ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

O galego malvado, Klaus Kinski, nasceu em Zoppot, Polônia, posteriormente a família mudou-se para Berlim e naturalizou-se alemã. Klaus Teve uma infância e juventude atribuladas. Desde cedo se mostrou empreendedor e desembaraçado. Durante a Segunda Guerra Mundial, o jovem Kinski foi convocado para a Wehrmacht e serviu na Frente Occidental nos Países Baixos. Kinski deserta e rende-se às tropas britânicas, passando a maior parte do conflito como prisioneiro de guerra. Foi no campo de prisioneiros que descobriu seu talento de ator, representando para os outros prisioneiros. Após a guerra, decide retornar à Alemanha Ocidental em vez da Polônia devido ao regime comunista lá instalado. Ao retornar, descobre que seu pai morrera durante a guerra e que sua mãe fora morta em um bombardeio na cidade de Berlim.

Tornou-se ator do emergente cinema alemão do pós-guerra e no início dos anos 60 a sua carreira internacionalizou-se, tendo participado do filme Doutor Jivago, de David Lean, em Western spaghetti como o personagem SARTANA e em inúmeros filmes B. Durante a sua carreira, Kinski teve propostas de realizadores como Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Luchino Visconti ou Steven Spielberg, mas, segundo ele, recusava quase sempre a favor de papéis em filmes de realizadores menores ou medíocres, que lhe pagassem melhor e lhe dessem menos incômodo. No entanto, essas recusas deviam-se, provavelmente, ao fato de Kinski não querer trabalhar com realizadores com personalidades tão fortes quanto a sua.

A enciclopédia WIKIPÉDIA nos abastece com a biografia do controvertido ator, ao afirmar que a personalidade de Kinski era bastante pitoresca e controversa. Era uma pessoa em evidência, caprichosa e difícil e as suas violentas explosões coléricas, por motivos insignificantes, tornaram-se lendárias. Era o terror dos realizadores e produtores. Por outro lado, era um Don Juan insaciável e chegava a querer participar num filme só para ter oportunidade de seduzir determinada atriz. Não era um ator camaleônico ou minimalista ou que pudesse representar vários tipos de personagens. A sua personalidade forte sobressaía e representava quase sempre personagens do tipo dostoievskiano: atormentados, fanáticos, violentos, obcecados, intensos, criminosos, apaixonados ou loucos.

Um fato negativo na biografia de Kinski fora narrado pela própria filha, Pola Kinski, filha mais velha do ator alemão quando afirma em uma autobiografia ter sido abusada sexualmente pelo pai dos 5 aos 19 anos de idade. Hoje com 67 anos, Pola é filha da primeira mulher do ator. Ela explica que seu pai se aproveitou da separação para levar a filha em viagens pela Europa, durante suas filmagens. Na autobiografia, Pola Kinski relata que seu pai era agressivo e constantemente a jogava contra a parede antes de violentá-la. Depois dos abusos, Kinski presentearia com objetos caros. “Quando o vejo em seus filmes, sinto que ele era exatamente igual em casa”, afirmou, em relação aos papéis de homem furioso e louco que lhe deram fama, como Aguirre, a Cólera dos Deuses. Ele também era conhecido por ter interpretado o Conde Drácula no filme Nosferatu – O Vampiro da Noite — todos de Werner Herzog, com quem trabalhou constantemente.

Na sua biografia encontra-se relatos de uma vida intensa e atormentada, as suas ardentes e inúmeras paixões e aventuras eróticas, e onde também revela a sua personalidade excessiva e algo fantasiosa. Foi casado quatro vezes e pai de três filhos. O ator morreu em 23 de Novembro 1991, com a idade de 65 anos em sua propriedade em Lagunitas, Califórnia de um problema de coração. De acordo com seus desejos, seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas em San Francisco, no Pacífico. Seus principais filmes de projeção internacional foram: Fitzgerald, Nosferatu: O Vampiro da Noite e Aguirre, A Cólera dos Deuses, além de vários bicos em filmes de bang bang. Assista na íntegra ao filme Por um Caixão Cheio de Dólares estrelado pelo loirinho mais temperamental do Western americano.

Clique aqui para assistir na íntegra ao filme Por um Caixão Cheio de Dólares

4 pensou em “KLAUS KINSKI, O LOIRINHO PERVERSO DE PERSONALIDADE MUITO FORTE

  1. Na verdade, o lourinho perverso, foi um ator meia boca. A sua única obra de arte foi a sua outra filha, Natacha. Que bunda inesquecível.

  2. Beni inesquecível esse filme, A marca da pantera. Pela nudez rápida de Natassja só passava no Corujão. Não perdia um. Mestre, Altamir, esse lourinho não é aquele de Por um punhado dólares?

    • Mestre Maurício Assuero,

      Vou me intrometer e antecipar a resposta do nobre cinéfilo Altamir Pinheiro e responder a sua nobre pergunta:

      O jovem e irascível Klaus Kinski, teve uma participação no genial “For a Few Dollars More” ou em tradução brasileira, Por uns Dólares a Mais (1965), do genial diretor Sergio Leone, segundo filme da trilogia dos Dólares.

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