CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Imaginemos o Sopro da vida; quanto vale?

Em meio à pandemia, quando o mundo inteiro marca o dia 10 de setembro com uma campanha de combate ao suicídio, sutilmente proponho pararmos para pensar: a vida tem valor?

Será que cabem esses questionamentos, agora? Afinal de contas os noticiários da mídia tradicional e redes sociais, todos os dias contabilizam números de mortos pelo Corona Vírus, e agora, no mês de setembro, por Suicídios.

E quanto tempo de vida, temos mesmo?

Por mais que a ciência se esforce para prolongar nossas vidas, será difícil predizer e controlar. Estamos constatando isto diariamente.

No momento muitos países investem pesado na busca de uma vacina contra o Covid-19; mas e o Suicídio, a Depressão e outras doenças de ordem mental permanecem sem se dar a menor atenção.

Bem, sabemos que há muito tempo a comunidade cientifica se envolve no esforço de buscar formas e formulas de tratamento para essas doenças. Foram criadas até campanhas de saúde mental, colorindo e destacando o mês de setembro como: Amarelo.

Podemos observar que essa questão vai mais além do dinheiro ou do conhecimento cientifico. Talvez, a solução seja tão simples que não percebemos. Recordo-me do dilatado popular “Só damos valor quando perdemos”.

Nos atendimentos psicoterápicos sempre nos vem a pergunta: “Como está sua qualidade de vida?” Isto ganha espaço fundamental no processo de cuidados à saúde mental.

E aí? Qualificar a vida depende do quê e de quem? Afirmo, como profissional da área de saúde mental, que uma das comprovações para está pergunta seja simplesmente, da pessoa que a possui.

Deixo aqui esta reflexão, que bem sei, é complexa, mas muito pertinente no momento atual.

7 pensou em “JULIANA PINHEIRO – RECIFE-PE

  1. “Só damos valor quando perdemos”.

    Imaginemos o Sopro da vida; quanto vale?, pergunta a doutora…
    Imaginemos essa pergunta chegando aos que estão prestes a perder “tal vital elemento do viver” nos porões das “democracias” espalhadas pelo mundo…

    Para não ir muito longe… O que diriam cubanos, venezuelanos e “quetais” sobre o tal SOPRO?

    “Como está sua qualidade de vida?” Isto ganha espaço fundamental no processo de cuidados à saúde mental em tais “democracias”, sempre tão preocupadas com o bem-estar dos que não seguem à risca a regra do jogo…

    Reproduzo a pergunta da doutora: E aí? Qualificar a vida depende do quê e de quem?

    Enquanto isso, em algumas acarpetadas e refrescantes (ar condicionado sempre na temperatura ideal) salas da ONU, perfumados burocratas emitem seus bonitos e pomposos relatórios sobre liberdades, direitos humanos e outros “quetais”…

    • Caro Sancho Pança , muito bom saber que o texto foi provocativo. Seguimos vivendo na busca respirar melhor, mesmo diante de tanta poluição social. Gratidão pelo comentário.

      • Caríssima doutora,
        Falando em provocativo, creio que a señora poderia por mais vezes (muitas mais), dar o “ar de sua graça” nesta “nossa” gazeta cheia de adoráveis “doidinhos”, trazendo textos onde, por exemplo, poderia investigar com seus atributos intelectuais o universo dos grandes personagens que “fugiram à normalidade vigente” e o cinema, os comics e os livros ofertaram a nossos olhos.
        Seria encantador imaginá-la percorrendo, por exemplo, as dependências do Elizabeth Arkham Asylum for the Criminally Insane para sessão com os “anjinhos” que lá habitam.

        Dra Juliana vs Dra Harleen Frances Quinzel? Umdiálogo deveras interessante…

        Convenhamos que seria interessante percorrer as ruas de Gotham para atender profissionalmente um tal Mr. Wayne… Que tal?

          • Atribui-se a uma mulher o primeiro romance do qual se tem notícia. Sim, foi escrito por uma mulher: Murasaki Shikibu, uma japonesa da classe nobre, que escreveu no ano 1007 um livro “A História de Genji”.
            Reza a lenda que nosso Jornal da Besta Fubana já contou entre suas cronistas com nomes como Jane Austen, Mary Shelley, Virginia Woolf, J. K. Rowling, Agatha Christie, Hilda Hist, Stephenie Meyer, Suzanne Collins, Gillian Flynn, Veronica Roth, Cassandra Clare, Cornelia Funk, Cressida Cowell, entre outras. Aos poucos, nosso time de cronistas foi tomado por testosterona e contamos, hoje, apenas com Violante e Dalinha a encantar nossos leitores… Muito pouco, você não acha?

  2. Parabéns Doutora Juliana Pinheiro. Pelo seu artigo, o enfoque e a reflexão.
    Os números de ocorrências aumentam à cada ano. Segundo as informações publicadas por diversos órgãos.

    Os motivos são dos mais variados.
    Perdoe -me pela utopia.
    Mas, se tivéssimos condições mais favoráveis em infraestrutura: saúde, habitação, segurança, educação e transporte. Talvez, fosse possível minimizar esse flagelo da humanidade.
    Falo isso. Porque, qualquer que seja a população.
    Que possa ter pleno emprego. Tenha confiança do futuro promissor e seguro para toda a família.
    Tem certeza que ao pagar os seus impostos. Terá o retorno dos mesmos em serviços minimamente decentes. Por aqueles que ela elegeu e que prometeram cumprir com suas obrigações. E não roubar, como a maioria o faz.
    Digo, sem medo de errar. Os números de suicídios diminuíriam drasticamente.
    Pois, os principais motivos, como depressão, famílias desestruturadas, drogas lícitas e ilícitas, violência, insegurança, solidão, abandono, desesperança, falta de perspectiva no futuro, transtornos diversos de personalidade e uma infinidade de outros motivos.
    Que são potencializados naqueles que estão em estado mais vulnerável. Pois, também. O número de tentativas de suicídios é muito grande.

    Como a senhora colocou no início do seu texto: “Imaginemos o Sopro da vida; quanto vale?”

    A vida vale tudo, com certeza. Não tem preço. É única. Só se vive uma vez. Quem vive bem, vive melhor!

    Só uma pergunta (que pode ser feita para qualquer tema correspondente e sem querer colocar, como verdade absoluta. Não é isso. É só em termos comparativos). Quem está mais propenso a cometer suicidio: Quem anda de transporte público todos os dias ou quem anda em carro blindado, com seguranças dia e noite?
    É minha utopia, como falei. Mas, a desigualdade e a falta de liberdade, no meu modo de ver. Podem contribuir substancialmente para abalar negativamente uma pessoa.
    Como a senhora bem colocou, sobre qualidade de vida. Antes da sua reflexão: “Qualificar a vida, depende do quê e de quem?”
    “Paz na terra aos homens de boa vontade”. Poderia ser um começo?
    Meus cumprimentos Doutora Juliana Pinheiro.

    Caro Sancho Pança. A razão sempre o acompanha. Os burocratas perfumados, nas suas salas acarpetadas e refrescantes. Representantes de uma Organização que foi criada para unir Nações. Não conseguem resolver os “quetais”.
    Tudo que é premente e essencial. Com certeza, fica nos segundos, terceiros e quartos planos.
    O ser humano é o primeiro na teoria. Na prática, ele está em último lugar.
    Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.

    • Caro Luiz Carlos Freitas, gratidão pelos novos questionamentos. Penso que é vital buscar resposta para uma existênciu plena. Seguimos provocando o desejo pelo autoconhecimento. Felicitações!!!

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