CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PRELEÇÃO NO CABARÉ DO BERTO

Aí, sexta-feira cedinho, me ligou Papai sob os raros atos lúcidos ainda liberados pelo alemão Alzheimer.

E foi logo me dizendo em tom de reclamação:

– Tentei falar com você e não consegui. Parece que foi ontem de noite.

– Bença, papai!

– Deus te faça feliz, macho. Como vai?

– Vou bem, papai. E o senhor?

– Tudo caminhando. Mas você nem me atendeu.

– Eu estava fazendo uma preleção, Papai.

– Aonde?

– No Cabaré do Papa Berto?

– E sobre o quê?

– Sobre doidos.

– Eu sempre soube que você daria certo, macho. Tenho orgulho de você.

R. Êita peste!!!

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me com essa tua história arretada, meu caro amigo.

Só mesmo nesse nosso antro escroto seria possível uma situação surreal feito esta.

Pois é: quinta-feira passada tu foi o conferencista da assembleia semanal da patota fubânica, e não pudeste falar com teu pai, que ligou na hora do evento.

“Cabaré do Papa Berto”...

Vocês inventam cada uma da porra!!!

Bom, quinta-feira, depois de amanhã, a partir das sete e meia da noite, vai ter mais desmantelos.

A audiência está crescendo a cada semana, por conta de divulgação feita pelos frequentadores deste movimentado e divertido cabaré.

Até lá, meu Poeta!!!

6 pensou em “JESUS DE RITINHA DE MIÚDO – ACARI-RN

  1. Já havia vista pré-ereção em cabaré, principalmente quando o cabrito, ainda novo, é levado pelo pai para se iniciar nas coisas gozísticas com as “damas da fudelânça”, mas (arretado mas), preleção é a primeira vez. kkkkkkkkkk

  2. O pai de Jesus de Ritinha é um sábio ao reconhecer que o filho dava certo na vida com os doidos! Kkkkkkkkk.

    Esse é o orgulho de um pai que tem um filho assim!

    Essa é a virtude do Cabaré do Tio Berto: levar a cultura da fuleiragem nordestina aos quatro cantos do mundo.

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