CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SALVAGUARDANDO OS TRABALHADORES

É do conhecimento público que o peso de um saco de cimento é de 50 quilos. Esse exagero não é exclusividade das indústrias cimenteiras. Outras embalagens, ou fardos, apresentam pesos ao derredor desse patamar. O despautério se agrava com o prescrito pelo artigo 198 CLT, (decreto lei 5.452/43), do seguinte teor:

“É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher”.

Essa exageração, de contornos escravistas, flagrantemente contrária à capacidade de um homem adulto, concorre para produzir efeitos maléficos à saúde dos trabalhadores, muitos dos quais, por comprovada incapacidade, passam a onerar, na condição de beneficiários, o erário, ou seja, o bolso do contribuinte.

Diferentemente desse contrassenso tupiniquim, os Estados Unidos há decênios dedicam-se à ergonomia do trabalho, (estudo científico das relações entre o homem e a máquina), criação do estadunidense Taylor, (Frederick Winslow Taylor, 1856-1915), engenheiro mecânico autor da teoria mecanicista da Administração.

Os sobreditos pesos, que infligem labor desapiedado, estão mais para o King Kong do que para a compleição dos brasileiros, aliás meãos de estaturas. Destarte, em prol do que é justo, os órgãos competentes, inspirados nos postulados básicos de Taylor, poderiam tomar o conveniente alvitre de realizar estudos que contribuam para nitidificar essa realidade, descuidada, e, outrossim, estabelecer parâmetros compatíveis com a real capacidade dos brasileiros. De brinde, a folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, receberia um adjutório.

A presente ideia mudancista tem por escopo salvaguardar a saúde dos trabalhadores.

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