14 pensou em “LODO

  1. Constância,

    Tendo sido ator de palco, quando mais jovem, ficava impressionado quando o Mestre Ziembinsky procurava encastoar na alma de cada um de nós o espírito do personagem e ensinava com extremo cuidado aos atores principiantes do Teatro de Amadores de Pernambuco, como falar, como ilustrar o compasso das palavras com os gestos que o texto exigia.

    Ele dizia: “Temos que representar o personagem como se ele vivo fosse.”

    Vejo você, depois de tantos anos meus, expressando-se como um ser que se posta dentro do verso que tão bem criou, oferecendo ao observador o mais profundo sentido da criação: a declamação.

    Já passei dos 85 e isto me vem lembrar, com emoção, meus tempos de escola primária, no Recife, quando aos sábados era dia de Sabatina. Cada um de nós tinha que declamar uma poesia, e se decorada fosse a nota seria maior. E mais elevada ainda se houvesse boa gesticulação capaz de exprimir o sentido do verso. A pureza que o autor desejou expressar.

    Vem você agora nos oferecer com verso próprio, tão bem gesticulado, lembrando meu velho de quem gravei mais de 30 declamações . Dava gosto vê-lo declamar Olegário Mariano, Emílio de Holanda, Manuel Bandeira, Olavo Bilac e tantos outros.

    E assim, vê-la tão bela, bem vestida, cuidadosamente coberta, tão cheia de encantos, declamar com magistral perfeição aquilo que pensou e escreveu para nos deleitar de forma tão expressiva.

    Sua apresentação quase teatral lembrou-me dos tempos em que se valorizada a poesia nos saraus radiofônicos da Rádio Clube de Pernambuco, tendo Nelson Ferreira ao piano, a fim de ilustrar tudo com sua trilha sonora.

    Obrigado, Constância,!E como diz nosso costume: “Obrigado pela parte que me toca!”. Sim porque sua declamação e o verso me enterneceram. Valeu!

    Carlos Eduardo

  2. Gyönyörű, ruiva, senhora dos meus domingos!!!!!
    This is so wonderful! Deleite completo para los sentidos de la naturaleza humana. Gracias señora Uchôa.
    Este sanchiano amigo leva todo domingo um MURRO no peito desferido pela crônica de Adônis e encontra na prosa poética de ZéRamos o “gelo” para diminuir os hematomas, vindo logo em seguida até à balsâmica voz da ruiva para a cura definitiva… E ASSIM sucessivamente domingo após domingo.

    Uma pena que tudo isso um dia (espero que daqui a muitíssimos anos) irá acabar, pois “só os diamantes são eternos”.

    Bem que o conteúdo do JBF poderia ser gravado, encapsulado e remetido ao espaço sideral para algum ET ter entretenimento de PRIMEIRA.

    Imagino um marmanjo cara de sapo, de cor púrpura, de um planeta distante dizendo: “hgjgkdjkskskjbbb” (tradução: essa ruiva é maravilhosa).

  3. Eu falo bah e tchê desde piá, largateio no sol e não acho as coisas só legais, elas são tri legais.

    Ser o gaudério Constâncio Uchôxu, desta distante Uruguaiana…

    É chamar a ruiva de prenda
    é falar tu CONSTÂNCIA ao invés de você
    é chamar semáforo de sinaleira
    é poder falar tri legal ou muito tri suas declamações, linda ruivinha
    é poder chamar pão francês de cacetinho
    e para ser gaúcho não importa se é negro, branco, indígena, chimango ou maragato
    o importante é ter orgulho de nascer aqui!

    Calma, ruiva, toma um mate, come umas bergamotas e não loqueia. Nem tudo ou todos merecem tua intensidade.

    Se trouxeres teu orgulho de ser potiguar, te entregarei a minha honra de ser gaúcho. Assim como Sancho, abandonei a jornada até seu inalcançável coração e quero apenas a vossa AMIZADE.

Deixe uma resposta