A PALAVRA DO EDITOR

José Honório é o nome de um inspirado poeta aqui do Recife.

Um amigo que já faz um bom tempo que não vejo e que publicou, em 1990, um livro de poesias que está aqui na minha estante e cujo título é Indecências.

Um volume composto apenas de motes e glosas, no estilo nordestino.

Uma dessas glosas foi publicada aqui no JBF, em janeiro de 2019, na coluna Repentes, Motes e Glosas, assinada pelo fubânico Pedro Malta.

É esta aqui:

Mote:

João Doido, cacete e rola
Tudo é nome do caralho

Glosa:

Peia, cipó, mandioca
Carabina, prego e talo
Estaca, pica, badalo
Sarrafo, pomba, biloca
Pinto, manjuba, piroca
Vergalhão, também mangalho
Linguiça, cajado, malho
Nervo, trabuco, bilola
João Doido, cacete e rola
Tudo é nome do caralho.

Como esta gazeta escrota é fonte da mais fina cultura literária e poética, então fiquem vocês sabendo que, aqui no Nordeste, rola é sinônimo de pajaraca, conhecida nacionalmente por caralho.

Essa conversa comprida todinha é só pra falar de um vídeo que me foi mandado por Walter Portela, um amigo de Palmares, semana passada.

Um vídeo onde o talentoso e debochado cearense Falcão interpreta a música Lasque a Rola em Tonha, uma terna e romântica canção, que ele interpreta com sua bela e romântica voz.

Podes crer: voz bela e romântica que só a porra!

Lasque a rola!

Ou seja: meta, atoche, acunhe, enfie, soque, dane, empurre, arroche, bote tudo.

Lasque a rola!!!

2 pensou em “LASCANDO A ROLA

  1. O nome desta obra poética é uma tremenda presepada de Falcão pra cima de “Like a Rolling Stone” de Bob Dylan!

    Essa é foda, hahahahahahah!!

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