CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

O mundo, inclusive o Brasil, principiou a vacinação da Covid pelos idosos. OK.

Alusivamente a esse critério científico, permita-me nobre leitor trazer a lume o que sucede aos cachorros. Vejamos: não é o dono do cachorro que traz o carrapato para dentro de casa, mas o próprio cachorro quando das suas andanças pelos regaços das matas ou quando no exercício das suas vadiagens.

Essa constatação abona dizer que se alguém merece, preliminarmente, ser imunizado contra o carrapato não é o dono do cachorro, mas o próprio cachorro; que arrebanha os infestos parasitas do externo para o interno dos domicílios.

Essa inspiradora verdade sugere, por aplicação analógica, que a vacinação covidiana merecia principiar pelo grupo laborativo, “os trezentos de esparta”, a bem dizer os guerreiros que combatem no front, aqui subentendidos todos aqueles que deixam seus lares no alvorecer e parte para as respectivas trincheiras.

O raciocínio, coerente para uns, dislate para outros, evidentemente não é generoso para com os idosos sob o regime da inatividade, mas é prestimoso para substanciar o argumento.

Convém sublinhar que este arrazoado não exprime o intento de contradizer a ciência, mas apenas o registro de uma realidade para fins de reflexão. Destarte, que ninguém se amofine, se abespinhe por isso.

6 pensou em “JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

  1. Que Berto tome as providências cabíveis. Absurdo dos absurdos. E ainda pede que ninguém se amofine, se abespinhe por isso.
    Caríssimo señor Fortes,
    Exemplificarei SEUS múltiplos absurdos em 5 implacáveis itens por mim elencados abaixo:
    1. Seu texto é perfeito;
    2. irreparável;
    3. Magnífico;
    4. Bate exatamente com o que tenho comentado com minhas amantes quadrigêmeas tailandesas nos momentos em que não estamos em atléticos joguinhos sexuais;
    5. Que o fubânico e genial FORTALEZA publique neste JBF uma infinidade de outros textos, tão lúcidos como este.

  2. Acho que o que devia ter sido feito em primeiro lugar seria testar a população e isolar aqueles que o teste fosse positivo ao invés de querer isolar todos. Os “defensores da ciência” não fizeram nada para impedir a proliferação da infecção. O “fique em casa” só funciona para quem tem condições financeiras. Já imaginaram se os produtores de verduras obedecessem o “fique em casa” estariam quebrados financeiramente e o povão estaria comendo o que? Durante um certo tempo o povão ainda poderia comer enlatados mas verduras teriam que ser compradas no sistema delivery né? E não me venham com a estória de que os produtores não teriam como se aglomerar, pois pelo que eu sei eles entregam seus produtos no CEASA !

    • É fácil para os regiamente pagos pelo erário, de mesas abastadas, de papadas pletóricas, dizerem para os malcomidos, os de bucho ocado, ficarem em casa, se é que choça pode ser chamada de casa. Essas autoridades, de despensas demarcadas por abasto copiosos, precisam que alguém lhes apresente o Brasil: do Vale do Jequitinhonha, das palafitas do Pará, do semiárido nordestino, das favelas. Para os párias da sociedade, a fome tem primazia sobre o medo do vírus. O filme é antigo, os portadores de nomeada, os portadores de títulos nobiliárquicos e tantas distinções inventadas pelo homem, estão sempre a receitar em gabinete fechado o que supõem ser melhor para os proletários, aliás, muito bem assistidos pelo desamparo, pelo infortúnio,

  3. Embora eu e minha dama já tenhamos recebido a dádiva da vacina, concordo plenamente com o pensamento do Jacob, aceitando correr o risco das maldições dos cientistas da linha “mandetiana”, que nos mandou ficar em casa, mesmo tendo amplo espaço ao ar livre, para soltar os meus bem nutridos pums.
    Não faz muito tempo, essa sacanidade bestífera, que é o JBF, acolheu um pequeno cartaz que ousei repassar a seu ilustre editor, que lembrava uma verdade axiomática, ao dizer que “o pão que nós comemos em nosso café da manhã foi feito por um padeiro teimoso que foi trabalhar.”
    Daí, somos levados a pensar que esses cientólogos de fancaria já merecem algumas boas palmadas que os façam lembrar que os tempos de chuva de maná foram outros.
    Há muito que fomos condenados ao suar para ter o pão nosso de cada dia.

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