PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Não sou como esses triviais amantes
Que notam faltas na mulher amada
És para mim tão pura e dedicada
Como as que são mais castas e constantes

Quanto mais juras, quanto mais garantes
Mentindo sempre à jura formulada
A minha alma a teus pés ajoelhada
Julha um bem, todo o mal com que a quebrantes

Por ti faria acerbos sacrifícios
Acho adoráveis todos os teus vícios
E Justíssima a tua iniquidade

Faze de mim, se queres, um bandido
Por teu amor é gloria haver perdido
Honra, brio, fortuna e probidade!

Colaboração de Pedro Malta

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