LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O tempo passa célere e, ano após ano, eu não consigo deixar de ficar cada vez mais estarrecido com as incontáveis aberrações que leio nas páginas da internet subservientes à turma da canhota. A última foi a decisão do indefectível Gilmar Mendes cancelando uma lei da cidade de Ipatinga que proibia ensinar às crianças da cidade sobre “orientação sexual”.

Chamo-o de indefectível porque o mesmo nunca falha! Sempre que vejo seu nome vinculado a alguma notícia, posso ter certeza absoluta de que altíssimos graus de imbecilidade e canalhice virão logo depois. Aliás, por diversas vezes me iludi ao pensar que com aquela última imbecilidade, o mesmo teria alcançado os píncaros máximos da canalhice. Ledo engano. O cara sempre consegue se superar e, num arroubo da mais absoluta cafajestice, consegue ser maior que ele mesmo, como diria o morto-vivo Sarney. Assim, consegue atingir páramos de patifaria nunca dantes atingidos, ou mesmo vislumbrados, em nossa pátria mãe.

Com um despacho de 22 páginas (sucinto como sempre…), a referida alimária ordenou que fosse suspensa a lei que exclui da política municipal de educação referências a diversidade de gênero e orientação sexual na rede de ensino. A Lei previa que a administração não poderia adotar, nem mesmo sob a forma de diretrizes, estratégia ou ação educativa de promoção à diversidade de gênero, bem como não poderia implementar ou desenvolver ensino ou abordagem referente à ideologia de gênero e orientação sexual, sendo vedada a inserção de qualquer temática da diversidade de gênero nas práticas pedagógicas e no cotidiano das escolas.

O que me estarrece não é que esse tema imbecil e aberrante tenha sido proibido em Ipatinga. O que me estarrece é que existam profissionais do ensino que queiram direcionar seu tempo e esforço para ensinar os meninos a serem boiolas e as meninas franchonas e, ainda por cima, dizendo que isso é uma questão de “opção pessoal” (e não uma questão biológica) e que o amor é lindo de qualquer maneira. Pode isso, Arnaldo? Será que não tem assuntos muito mais importantes a serem ensinados nas escolas? Será que as matérias a serem ensinadas estão em tão alto grau que se pode dedicar tempo e esforço a ensinar essa aberração lógica e moral?

O facínora togado se enche de empáfia para afirma que as restrições às liberdades de expressão e de ensino são características típicas de Estados totalitários ou autoritários. Chega a comparar o fato dos cidadãos de Ipatinga não desejarem que os professores da sua cidade se valham da posição na cátedra para ensinar seus filhos a fazer sexo pelo ânus, ao caso da grande queima de livros realizada em diversas cidades da Alemanha em 10 de maio de 1933, em perseguição a autores que se opunham às diretrizes do regime nazista, ou que não se alinhavam com as mesmas.

Esquece ele, proposital e maliciosamente que, da mesma maneira que os professores possuem o direito de copularem através de seus próprios ânus o quanto quiserem e para isso se sintam compelidos pela sua pulsão sexual desviante, os demais habitantes da mesma cidade também possuem o direito de não permitir que seus filhos sejam submetidos diuturnamente (como diria a Anta) a doutrinação os direcionando a tais práticas.

Na continuidade, e ejaculando erudição por todos os poros e orifícios corporais, o ínclito asinino cita a célebre frase de Heinrich Heine que, ainda em 1820, escreveu: “Onde se queimam livros, no final, acaba-se queimando também homens”. O que a população brasileira está mesmo querendo saber é quando é que vamos começar a queimar juízes canalhas, especialmente aqueles que comparam a simples busca por uma formação que enfatize a decência para os seus filhos é comparada com os piores exemplos de totalitarismo.

Continuando nesta sua mesma linha de apologética avacalhatória, afirma o Esculhambador Geral da República que “busca-se evitar a censura e a patrulha ideológica, uma vez que tais condutas acabariam por esterilizar o debate sobre questões polêmicas e relevantes, que devem ser apresentadas e discutidas entre professores e alunos, com a finalidade de formação de um pensamento crítico”.

Esta questão (dar ou não dar a bunda?) só deve ser polêmica e relevante para bichas enrustidas e sem coragem de se assumir como tal, como deve ser o caso dele. Quanto a ser apresentada e discutida entre professores e alunos, eu me faço as seguintes perguntas a respeito desta imensa defecada conceitual:

1. A quem interessa ficar discutindo interminavelmente as “opções sexuais” (que na realidade não são opções – são pulsões – segundo o velho Freud), bem como os diferentes “Gêneros” fictícios e todas as suas inúmeras variações aberrantes?

2. Qual o benefício oriundo de se negar a natureza absolutamente genética da sexualidade e dar-lhe um caráter eminentemente social através da ideologia de gêneros?

3. A quem interessa delegar ao professor apenas e tão somente a missão de “coordenar os debates” de um “coletivo”, de modo a formar pensamento crítico em um bando de ignorantes capazes de dar coice se devidamente estimulados, e que estão mais perdidos que cego em tiroteio pois mal e porcamente começaram a conhecer o mundo?

Esse trabalho insano de solapar as bases de uma juventude sadia, física e moralmente, é exatamente o que tem provocado a imensa degenerescência verificada nos nossos jovens. Estes formam atualmente uma imensa massa ignara e amorfa, sem objetivos e sem rumo na vida. Exatamente o que as lideranças comunistas almejam e construíram denodadamente, sempre a fim de obter a tão sonhada “hegemonia” Gramsciana facilitadora da implantação do seu modelo de “Paraiso” na terra; paraíso este que, para mim, mais parece um inferno.

Uma pequena amostra da imensa galeria de canalhas e ladrões que vem infernizando nosso pais.

Não satisfeito em querer determinar os rumos da educação no nosso país, o onisciente Gilmar partiu para determinar também os rumos da nossa Política externa. No dia 8 de outubro passado, o STF deu dez dias para que o Itamaraty explicasse seu posicionamento sobre “gênero” e a decisão de instruir diplomatas brasileiros a vetar o termo nas negociações internacionais e em resoluções da ONU.

Uma das orientações do governo aos diplomatas foi que sua política externa estaria voltada a derrubar termos como “gênero”, além de explicar publicamente que o Brasil considerava a palavra apenas por um contexto de “sexo biológico: feminino ou masculino”. A decisão do STF foi tomada depois que a Associação Brasileira de LGBTI entrou com um pedido de medida liminar contra os atos da chancelaria, solicitando que as orientações da diplomacia fossem “imediatamente” suspensas. No pedido de medida liminar, os advogados da associação alertavam que tal ato do governo “viola a dignidade humana” de lésbicas e gays à medida em que desafiam o entendimento firmado pelo STF acerca da matéria”.

A conclusão que tiramos deste episódio é que, apesar da imensa e absoluta maioria de nossa população entender que sexo, gênero, ou coisa que o valha, só existem dois: Macho e fêmea, sendo todo o restante meramente disfunção aberrante, o STF determina que, apesar da imensa oposição de toda a população, o seu “entendimento” da matéria passa a ter o poder de uma “súmula vinculante”, e que quem se rebelar passa a cometer crime. Segundo afirmaram reiteradamente aqueles seres iluminados, eles não podem se curvar às pressões oriundas das massas ignaras. É bom lembrar que foram estas mesmas massas que elegeram os patifes que os indicaram para aquela função, e que os mandou de volta para casa. De forma semelhante, é quem lhes paga os imensos salários e todas as nababescas mordomias. Já que não ouvem as massas, devem estar ouvindo a passarinhos que lhes transmitem as mensagens e instruções bolivarianas advindas de Hugo Chaves no além.

Minha conclusão:

Já que essa multidão de patifes está louca para viver em um país bolivariano, as Forças Armadas devem leva-los todos, coercitivamente, até à fronteira com a Venezuela, no BV8 lá em Roraima. Lá, seriam todos devidamente informados que, se retornarem ao Brasil, receberão imediatamente “uma boa bala na nuca”, conforme os poéticos dizeres daquele reitor bolchevique da UFRJ que incendiou o Museu Nacional.

Se o comando das forças armadas não ordenar que sejam EXPURGADOS todos esses terroristas, traidores de nossa pátria, tão logo botem a cabecinha para fora das tocas onde estão sobrevivendo daquilo que nos roubaram e só tramando novas patifarias para afundar a nossa nação, serão coniventes e totalmente culpados por todas as atrocidades que venham a ser por eles cometidas contra o nosso povo mais adiante.

6 pensou em “LIBERDADE DE EXPRESSÃO

  1. Excelente artigo Prof. Adonis, assino embaixo, esta história de valorização da baitolagem já encheu o saco, são tantos os “generos”, que a viadagem tem dificuldades em escolher um, estes dias, recorri ao ggogle para saber o que era “não-binário”, eis o resultado: pessoa que não se identifica nem como homem ou mulher”. Pode isto Arnaldo?

  2. Excelente artigo mestre Adonis !
    A minha angústia é a de que nosso mundo e humanidade não resistem a mais muito tempo a tamanha canalhice e cafajestice …

  3. Verguenza ajena. Qué lastima de país que da cobijo a ideas que son autenticas anomalias democráticas. ¿ADONIS en JBF? Sí señor, periodismo de calidad en Brasil.

  4. Senhor Adônis, trato-te assim porque sei que és uma pessoa séria e gostas de ser respeitado, mas tenho esclarecer algumas coisas a respeito de nós, homossexuais e as outras pessoas, que não o são. As pessoas são iguais, uns têm a pele negra, outros a pela branca, outros vermelha, até amarela, mas o sangue é vermelho, sem qualquer alusão ao comunismo, pois se Jair Bolsonaro desconfiar achar isso, que se trata de vermelho esquerdista, poderá mandar pretos e brancos para a Venezuela. Então, logo abaixo da pele o que encontras são pessoas iguais, apenas que uns nasceram na África, outros na Alemanha, e depois misturou tudo, mas é tudo gente, não sei se podes compreender isso, e é preciso que compreendas porque disso dependerá a compressão do que irei em seguida dizer.
    Como homoxessual, levanto-me às seis horas da manhã todos os dias, menos sábados e domingos (e feriados, ou quando estou de férias), tomo banho, escovo os dentes e vou para o trabalho, onde produzo o que me é exigido pelo contrato com o patrão, que até me paga menos do que eu mereço porque sou bicha mas faço bem mais rápido e melhor do que os outros colegas. Ao fim do dia, depois de um dia normal, vou jantar com Papai e Mamãe, em cuja casa me encontro com Jorge (diz-se Ror-rre, porque ele é argentino) para essa refeição familiar. Papai e Mamãe o adoram e o tratam com muito carinho e Jorge os trata igualmente e com o respeito que merecem os mais velhos.
    Então, vamos para casa, para a nossa casa. Lá, cuidamos de Rex (o único cachorro neste mundo que se chama Rex), levamos para passear, juntos, de mãos dadas, às vezes tomamos um café no barzinho do Juca Júnior e voltamos para casa.
    Lemos, vemos televisão, fazemos contato com amigos de ambos os sexos (quer dizer, não exatamente o que podes pensar, uns são homens, outros são mulheres, outros são gays ou lésbicas, e, realmente, pode ser que algum deles faça mais de um papel, não tenho certeza), cuidamos da casa e vamos dormir.
    Como acontece com os demais casais, a maior parte das noites dormimos, geralmente de conchinha.
    Nós nos amamos, muito. Foi amor à primeira vista. Assim que nossos olhos se cruzaram entendemos que queríamos viver a vida toda um com o outro, o que já vem acontecendo há alguns anos.
    Temos o tesão normal um pelo outro e duas ou três vezes por semana – somos jovens – nos amamos, ou, como se gosta de dizer, para ficar suave, fazemos amor, transamos.
    Eu sou a parte passiva do que consideramos um casal e, por isso, dou-lhe a bunda, como uma pessoa do sexo feminino daria a comumente chamada de xereca, para não usar palavra que possa ofender pessoas mais pudicas.
    Enfim, o que quero lhe dizer é que o senhor não precisa ficar ofendido com esse fato, de sermos duas pessoas que se amam.
    Somos iguais ao senhor.
    Ah, esqueci de dizer: Sou negro.

    • Meu prezado Perobo Baitola Florisbelo,
      O fato do senhor ser gay, ou negro, ou roxo ou furtacor, não faz a mínima diferença para mim. É problema seu!
      Eu só espero, e cobro-lhe isto veementemente, que o senhor seja uma pessoa decente, honesta e cumpridora de seus deveres para com os seus SEMELHANTES (não iguais, porque ninguém é igual a ninguém), de modo a todos poderem ter uma convivência minimamente pacífica.
      Pode ter certeza também que a suas eventuais preferências não me ofendem nem um pouquinho. Seja feliz da forma que julgar melhor e mais conveniente. Só não encha o saco daqueles que estiverem ao seu redor, seja com pregações xaroposas e hipócritas sobre a maravilha que é ser isso ou aquilo, ou mesmo com comportamentos escandalizantes e que visam unicamente a chocar os que os presenciarem.
      Em suma: Seja bicha mas seja discreto. Veja que não aceitamos héteros fornicando desbragadamente nas ruas e nas praças, que nem cachorros e cadelas no cio, também.
      Quanto ao fato do seu patrão lhe pagar menos devido ao fato do senhor ser “bicha” (sic), considero uma tremenda sacanagem. Vou lhe confessar que, durante os muitos anos em que ocupei posições gerenciais em indústrias, sempre dei preferência aos homossexuais quando da seleção de novos funcionários. Fiz isto porque, devido ao fato de serem tradicionalmente discriminados, eram os melhores funcionários. Chegavam na hora, só saiam na hora, cumpriam com todas as suas funções de maneira impecável e nunca davam problemas. Recebiam exatamente o mesmo que os demais, o que era até uma injustiça, já que eram bem melhores funcionários.
      O que eu não concordo, não aceito e não quero, é gente fazendo proselitismo, especialmente junto a mentes infantis, para direcioná-las a escolhas que não são naturalmente suas e, muito especialmente, por este mesmo proselitismo ser a base de toda uma luta psicológica entre facções políticas pela hegemonia em corações e mentes a fim de propiciar a estes aliciadores posições de poder.
      Tenho diversos gays na minha família e, pode ter certeza, são todos muito amados e tratados com todo o respeito que merecem.

  5. Caríssimo professor Adônis Oliveira:

    Seus textos são uma aula de inteligência e sabedoria. Quando o termino de ler tenho a impressão de ter devorado uma biblioteca.

    Meus parabéns por mais esse LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

    Estou ansioso, aguardando a sentença do Juiz no caso do INSS.

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