CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ZÉ DO CAVAQUINHO, O MAIOR BOÊMIO DE VIÇOSA

“Beber, só com método. Sem método, até água de pote faz mal”.

Zé do Cavaquinho, 1911-1981

O Bar Trovador Berrante, localizado na Praça Apolinário Rebelo, talvez não tivesse a magia se não fosse pela figura de seu proprietário, José Rodrigues de Moura, o Zé do Cavaquinho. Músico nato, seresteiro, trovador e recordista de farras. Zé com os seus chorinhos, muitos dos quais de improviso, reunia autoridades, curiosos, farristas e turistas.

Zé do Cavaquinho nasceu em Viçosa no dia 10 de dezembro de 1911, segundo o próprio começara a vida de boêmio muito cedo, aos 11 anos, e já em 1929 compôs o seu mais conhecido choro, intitulado O Escorrego do Urubu, na cidade de Maceió.

Zé com seu dom artístico tivera muitos saudosos amigos, como o velho senador Teotônio Vilela, Denis Portela de Melo e Waldir Azevedo, o criador do chorinho “Brasileirinho”. Farras não faltavam para o Zé, que chegava a passar semanas fora de casa sem dar noticias. Zé sem dúvida era o que mais bebia, pois bebia com todos os fregueses. Muitas vezes o velho senador ia de manhãzinha arrancá-lo da cama, ainda bêbado e dormindo, amarrava-o na sela de um cavalo manso e seguiam em bando para onde tivesse farra.

Fora uma vida inteira levada em “olhares e sorrisos” como o próprio dizia.

Zé também tivera outros companheiros de farras incontestáveis: Bejo, cantor de belíssimos sambas e tocador pandeiro, Mané Domingues e Paulo Clarinete. Em 2005 foi lançado um CD com suas músicas mais conhecidas, interpretadas pelos seus filhos, todos músicos.

Zé do Cavaquinho faleceu em abril de 1981, sendo enterrado no cemitério municipal de Viçosa Frei Cassiano de Camacho.

Seu histórico bar foi totalmente reformado, ganhando placas comemorativas e galeria de fotos e artigos, continuando a ser o reduto dos boêmios de Viçosa.

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