MARCELO BERTOLUCI – CURITIBA-PR

Saudações, eminente Papa Berto I

Em dias agitados como este, com chacina em escola, incêndio, enchente e etc., às vezes coisas importantes passam desapercebidas. Como essa declaração do Rodrigo Maia:

“… peço que essas pessoas pensem um pouquinho nas vítimas dessa tragédia e compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado, não é responsabilidade do cidadão. Se o Estado não está dando segurança, a responsabilidade é dos gestores da segurança pública”

Vejam bem o pensamento de nossos políticos: MONOPÓLIO da segurança pública. Não obrigação, ou responsabilidade. A constituição diz que saúde é obrigação do estado, mas eu posso pagar um médico particular se quiser, felizmente (no Canadá é proibido). Idem para a educação.

Mas nossos políticos falam com a maior naturalidade em monopólio, mesmo que nada na constituição diga isso (é verdade que estamos acostumados com políticos e juízes inventando coisas que a constituição não diz, interpretando os muitos “princípios” que ela proclama mas não explica).

Se levarmos a declaração do Maia a sério – e não é uma opinião qualquer, é a opinião do presidente da Câmara dos Deputados – não podemos sequer dar um grito se virmos alguém pulando o muro de nossa casa; estaríamos ferindo o monopólio do estado. Estamos, segundo a opinião do Rodrigo Maia, proibidos de nos defender.

Peço a publicação desta mensagem por quê gostaria de ouvir a opinião dos colunistas e leitores do JBF.

Grato,

7 comentários em “MARCELO BERTOLUCI – CURITIBA-PR

  1. Caro Marcelo, existem políticos com compromissos com absolutamente nada e políticos com compromissos com eles mesmos. Ricardo Maia, até alguns anos atrás, fazia parte da terceira divisão de políticos no congresso, eleito por afinidade parental, cuja fortuna do pai até hoje não foi explicada. Somente está lá por absoluta falta de opção de caráter, honestidade e compromisso do restante do bando de congressistas. Então, o que esperar desta figura sebosa ? Lamentavelmente, em sua grande maioria, quando a origem desses caras é o estado do RJ, onde pululam péssimos exemplos, nada a esperar. Caráter, dignidade, encontramos num Oriovisto ou num Flávio Arnt. O resto é escumalha. E Salve Renan Calheiros !!!

  2. Marcelo, tás procurando chifre em cabeça de cavalo. A fala do Maia foi para dizer que ele pensa que abe ao Estado garantir a segurança pública, o que não significa que ele pensa que isso exclui a legítima defesa, por exemplo, e os cuidados que cada um deve ter para se proteger. Parece – isso sim – que ele acredita que o Estado deve estar apto, pelo fato de ser o detentor da obrigação (“monopólio”?) de garantir a segurança pública, ao invés de colocar uma arma na mão do professor para que ele se proteja de agressões e se for o caso dê um tiro no aluno.
    As interpretações extravagantes dos fatos muitas vezes se parecem com fake-news.

    • Interpretação extravagante? O sujeito fala em monopólio, eu entendo que ele falou em monopólio, aí você vem me dizer que “parece” que ele quis dizer outra coisa, não monopólio?

      Parece que para defender os seus políticos você não se importa de passar por mentiroso, ficando claro que quando eu digo mentiroso, não quero dizer mentiroso, mas sim outra coisa. Se alguém achar que eu te chamei de mentiroso só por que eu te chamei de mentiroso, será uma interpretação extravagante dos fatos.

      • Ex.Micro Empresário, o Maia não é um expoente da cultura nacional e se ele falou que a segurança pública é monopólio do Estado ele falou errado, se queria significar que ninguém mais, nem o próprio indivíduo, pode cuidar da própria segurança, nem podem existir empresas de segurança (embora existam), nem o cidadão poderia dar voz de prisão a alguém em flagrante delito ( o ato de prender alguém está muito ligado às autoridades policiais, mas o que nem todos sabem é a existência da voz de prisão por cidadão comum, ou seja, a possibilidade de um cidadão qualquer dar voz de prisão para uma outra pessoa que esteja cometendo um delito em flagrante ) e assim por diante.
        Pois bem, afora essa tua encheção de saco de se prender a uma bobagem para ficar me chamando de mentiroso, porra, devias te ater ao cerne do debate: Maia, na verdade, parecia querer defender filosofia contrária à do armamento pretendido pela ideologia bolsonária de, ao invés de cumprir sua obrigação institucional de suprir a segurança pública, até de forma institucionalmente monopolística, armar o cidadão para sair dando tiro por aí sempre que for ou se sentir ameaçado.
        Fique bonzinho aí no seu cantinho curitibano e vê se larga do meu pé.
        Caralho.

        • Supondo que “cachorro petista safado” significa o mesmo que “goiano”, respondo:

          – Se o Maia não é um expoente da cultura nacional, é o presidente da câmara. Se falou errado, é grave. Mostra que nossas autoridades acham normal falar bobagem sobre temas sérios.

          – Se você não percebeu a ironia do segundo parágrafo do meu comentário, é uma pena. Mas que parece que você não se importa em mentir para defender suas preferências políticas, parece, sem ironia.

          – Se sua resposta à esta minha afirmação é no nível de “encheção de saco”, “caralho”, “porra” e similares, e se você quer que “largue do seu pé”, talvez seja melhor que você me ignore e que não me dirija mais a palavra. Prometo reciprocidade.

  3. Querido Ex-Microempresário, a pior coisa que pode nos acontecer é abandonarmos nosso papo, porra. Se tu largares do meu pé e parares de me encher o caralho do saco o Jornal da Besta Fubana perde a razão de ser e alinhar-se-á a O Globo, Folha, Estadão e Veja.
    É claro que o Cachorro Petista Safado e Goiano são a mesma coisa misturadas pleonasticamente em uma só, haja vista que basta ser petista para ser cachorro e safado e basta ser Goiano para ser tudo isso e mais alguma coisa.
    Agora, me diga só uma coisa: – Tu tás gostando dessa porra desse gunverno?

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