MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

Para mim, o conhecimento de Mário Henrique Simonsen, tanto em Economia quanto em Matemática, é invejável. Tem uma frase interessante num livro dele que sempre reproduzo em minhas aulas de Macroeconomia. Ele dizia que há duas maneiras de se olhar a floresta: olhando as árvores individualmente ou olhando a floresta como um todo. No primeiro caso, Microeconomia, retrata a relação entre consumidor e produtor, e no segundo, Macroeconomia, os agregados econômicos.

A Economia Clássica se apoiou em Adam Smith com seu livro A Natureza e as Causas da Riqueza das Nações ou, simplesmente, A História da Riqueza das Nações. Para os clássicos, o mercado chegaria ao seu ponto de equilíbrio “levado por uma mão invisível” e esse sentimento prevaleceu desde a publicação do livro (1776) até 1929 quando o mundo enfrentou a Grande Depressão. A economia mundial caiu, como agora. Na Alemanha se imprimia moeda em papel jornal por conta da hiperinflação. Ninguém fez nada esperando a tal “mão invisível” e como a teoria não estava resolvendo o problema, natural que se buscasse alternativa. Em 1936, John Maynard Keynes escreveu seu nome na história com a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda.

Em linhas gerais (vou evitar o tecnicismo), Keynes dizia que era preciso o governo gastar para incrementar a economia porque assim gerava renda, que gerava consumo, que gerava produto, que gerava emprego, que gerava renda…..No seu modelo apareceu uma constante que ele denominou de propensão marginal a consumir e que representa o aumento no consumo se houver um aumento unitário na renda. Veja que isso parte da ideia de que nem toda renda é consumida, ou seja, parte da renda é poupada. Bom, mas para a população pobre não existe poupança (essa é uma das razões de se permanecer pobre), mas tudo bem vamos admitir que se trata da renda geral da economia.

Decorre do modelo de Keynes um multiplicador do produto (ou da renda) que depende da propensão marginal a consumir e da alíquota do imposto de renda. Por exemplo, nossa alíquota de imposto de renda é 27,5% e se a propensão marginal a consumir fosse 0,90 (de cada real, noventa centavos seria consumido), o multiplicador da economia seria 2,88, ou seja, se o governo gastasse R$ 100,00, a renda de equilíbrio aumentaria R$ 288,00. Então, basta o governo gastar que tudo se resolve! Não é bem assim. O governo tem um orçamento limitado e aumento nos gastos do governo implica em redução do superávit orçamentário. Com os valores que coloquei aqui, o aumento de R$ 100,00 nos gastos do governo implicaria numa redução do superávit orçamentário de R$ 20,86. Parece pouco, mas além de falarmos de milhões/bilhões, a nossa situação é de déficit orçamentário, então qualquer gasto já é complicado.

Há uma linha de pensamento esquerdista que defende o aumento dos gastos. Bota o governo para gastar e pronto. A economia só cresce se houver renda. Em 2017, por exemplo, Temer liberou as contas inativas do FGTS. O crescimento econômico que se observou foi devido a isso. Bolsonaro liberou o auxílio emergencial e a economia cresceu 7,70% no terceiro trimestre de 2020. Lógico que isso trouxe uma inflação de demanda e o preço do arroz subiu bastante porque além do aumento da demanda houve uma redução de oferta. A área plantada de arroz diminuiu no Brasil.

Uma coisa que as pessoas não querem aceitar é que nenhuma teoria econômica é eterna. Ela se adapta a uma situação. Veja a Economia Clássica. Sucumbiu com a teoria keynesiana. Depois surgiram os neoclássicos, neokeynesianos, os monetaristas e cada modelo teve lá seu tempo de aplicação e de duração. Agora, fala-se do liberalismo como se fosse o Anticristo. Se brigar vai marcar a testa de Paulo Guedes como o número 666. Passamos anos seguindo um modelo econômico que não tirou pobres da miséria, que aumentou a desigualdade de renda e as pessoas se recusam a experimentar a liberdade econômica, a economia de mercado. Quem gera emprego é a iniciativa privada, não o governo. Governo só gera emprego quando contrata funcionário público. É só olhar os dados da Caged.

Existe uma resistência muito grande, respaldada pelo STF, na questão das privatizações. O sinistro Lewandowski impôs autorização do congresso para privatização, mas a maioria do colegiado entendeu que as subsidiárias não precisavam dessa autorização. Ainda bem. Com isso a gente esbarra na privatização dos Correios e eu fico morrendo de rir com os argumentos contrários: se privatizar os serviços prestados pelos Correios vai aumentar o preço e penalizar os pobres. Qual o serviço prestado pelos correios? Cartas, telegramas, ordens de pagamentos? Tudo isso ficou no passado e a administração não viu. Hoje os Correios vivem de entrega de encomendas ou de transporte de documentos via Sedex. Dever ter muito pobre comprando pela internet ou mandando seus documentos pelo Sedex para se cadastrar no Programa Bolsa Família.

Economia não é simples e no Brasil é um desafio constante. Todo dia a imprensa divulga que Guedes está de saída. A Bolsa bate 114 mil pontos e as pessoas perguntam por que você fica contente se não tem ações na Bolsa? O que se torce contra esse país não é brincadeira. Apenas para relatar um fato: fiz uma crítica aos dados socioeconômicos do Maranhão e um esquerdista disse que não se podia exigir que em seis anos, apenas, Flávio Dino melhorasse a situação do estado. Então, eu pequei uma crítica que ele fez a Guedes pelo crescimento de 1,1% em 2019.

A questão é assim: passou um ano e o governo não resolveu o desemprego de 13 milhões de pessoas que o governo Dilma gerou. Agora, um governo de esquerda que está a seis anos no poder não deve ser cobrado porque a nota do IDEB das escolas públicas para os anos finais é 3,7 ou porque o IDH do estado é 0,639, o segundo pior do Brasil. Ficaria mais simples para mim, ser hipócrita.

26 pensou em “MACROECONOMIA

  1. Os críticos deveriam ser a imprensa do país porém, como o PR não está comprando a mídia com verbas vultuosas como faziam o larápio e a anta sapiens, voltaram todos contra o governo. Daí, os baixíssimos índices da Educação Pública não serem criticados pela funesta mídia brasileira. O povo deveria ser alertado, através de campanhas pelo MEC, da necessidade de melhores professores e não de “ativistas políticos” como hoje temos nas escolas. Cabe ao governo alertar os pais dos alunos contra esta imoralidade ativista esquerdopata através de campanha nacional, bem engendrada e de fácil reconhecimento pelos humildes e de menor capacidade intelectual como hoje temos na maioria da nação brasileira.

    • José Roberto, uma das coisas que não deu muito certo foi o surgimento de jornalistas como comentaristas econômicos. Veja o caso de Miriam Leitão. Um desastre a mulher, mas usa a maior rede de comunicação para influenciar. Eles dizem, geralmente, “eu conversei com o Ministro….” como se o ministro tivesse tomado café na casa deles. O governo precisa atuar, sem necessariamente gastar. Veja o exemplo que falei do FGTS. A economia cresceu e não houve gastos do governo. Obrigado pela presença.

  2. Parabéns, Assuero.
    Que aula !!!
    É incrível como o JBF é, verdadeiramente, um espaço múltiplo, em todos os sentidos.
    Cada um de nós, em sua área do conhecimento, ao dissertar sobre os princípios fundamentais do seu saber, dissemina conhecimentos para os outros.
    Inspirado nesse seu belo exemplo, vou preparar algo semelhante, de geologia geral, para a nossa comunidade.
    E se quiserem, de quebra, ainda posso explicar como Deus povoou o planeta Terra, com base na teoria da Tectônica de Placas.
    Um forte abraço.

  3. Rômulo, obrigado pela palavras. Acho importante você escrever sobre geologia. A gente precisa trazer esclarecimentos para tranquilizar os demais. Recentemente eu recebi uma mensagem que orientava usar limão e abacate porque eles eles tinham um pH de 9,9 e 15,2 (veja bem!) e com isso combateria o coronavirus. Recebi várias vezes essa mensagem. Daí, explique ao pessoal que o pH varia de 0 a 14 e que por isso o abacate jamais poderia ter um pH igual a 15,2. Que o limão, por ser ácido, teria que ter um pH menor do que 7.

    Outra ocasião uma professora aposentada fez uma crítica ao preço do arroz e para evitar que a ideia dela se propagasse e lembrei do modelo de demanda e oferta que ela ensinava nas aulas. Ela respondeu rispidamente meu comentário dizendo “o velho modelo de mercado” e eu disse: “exatamente fulana. Não resolve, mas explica e se você explicar corretamente as pessoas vão entender e procurar bens substitutos para fazer o preço cair”. Ela é adepta do Lula livre. Enfim, eu acho que é bom desempenhar esse papel. Aguardo seu resumo sobre as placas. abraços

  4. Caro Mauricio

    Eu, como a maioria dos brasileiros, não entendo nada de economia, daí a necessidade de especialistas como o senhor nos esclarecer, de forma simples, conceitos às vezes complicados.

    Infelizmente a ignorância tem um espaço enorme na imprensa. Ainda bem que temos nosso JBF e seus colunistas porretas.

    Obrigado por mais esta aula esclarecedora.

    Em tempo: li, nos anos 1980, uma entrevista de Simonsen, na qual ele criou duas palavras pra definir o Brasil daqueles tempos, que podem muito bem ser aplicadas ao Brasil de hoje:

    “Bangladânia” – um país com índices sociais do Bangladesh e política atrasada como a da Albânia ( que na época possuía uma versão quase surreal de comunismo)

    “Belíndia” – um país com carga tributária da Bélgica e serviços públicos do Índia.

    Era um gênio.

    Grande abraço.

    • Obrigado Pablo. A gente é pobre pelas escolhas erradas de governo que fazermos. O Brasil tem recursos suficientes para ser independente, mas tem sempre alguém pensando no seu próprio umbigo.

  5. Maurício, permito-me apenas uma correção e um pitaco:

    A correção é que a hiperinflação alemã não ocorreu durante a Grande Depressão. Ela começou em 1921 e acabou em outubro de 1923 com a adoção do padrão-ouro.

    O pitaco, como você já deve esperar, é que eu vejo a história da Grande Depressão exatamente ao contrário da teorias keynesianas: em 1921 a bolsa de Nova Iorque despencou, o governo não fez nada (na verdade, reduziu seus gastos) e a crise durou um ano. Em 1929 a bolsa despencou de novo, o governo aproveitou a oportunidade para assumir o controle de toda a economia (e gastar o que não tinha), e a crise foi muito mais profunda, durou 15 anos, e precisou de uma guerra mundial para acabar.

    No mais, concordamos que nosso sofrido país precisa privatizar.

    Grande abraço

    • Marcelo, valeu. Eu disse ao José Roberto que a Economia cresceu com Temer pela liberação do FGTS. Não precisou de gastos do governo. O governo gasta, muito e mal, e a pobreza continua na pobreza.

  6. Espetáculo de aula escrita, lida e relida.
    Parabéns e obrigado, Assuero!
    Espalharei o link de sua coluna pelo oco do mundo.

  7. O que se torce contra esse país não é brincadeira.

    Pego essa frase emprestada e solicito a participação goiânica argumentativânica para destrinchá-la.

    • Caro Sancho, não provoque o Goiano, ele vai apresentar uma dissertação de 50 páginas demonstrando, com estatísticas, pesquisas e jurisprudências, que você e Assuero estão erradios.

      Melhor deixar pra lá.

      Aproveitando, me responda: porque faltou ao encontro da última quinta???

      Roque Nunes, o palestrante da ocasião também não foi; daí, com o tampo ao nosso dispor o papo rolou solto até às tantas. Berto foi “entrevistado” sobre o processo de criação do Romance da Besta Fubana e nos deliciou com seus causos divertidíssimos.

      Em minha opinião nem precisamos de tema. O ajuntamento de cultura, erudição e safadeza, por si só já torna as reuniões imperdíveis.

      Não deixe de comparecer, você faz falta, porra!

      • Aproveitando, me responda: porque faltou ao encontro da última quinta???

        Caríssimo Pablo, causídico dos sanchos de causas perdidas, há justo motivo para minhas faltas: sou um simples vendedor de cocos na região de São Paulo e Baixada Santista. Meu planejamento está um tanto quanto dificultado pelas fortes chuvas a cair nos tardes paulistanas, que me pegam ainda na estrada. Tenho deixado o caminhão em lugar seguro até a tempestade passar. Depois do dilúvio, retorno ao lar às quintas e sextas por volta das 21 horas, impossibilitando comparecimento às reuniões.

        Abração sanchiano.

        • Entendo, Sancho, está perdoado.

          De fato São Pedro está pegando pesado por aqui.

          Mas não se preocupe, logo as águas vão passar e ti voltará ao convívio do cabaré.

          Grande abraço.

  8. Sancho,
    e essa torcida, ainda por cima, é canalha, mentirosa, farsante, como TUDO que vem da esquerda.

    A contra argumentação é sempre com mentiras e desonestidade intelectual.

    É um deservico para o debate e para as pessoas de bem, incautas, que acreditam que o outro lado (ex-querda) está contrapondo com dados e verdades.

    Por isso tenho dito: é melhor deixar essa gente maligna falando sozinha, porque o debate não faz o menor sentido.

  9. Acho que mais simples de entender …..
    1 – Não gaste mais do que ganha
    2 – Poupe um pequeno percentual do que ganha para eventuais tempos bicudos…..

    Um País com 3 senadores por estado (EUA – nação “ligeiramente” mais rica tem 2 ), 531 deputados Federais, uma porrada de assessores para cada canalha acima, mais 11 togados com suas lagostas, capinha e carros blindados, e um poder executivo sem cumprir suas funções básicas, não pode ter sucesso.

    As teorias são obvias mas ………….., o estado grande permite grandes falcatruas e grandes contratações dos “amigos”.

    Teoria da vovó …….. Não dê nada de graça pois este serviço ou produto não será valorizado.

    Nossos governantes aprenderam e então só dão produtos e serviços de graça, mas, sempre existe o mas, produtos estragados, e serviços porcos, ficando com a diferença para “Eles”

    A luta não deveria ser, esquerda x direita, liberais x conservadores, comunistas x capitalistas mas sim, o povo contra o governo. corrupto, ineficiente e incompetente.

    • Arthur, considere que legislativo e judiciário recebem duodécimos. Transferência obrigatória porque é constitucional. Não abrem mão de um centavo, sequer.

  10. 1) O auxílio emergencial mostra que é possível agir favoravelmente na economia mediante ações diretas do Estado.
    2) A filosofia econômica de direita é contrária a isso, mesmo quando a ação demonstra que a intervenção estatal não só pode, como deve ser, aplicada para o desenvolvimento econômico.
    3) Se Keynes dizia que era preciso o governo gastar para incrementar a economia porque assim gerava renda, que gerava consumo, que gerava produto, que gerava emprego, que gerava renda, e se isso foi demonstrado empiricamente, essa ideia deve servir como uma das aplicações da economia para obtenção de desenvolvimento.
    4) A economia de um país envolve grande complexidade, de modo que muitas medidas devem servir para certos momentos e variadas circunstâncias, não apenas a proposta básica de Keynes, mas parece certo que o contrário é verdadeiro: um Estado preocupado em fazer caixa adota um modelo de estagnação conservador, o qual, ainda que promova desenvolvimento, impõe sacrifícios durante o processo que afetam os mais desfavorecidos.
    5) Não sou economista, mas como todos todos se julgam capazes de dar palpite na minha área, que é o Direito, creio que estou liberado para falar dessa matéria, de engenharia, de astronáutica e de criação de lesmas.
    6) A gente não quer torcer contra, Sancho, mas que o Vasco está uma merda lá isso está.
    7) Rômulo, não é preciso ser de direita para dizer que há uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho há uma pedra, as pessoas de esquerda também podem saber que pau é pau, mas o saber mais profundo poderá nascer das conversas entre as partes, sendo que se for uma pedra jogada no mar poderá gerar um conhecimento mais profundo, dependendo.

  11. Goiano, com os números que coloquei para cada R$ 100,00 de gastos, o superávit cairia R$ 20,86. Quem cobre esse buraco? Já estamos deficitário!!!!! Temer fez a Economia crescer liberando contas inativas do FGTS, então não precisa gastar. A Economia de mercado, a liberdade econômica gera emprego, enquanto a política assistencialista gera dependentes.

  12. Assuero, você citou o grande Roberto Campos… há uma outra tirada dele que reflete magistralmente sua escrita a respeito da nossa intelectualidade jumentífera sobre a economia nacional.

    “No Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor’.

    Eu sou liberal em essência, a ponto de ter uma gana de privatizar do SUS até o MEC, amarrar a boca das burras estatais e só gastar com aquilo que é essencial para o funcionamento do país.

    Minha reforma previdenciária seria simples assim:
    Artigo 1.º – Fica decretada a extinção da previdência pública a partir da data de publicação desta reforma.

    Artigo 2.º – Revogam-se as disposições em contrário.

    Sua aula foi magnífica e esclarecedora, mas nossa intelectualidade jumentífera travestida de economistas progressistas logo vão dizer que você é um entreguista, que te raiva de pobre, que quer matar o pobre.

    Eu não gosto de pobre mesmo. Por isso sou ultraneohiperliberal. Só o mercado pode produzir empregos bem remunerados e acabar com a pobreza e com o pobre. O resto inclusive o serviço público – aqueles que ganham nababescamente e dizem lutar pelo servidor público, mas de forma mentirosa apenas buscam defender os seus privilégios – é só hipocrisia bem remunerada.

    • Pois é Roque. Estou escrevendo um livro sobre privatizações. São dez capítulos e em cada um tem uma citação relacionada com o título. A primeira é de Roberto Campos.
      Eu defendo o livre mercado. Governo fazendo o que a iniciativa privada não pode fazer, por exemplo, os bens públicos que não podem ser precificados.

  13. Assuero,
    Que aula porreta, de uma simplicidade absurda. Parabéns!
    Quanto ao Mário Henrique Simonsen ouvi, certa vez, que se algum dia algum Brasileiro mereceu Prêmio Nobel esse seria o Prof. Simonsen. Ele foi realmente brilhante e fez muito bem ao Brasil, ajudando a pensar e planejar numa época que ninguém queria nada disso.

  14. Neto, ele tinha um conhecimento extraordinário. Quem estuda álgebra sabe que demonstrar que um espaço vetorial infinito tem base, não é uma tarefa fácil. Geralmente, o pessoal usa o lema de Zorn, que também não é simples. Ele fez isso em dois parágrafos bem convites. Abraços

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