J.R. GUZZO

A candidatura de Lula à presidência da República em 2022 é o maior desastre contratado que existe hoje na vida pública brasileira. Não tem como ser diferente: está tudo lá, com todos os artigos e parágrafos, data de vigência e firma reconhecida. Ninguém vai poder dizer, depois, que foi uma surpresa, ou que não esperava uma coisa dessas do ex-presidente. Já se conhece, por ser do conhecimento geral, a essência desse contrato. Mas Lula está dando, como se diz, “um plus a mais”.

Além dos itens que por definição vêm junto com ele, como a roubalheira cinco estrelas e a invasão do funcionalismo público por todo o tipo de portador de alguma carteirinha do PT, o candidato está fazendo questão de dar detalhes precisos de como vai construir a sua próxima calamidade.

O último artigo incluído no texto do contrato foi a promessa, feita há pouco por ele, de que pretende eliminar o teto de gastos que o governo está obrigado por lei a obedecer – uma das principais conquistas econômicas do governo de Michel Temer, junto com a eliminação do imposto sindical. A lei é um dos poucos alicerces que seguram de pé, ou mais ou menos de pé, o Estado brasileiro de hoje.

Ao mesmo tempo, é o pior obstáculo para o estilo PT de governo, baseado na transferência em massa de recursos do erário para os bolsos privados dos amigos – de empresários a sindicatos, de donos de universidades aos programas de esmola para quem não quer trabalhar.

Ao prometer o fim do teto de gastos, Lula anuncia publicamente que vai quebrar o Brasil pela segunda vez – na primeira, com a sua “Nova Matriz Econômica” e a participação decisiva de Dilma Rousseff, enfiou o Brasil na pior e mais prolongada recessão na sua história econômica moderna. Até hoje, cinco anos depois, a destruição de empregos crida pela dupla Lula-Dilma continua a envenenar o país. Ele promete, agora, dobrar a aposta.

No meio da costumeira bateria de disparates que costuma usar quando ameaça o Brasil com seus programas econômicos, Lula veio, desta vez, com a história de que o teto de gastos públicos favorece “os banqueiros” e não o pobre que recebe “300 reais” por mês. É uma dupla falsificação.

Em primeiro lugar, o teto é uma das poucas defesas que a imensa maioria da população tem contra o assalto maciço ao Tesouro Nacional praticado pela politicalha, empresários ladrões e castas de altos funcionários; é o que mais atrapalha a torra geral dos impostos por parte dos que mandam no governo.

Em segundo lugar, nunca houve na história deste país um presidente tão amado pelos banqueiros como Lula – é amado até hoje, e faz parte das suas grandes esperanças para 2022, como acontece com as empresas fornecedoras do Estado e os empreiteiros de obras públicas.

Não existe um “novo Lula”, equilibrado e “distante dos extremos”, como a propaganda vai ficar dizendo até o dia da eleição. O Lula que existe é esse mesmo do “teto de gastos”, com os seus compromissos públicos de arruinar o Brasil mais uma vez.

10 pensou em “LULA VAI REVOGAR O TETO DE GASTOS SE FOR PRESIDENTE DE NOVO

  1. É bom ter em mente o que o governo do PT fará caso volte ao poder:

    – acabar com o teto de gastos;

    – Imprimir dinheiro a rodo para distribuir aos eleitores;

    – recolher as armas que foram vendidas legalmente no governo Bolsonaro;

    – voltar a dar dinheiro para Cuba (J. Dirceu garantiu isso);

    – desencarcerar presos;

    – voltar a roubar com empreiteiras;

    – irrigar a imprensa com dinheiro para não falar mal do governo;

    – voltar a financiar ONG,s, MST, sindicatos e demais pelegos que atrasam o progresso.

    Não há outra saída. Mesmo quem não gosta do Bolsonaro tem que olhar para a realidade acima. Depois não adianta fazer como na Argentina, onde comerciantes, médicos, a classe média chora com fome.

  2. Se o povo brasileiro tiver o mínimo de vergonha, de caráter, no fucinho, mostrará a esse verme, onded é o seu verdadeiro lugar: o esgoto; o poço sem fundo do esquecimento; a cadeia, com a chave jogada fora, em definitivo para que esse vagabundo apodreça por lá mesmo. Infelizmente, as coisas não serão assim; E ainda corremos o risco de ter esse filho da uma puta de volta, pra atormentar a nossa vida e ferrar de uma vez por todas com esse país já fodido.
    Espero que pelo menos uma vez na vida, os brasileiros expulsem da política nacional um bando de cus sujos: renan, gazela satitante, omar, humcerto bosta, otto vai cagar, rui bosta, paulo câmara, fatão… e tantos outros pulhas.

  3. Concordo e aprovo integralmente, não só o brilhante artigo, como os excelentes comentários.

    Precisamos urgentemente dar uma descarga geral nessa imensa latrina em que se transformou o Brasil após as administrações do PT.

  4. Sugiro o banimento do noticiário, dessa figura nefasta e de seus vassalos comprados, de todos os meios de comunicação sérios. Não se oferece munição aos bandidos.

    • Karl, talvez Marx,
      Meios de comunicação sérios? A mídia tradicional (jornalões e emissoras de tv)? Os institutos de pesquisa?
      Boa parcela deles desde 2018 implora aos “deuses” de cada um, o retorno do PT e das gordas verbas federais que jorravam aos borbotões.
      Não esqueça você que o bolso é a parte mais sensível do corpo humano. Toda a crítica ao atual governo é feita unicamente em virtude das tetas que secaram para todos que tiravam alguma vantagem em governos anteriores.
      Jair não é a oitava maravilha, longe disso, mas é o que temos. Em um país de partidos políticos à esquerda (TODOS), os conservadores (imensa maioria dos que acessam este JBF) possuem como única opção o menos ruim.
      Alguns buscam a tal terceira via, que em um país com os problemas que temos, com o desqualificado material humano que possuímos, com os possíveis nomes que surgem no noticiário, me fazem olhar para cima e dizer: Manda de novo SEU FILHO, meu DEUS.
      Como minha comunicação com o CRIADOR não é a mesma que possuía ABRAÃO e MOISÉS, resta-me, para 2022, o tal JAIR.

  5. Nada mais desmoralizado do que esse Teto de Gastos. O gasto extra-teto pode não entrar na contabilidade oportunista e enganar os trouxas de que existe preocupação com equilíbrio fiscal e o respeito ao que foi estabelecido como gasto máximo na Constituição. Mas, infelizmente, não é um gasto extra-dívida. Todos os benefícios legitimamente necessários para o combate a pandemia e os outros que foram criados (cota Centrão) no vácuo dessa tragédia, estarão na conta para serem pagos por nós cidadãos. Com Teto de Gastos ou sem Teto de Gastos os governos continuam gastando além do que devem e criando artifícios para não colocar na contabilidade de ocasião, porém, nós contribuintes vamos pagar de qualquer forma.
    O liberalismo e fiscalismo prometido por P Guedes e Bolsonaro, foram para o lamaçal. Agora Lulla diz que poderá enterrar o Teto de Gastos que já defunto faz tempo.
    Deus é brasileiro, não vai esquecer do país do coração, nenhum dos dois será eleito em 2022.

  6. Amado pelos banqueiros só, não, pelos empreiteiros de obras no exterior, pagas a fundo perdido pelo BNDS, (nós contribuintes),pelos pelegos sindicalistas, pelos comissionados, 25 mil ou mais, pelos universitários que não estudam, pelos comissários políticos que patrulham tudo e a todos que se atrevem a pensar diferente, e por aí vai. Sem esquecer parte da mídia nacional e também internacional.

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