ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

“Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.”

“Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.”

“O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.”

“O homem cumprimentou o outro, no café.
– Creio que nós fomos apresentados na casa do Olavo.
– Não me recordo.
– Pois tenho certeza. Faz um mês, mais ou menos.
– Como me reconheceu?
– Pelo guarda-chuva.
– Mas nessa época eu não tinha guarda-chuva…
– Realmente, mas eu tinha… “

“Orçamento é uma conta que se faz para saber como devemos aplicar o dinheiro que já gastamos.”

“O menino, voltando do colégio, perguntou à mãe:

– Mamãe, por que é que pagam o ordenado à professora, se somos nós que fazemos os deveres?”

“Os vivos são e serão sempre, cada vez mais, governados pelos mais vivos.”

“A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona adequadamente, deixando desesperados os que confiam nele.”

“Devo tanto que, se eu chamar alguém de ‘meu bem’ o banco toma!”

“Que faz o peixe, afinal?… Nada.”

“O trabalho nobilita o homem, mas depois que o homem se sente nobre, não quer mais trabalhar.”

“Quem não muda de caminho é trem.”

“A primeira ação de despejo foi a expulsão de Adão e Eva do paraíso por falta de pagamento de aluguel e comportamento irregular.”

“A guerra é uma coisa tão absurda e incompreensível que, quando se registra um combate de amplas proporções, até as baixas são altas.”

“Quando o queijo e a goiabada se encontram na mesa do pobre, devemos suspeitar dos três: do queijo, da goiabada e do pobre.”

“A conversa prejudica o trabalho! Deixe, portanto, de trabalhar, sempre que quiser conversar!”

“O meu amor e eu nascemos um para o outro, agora só falta quem nos apresente.”

“O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.”

“Há heróis de dois tipos: Os que a pátria chora porque morreram e os que a pátria chora porque não morreram.”

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (1895 – 1971), era gaúcho da cidade de Rio Grande. Ele foi jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando veio para o Rio de Janeiro fazer parte do jornal “O Globo”, e depois de “A Manhã”, de Mário Rodrigues (pai de Nélson Rodrigues), um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de “A Manha”.

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