CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caro Luiz Berto,

“Rola” na internet um vídeo onde uma mãe – preta, pobre – enfrenta o Conselho Tutelar, justificando o porquê de ter dados uns “tabefes” na filha, menor, que tinha ficado fora de casa uma noite e causado todo tipo de transtorno que uma situação assim causa (quem tem filho sabe muito bem).

Quem tiver curiosidade e oportunidade de ver, sugiro por ser muito interessante e sincero.

Leio nos jornais que o Governo do Mato Grosso vai investir R$ 53 milhões para cirurgias plásticas direcionadas a alunos de escolas públicas que se sentirem constrangidos por algum defeito de nascença e em consequência serem motivos de “bullying ”.

Os assuntos em algum momento se encontram, se pudermos analisa-los com cuidado.

Hoje, nada se pode fazer para enquadrar os filhos; se no passado pecava-se pelo excesso, hoje o pecado é a ausência de correções, por serem puníveis com a lei ou no famoso jargão do momento “não ser politicamente correto”.

Adolescentes ou até mesmo antes dessa fase fazem praticamente o que querem, com a cumplicidade de pais, que por se considerarem modernos os deixam livres e soltos para atitudes antissociais, mesmo constrangendo outrem.

Pais ou responsáveis se sentem no direito de exigir que a escola dê aos filhos a educação que não recebem em casa; chegam ao ponto de criticar professores pelo que seus rebentos fazem, acreditando piamente ser de responsabilidade da escola tornar seus filhos pessoas que eles não tornaram.

Enfim, em todo agrupamento de pessoas – escola, trabalho, reuniões – sempre haverá um grupo fazendo troça de alguém, com mais ou menos intensidade, ou seja, fazendo “bullying”.

É da natureza humana ser crítico ou desfazer do outro, seja por inveja, por se sentir superior ou por pura maldade.

Então, gastar-se dinheiro para corrigir e tornar esteticamente perfeito ou dentro dos padrões que a sociedade assim imagina é dar razão aqueles que atacam, tornando a vítima culpada por ter nascido fora desses padrões.

Será, grosso modo o Estado praticando o “bullying”, de uma forma indireta.

No caso da mãe que exerceu seu dever de castigar a filha, o Estado age para puni-la, mas deixa de lado o ponto central para quem não respeita pais ou colegas: favorecer a família, como o núcleo de formação do jovem.

Com certeza não existe cirurgia para isso; o interior de alguém não tem cura ou reparo, a não ser uma boa formação familiar, algo em falta atualmente e, que quando praticado punido.

Abraço

Inté!

3 pensou em “JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

  1. Este pessoal do Conselho tutela sempre com a estoria de violar o direitos dos menores. Quando vao falar sobre os deveres dos menores???

  2. Orgulho em ser neta do “seu Ferreira”. Compartilho da mesma opinião, como os valores estão invertidos.

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