RODRIGO CONSTANTINO

Felipe Neto

Felipe Neto ainda defendeu a regulação das redes sociais e chamou a defesa da liberdade de expressão de “vira-latismo patético”

Conhecido pelo ativismo pró-censura nas redes sociais, o youtuber lulista, Felipe Neto, defendeu sua liberdade de opinião após ser denunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por injúria.

Lira acionou a Polícia Legislativa contra o influenciador de esquerda, nesta quinta-feira (25), após Neto chamar o presidente da Casa de “excrementíssimo” durante uma audiência sobre regulação das redes sociais na Câmara.

Na ocasião, Felipe Neto cobrava o Congresso pela aprovação do PL das “fake news” – também conhecido como PL da Censura. O youtuber disse que o projeto não tem relação com “censura” e acusou a “extrema-direita” de criar uma “narrativa” para barrar a votação da proposta.

Ricardo Noblat saiu em defesa do colega petista: “Arthur Lira põe em xeque a liberdade de expressão”. Ao compartilhar, o imitador de focas concordou: “É exatamente isso. Uma crítica satírica com trocadilho não pode ser comparada com crime de ódio e atentado contra a Democracia”. Haja cara de pau!

O que a esquerda prega, no fundo, é o seu direito de ofender, de espalhar o ódio, de ser satírica ou até de desejar a morte dos conservadores, tudo isso enquanto chama de “atentado contra a democracia” simples críticas aos ministros supremos. É o ápice da hipocrisia!

Nem rejeito a possibilidade de um ou outro mais limitado acreditar mesmo que está defendendo a “liberdade de expressão” quando prega a censura ao lado que abomina, mas esse fenômeno é cada vez mais raro. Com as redes sociais, ficou mais fácil expor a contradição da turma, e normalmente é preciso lançar mão da desonestidade para insistir em ponto de vista tão contraditório.

Quando eu ofendo alguém que não gosto, isso só pode ser liberdade de expressão. Afinal, são uns “fascistas”, uns “animais selvagens” que precisam ser “aniquilados” e “extirpados”. Tudo em nome da proteção da democracia e da própria liberdade de expressão. Já se alguém do outro lado usar exatamente o mesmo termo contra um dos “nossos”, aí é preciso bani-lo da praça pública e quiçá prendê-lo.

Essa é justamente a postura de Felipe Neto, de André Janones e demais petistas. Eles querem um salvo-conduto para espalhar ódio, para xingar, para atacar, mas quando um conservador faz algo similar, isso prova seu perigo para a democracia. Um peso, duas medidas. O velho truque de todo autoritário que se julga melhor do que os outros e, portanto, acima das leis e das regras, que devem ser sempre isonômicas.

Em tempo: Lira escolheu os caminhos legais contra a ofensa que recebeu. Se fosse Alexandre de Moraes o alvo, já teria mandado prender o responsável. Isso comprova que a esquerda montou um estado de exceção, criou o “crime de opinião” que atropela o devido processo legal previsto para os “crimes” contra a honra.

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