros, as vestimentas desleixadas e os cabelos desgrenhados, as mulheres que não se depilam e nem usam soutien, os piercings em todas as mais inusitadas partes do corpo, os comportamentos sexuais bizarros, etc. O estilo animalesco expressa com perfeição as mentes atormentadas.

8. Isolamento – É o afastamento proposital da pessoa, daqueles objetos ou situações que lhes causam desconforto, ou se isolar de pensamentos ou comportamentos que lhes são hostis. O nível de abstração e afastamento dos prosélitos das esquerdas, com relação a tudo o que não se refira a suas ideias malucas de mundo, é algo absolutamente admirável.

9. Identificação – Tentativa de ocupar lugares e posições psíquicas diferentes, através da assimilação de algumas características, aspectos e propriedades de algum modelo externo. O indivíduo se identifica com um outro, cria um modelo interno dessa identificação e, depois, a projeta externamente esta fantasia, construindo assim uma nova realidade psíquica que, mesmo sendo mera fantasia, representa uma fuga da consciência da sua inferioridade. É o caso daqueles militantes que, ao usar uma camisa com a foto de Che Guevara, ou uma gravata vermelha, sentem-se como sendo o próprio guerrilheiro.

10. Grupalização – Este é o famoso “NÓS CONTRA ELES”, ou as tão citadas “ELITES”, nunca devidamente definidas; ou mesmo “OS BURGUESES”. Todos os aprendizes de ditadores tratam logo de identificar algum inimigo externo, a fim de aglutinar a sua tropa contra um objetivo comum, formando assim uma massa humana capaz de atender ao anseio individual de participar de algo que seja maior que eles individualmente. Esta situação de “pertencimento” ao grupo é sempre fonte de imenso conforto espiritual para as personalidades mais fracas.

11. Projeção – O ato de atribuir a outras pessoas, animais ou objetos, qualidades, sentimentos e intenções que a pessoa se recusa a reconhecer em si próprio. Os aspectos da personalidade do indivíduo são deslocados do meio interno e projetados no meio externo. Quando alguém diz que “Todo brasileiro é desonesto”, está, na realidade, tentando atribuir aos demais uma característica que é sua. Todas as vezes que alguém caracteriza algo como sendo mal, pervertido, imoral, sem que admita a possibilidade de também ser detentor das mesmas características, muito provavelmente estará projetando. Quanto mais críticas são com relação a alguma característica, mais deverão ser detentoras da mesma sem que o percebam. O melhor exemplo deste comportamento são as acusações de fascistas e ditadores, em governos legítimos e legalistas, advindas dos esquerdistas de todo o mundo.

12. Introjeção – Significa o indivíduo incorporar modos de agir e de pensar, normas e atitudes que não são suas, mas de terceiros. É o oposto da projeção e o resultado final do trabalho de doutrinação.

13. Visão seletiva – A pessoa só vê aquilo que QUER ver. Aliás, só vê, só ouve, só lê o que se coaduna com sua visão estereotipada e distorcida do mundo. O mundo deixa de existir fora de suas ideias toscas.

14. Sublimação – Significa a canalização da energia psíquica represada de uma pulsão reprimida para objetivos nobre. De todos, talvez seja o -único que propicia estados mais elevados na condição humana. Daí que se originaram os santos, os sábios, os heróis, os poetas, e a grande maioria das pessoas que a humanidade admira. Infelizmente, sua presença é inteiramente inexistente nas hostes esquerdistas.