CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

“POBRES ESTÚPIDOS”

Durante um programa da Globo News, Octávio Guedes, visivelmente inflamado de furor e arrogância, qualificou de “pobres estúpidos” os brasileiros que receberam o auxílio emergencial pago pelo Governo.

Esse auxílio, pelo que já foi amplamente divulgado, teve por destinatários, unicamente, os desempregados, os necessitados, os desamparados, enfim, os demarcados por toda sorte de escassez e sofrimento.

Como se não bastasse o lastimoso infortúnio dessa gente, vítima de acentuada lepra social, agora vem esse Octávio Guedes, tomado de acesso de nojo pelos pobres, tachar de “estúpidos” esses sofridos brasileiros, famélicos, amarrotados, cansados de tantos padeceres.

Que esse Octavio Guedes (seguramente produto de palácio de cristal) tenha preconceito contra a pobreza, isso lá é sentimento dele, embora essa hostilidade odiosa, por respeito a um BRASIL esbandalhado pela pandemia, jamais devesse ser propagandeada, ainda mais arrimando-se num microfone da Rede Globo. Quanto a dizer que os pobres são estúpidos, nisso há um grande equívoco. A pobreza não deriva da estupidez, nem estupidez ocasiona pobreza; trata-se de um traço que pode alojar-se em qualquer pessoa, rica ou pobre, apedeuta ou culta. O certo é que a pobreza também se pauta pela decência.

Essa manifestação de escarnecer a pobreza é intolerância que pode até combinar com o desvario deste ou daquele jornalista, mas seguramente é gesto que não honra a magnanimidade e o real merecimento do jornalismo pedagógico.

Senhor Octávio Guedes, espero que o seu sentimento de ojeriza aos pobres, que repercute em todo o País, não sirva para extraviar o amor do próximo; sem ele o rico é pobre.

20 pensou em “JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

  1. Amigos, posso estar equivocado, mas a expressão que ouvi do Otávio Guedes foi “É o pobre, estúpido!”. Uma alusão à frase “É a economia, estúpido!”, que teria sido pronunciada por um sujeito chamado James Carville, em 1992.
    De modo que, mesmo não concordando com a avaliação do comentarista sobre o tema em questão, entendo que ele não chamou os pobres de estúpidos.

  2. Independente da posição da virgula na frase, uma coisa é certa….ele chamou alguém de estúpido. Palavreado que a globolixo poderia pedir o impechement de Bolsonaro caso fosse ele que pronunciasse.

  3. Sem querer entrar no mérito. Mas, quem seria o estúpido? Quem ele estaria se referindo? Depois de pronunciar “É o pobre”. Por quê o Sr. Jacob Fortes, no início do seu comentário cita: “visivelmente inflamado de furor e arrogância”.
    Com todo respeito à sua colocação. Senhor Juiz Marcos Mairton. Acredito que de 80% a 90% das notícias à respeito do assunto. O entendimento tem apontado para o desrespeito, o desprezo e a afronta desse senhor para com o cidadão desvalido e mais ainda o pobre Nordestino. Que já foi criticado por uns e aplaudido por outros, em certas vêzes – por receber todo tipo de assistencialismo eleitoreiro – direcionar seus votos para os representantes do domínio político de décadas, cumpliciados com toda sorte de gente, partidos, empresários, mídia venal e tantos outros. Tudo, hoje, notório e sabido por toda população. A verdade, se o senhor e demais leitores e comentaristas, me permitirem. Se nós tivéssemos, nesses vinte meses do Governo atual a “calmaria” que as administrações passadas tiveram para gerirem o País com competência, afinco e respeito. Ao invés disso, preferiram assaltar, saquear, aparelhar, beneficiar os amigos do rei e toda sorte de desmandos, elucubrações, acordos e blindagens jurídicas para se perpetuarem no poder. Bem, essa hegemonia, felizmente foi quebrada. Com o avanço paulatino para a consolidação do Conservadorismo no seio da nossa Nação. Esses detratores, traídores, hipócritas e demagogos. Estão desesperados. São capazes de qualquer coisa para reaverem seu passado inglório, imoral, indigno, vil e sem caráter. É inerente à eles. Portanto, estão se utilizando de toda covardia, mazelas e mecanismos para sabotarem diuturnamente o atual Governo. Não duvido, que essa atitude abjeta, vulgar, infâme, calhorda e ofensiva, desse mal intencionado leitor de
    noticias. Tenha sido combinada e diabolicanente planejada para produzir os efeitos, por ora, observados. Desviar a atenção das pautas importantes para o progresso e o crescimento do País. A torcida contrária é muito forte, bem o sabemos. Aos poucos vamos ganhando uma batalha por vez até a Vitória final. Vamos vencer essa guerra, tenho convicção e certeza. Uma boa semana para todos. Deus, Pátria e Família.

    • Meu caro Luiz Carlos, fique à vontade para me chamar apenas pelo meu nome.
      Estamos entre amigos aqui no JBF.
      Quanto ao seu comentário, entendo perfeitamente a sua indignação. Como cearense, nascido na periferia de Fortaleza, também fico indignado quando vejo comentaristas e analistas políticos se referindo aos nordestinos como pessoas sem discernimento, guiadas apenas por suas necessidades básicas.
      No mais, tenho tentado me manter afastado de discussões políticas.
      Grande abraço!

  4. A expressão é infeliz por si só. Mesmo em inglês.
    Aliás, pouco tenho visto a GloboNews, porque entendo que eles têm misturado muita informação com opinião, e opinião tendenciosa. Otávio Guedes é apenas mais um dos que não me agradam.
    Acontece que não gosto de frases distorcidas para nenhum lado, por isso postei o esclarecimento que entendi pertinente.

    • Caro Marcos, vou repetir o comentário que fiz cedo para o “deu no Twitter” logo cedo com o mesmo assunto:

      Sou Conservador e não vou aproveitar de uma frase mal formulada de um Jornalista para sapatear. Isso é coisa da esquerda. Vamos à história:

      Quando Bill Clinton concorria à Presidência dos Estados Unidos contra George Bush (pai), não lhe faltavam ideias sobre os mais diversos setores do governo federal que queria criticar. O então governador do pequeno Estado de Arkansas enfrentava um adversário sentado na cadeira de presidente – um verdadeiro Davi contra Golias.

      Bush, que tinha 90% de aprovação no início daquele ano, viu seu apoio popular desaparecer em menos de um mês ao ordenar uma invasão ao Iraque. Percebendo a oportunidade, Clinton queria se manifestar contra a Guerra do Golfo, mas foi seu estrategista político, James Carville, que colocou o jovem governador no caminho vitorioso ao apontar o verdadeiro motivo da insatisfação dos norte americanos: “É a economia, estúpido!”

      Então esta frase ficou como um mantra de que a economia define a eleição. Se ela vai bem, não importam os outros problemas, Foi assim com o Lula em 2006, mensalão no auge, porém o povão via as benesses da economia que bombava na época.

      O Jornalista da CNN quis adaptar o jargão para “São os pobres, estúpidos” par justificar a alta na popularidade do JB. Porém ficou tão esquisito, tão estúpido, que não deu para perceber a pausa entre pobre e estúpidos, dando margem a interpretar que ele quis dizer que os pobres são estúpidos, porque votam no Bolsonaro.

      Eles etão fazendo o possível e o impossível para reeleger JB.

  5. Concordo com a observação de Marcos Mairton; assisti ao vídeo e também entendi que se tratava de uma paráfrase da expressão cunhada por James Carville; daí me abstive de comentar o fato aqui no JBF ou em qualquer rede social.

    Esse é mais um exemplo de frase mal formulada e mal interpretada que monstra o lamentável estado de coisas em que vivemos. O simples fato de que tantos acreditaram que o jornalista ofendeu os pobres é prova do descrédito da população na antes incontestável rede Globo.

  6. o contexto da manifestação raivosa do repórter era identificar os responsáveis pela alta da popularidade do Bolsonaro. Daí identificou os “pobres estúpidos”. A dita citação, conhecida por pouquíssimos sabichões, é que está completamente fora do contexto.

  7. Agradeço-lhe pela deferência e gentileza. Também sou nordestino de Pernambuco, nascido em Recife. Nossa região e nosso povo abençoados e que tanto orgulho nos dão, não merecem ofensas e desatinos, independentemente de quem ou de onde são provenientes. Não é verdade? Tenho pelo senhor, apreço e respeito, antigos. Acompanho sempre suas incursões aqui no Jornal da Besta Fubana, desse admirável e genial Luiz Berto Filho. Nesta Gazeta é quase que impossível não aprendermos, adquirimos uma diversidade de conhecimentos e saberes. Através dos seus Metres. Desde o Editor, os colunistas e demais colaboradores e comentaristas, que muitos destes tem suas colunas também. Tomei conhecimento do senhor, da sua estatura curricular multíplice. Atuando com sapiência e habilidade nos diversos segmentos. Por intermédio do JBF. Daí então, pude associar, conferir e constatar o que eu teria lido em outra ocasião e em outro meio de comunicação: O primeiro Juiz do Brasil que proferiu uma sentença em verso e prosa de Literatura de Cordel. Li tudo, com surpresa e admiração. Portanto, Digníssimo Juiz Marcos Mairton. Prazer imenso em conhecê-lo e poder fazer essa troca de mensagens com o senhor. Meus cumprimentos. Fique com Deus.

  8. Com todo respeito aos senhores comentaristas e as opiniões aqui tão bem expostas. Mal entendidos à parte. O argumento principal que é colocado sobre o contexto da frase com vírgula ou sem vírgula. Acredito que caia por terra. Tendo em vista que (coloco como pseudos: a emissora e o jornalista, tendo em vista nossa conjuntura) é inadmissível que ambos não tenham conhecimento de pesquisa realizada onde se apurou que apenas 8% da população brasileira são proficientes. Ignorar o impacto que isso causaria, como está causando, na opinião pública. É falta de profissionalismo e conhecimento. Não merecem estar onde estão. Ou ainda, agiram propositalmente. Denota-se e constata-se, então, a má fé e a hostilidade gratuita em ofender os Nordestinos, que também são Brasileiros.

  9. Prezados Amigos,

    Eu creio firmemente que o jornalista que proferiu esta malfadada frase estava tentando explicar o papel fundamental que os pobres desempenham em qualquer eleição, usando para isto uma réplica da frase do analista americano, conforme detalhou tão bem o Marcos.

    Querer retirar a frase do contexto em que foi dita, inclusive retirando uma possível vírgula, a fim de torná-la ainda mais grosseira e ofensiva do que já é, é exatamente a tática adotada pelas esquerdas raivosas e que tanto abominamos.

    Eu me recuso a endossar esta interpretação e esta histeria a respeito deste assunto, assim como concordo com a observação (mal formulada) de que as camadas mais pobres são decisivas nas eleições aqui no Nordeste.

  10. Fortes em sua fortaleza fubânica colocou o tema e os fubânicos chegaram junto. Sancho, achando que todos foram brilhantes no que escreveram, segue o relator ADÔNIS: Eu me recuso a endossar esta interpretação e esta histeria a respeito deste assunto, assim como concordo com a observação (mal formulada) de que as camadas mais pobres são decisivas nas eleições no Nordeste.

    Abraço forte para o Jacob, um fubânico sempre presente nesta gloriosas e histórias páginas, que ficarão para sempre na história.

    Peleemos pelo bem do Brasil, gente amigo do JBF.

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