INVESTIMENTOS

O mercado de capitais é um canal para a capitalização. Através da Bolsa de Valores, corretoras e instituições financeiras, pessoas com espírito empreendedor negociam títulos mobiliários com o propósito de conseguir recursos financeiros da sociedade para aplicar na constituição de empresas com atividade econômica. Tanto do ramo do comércio, serviços, negócio próprio ou na área industrial.

Existem diversos caminhos para investir. Fazer o capital circular, custear o desenvolvimento econômico, comprar ações, títulos públicos, aplicar em fundos de investimentos ou na previdência privada. Todavia, muitos investidores, de menores possibilidades financeiras preferem encarar o próprio negócio. Esquecem os demais roteiros de investimento.

Então, para realizar uma ideia, executar um projeto, concretizar um plano, o investidor tem de estar atento, ficar alerta, para não dar um tiro no escuro. Arriscar o investimento, esbarrar em problemas para evitar a perda do capital.

O sonho geral é garantir perspectiva de retorno do capital investido, com rentabilidade. Para isso, é necessário investir com segurança e equilíbrio de modo a evitar erros, não dar um tiro no escuro, pisar em falso, amargar bancarrota, lamentar arrependimentos.

O investimento nunca deve ser tratado como uma aposta, mas como uma possibilidade de ganhar dinheiro, via trabalho, de modo a tornar real o sonho da liberdade financeira. Fantasia quase generalizada.

Através de pesquisa, o investidor encontra o ramo de negócio mais viável de acordo com suas pretensões. Opções, são diversas. Têm de montão. O fato mais concreto é o investimento não ter um canto certo. Ele aterrissa onde encontrar melhores vantagens. Pousa onde vislumbra boas ofertas de rentabilidade.

Em virtude das crises, especialmente a financeira, que afetaram a economia brasileira, muitos investidores nacionais optaram por procurar porto seguro nos mercados estrangeiros. Por uma simples razão. No exterior, a perspectiva para obter gordos rendimentos é bem mais fácil do que no Brasil. A facilidade cativou ema porção de brasileiros capitalizados. Muitos políticos aproveitaram a facilidade para dar guarida ao dinheiro obtido via corrupção, a fim de render uns bons trocados roubados do povo.

Na República Popular da China, a chamada para os investidores estrangeiros desembarcar na economia chinesa começou com a reforma econômica. Foram vinte anos de arrumação da casa. Entre 1979 e 1999 começaram a rolar parcerias comerciais e industriais. Atualmente, 60% das exportações e importações da China tem a participação do capital estrangeiro, principalmente depois que o governo chinês distribuiu vantagens tributárias para muitas empresas multinacionais atuarem nos setores energético, de telecomunicações e de transportes.

Da mesma forma, na medida em que economia brasileira cresce, as oportunidades de participação empresarial se ampliam e a classe média melhora de situação financeira, o Brasil cativa a atenção do exterior.

Por isso, há 50 anos o país regulamenta normas direcionadas ao capital externo. Busca direcionar atrações para conquistar a permanência de capitalistas estrangeiros no país.

Os cinco maiores investidores estrangeiros no Brasil são Estados Unidos, China, Japão, França e Itália. No segundo trimestre deste ano, foram registrados 36 projetos, dos quais 28 confirmaram a aplicação de US$ 15 bilhões. Caso o restante dos países interessados em investir no Brasil se concretize a soma de investimentos estrangeiros em 2019, até o presente momento, pula para US$ 17,9 bilhões.

O Mercosul, forte bloco da América do Sul, surge como um excelente guia para fortalecer as relações econômicas no cenário internacional. Por sua vez, caso o Brasil consiga a aprovação do selo de reconhecimento internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, a situação brasileira melhora bastante.

Afinal, o poderoso bloco da União Europeia é composto por 36 países membros, todos com robusta economia. Não é à toa que a OCDE é definida como o clube dos ricos.

De repente, o Brasil, país emergente, tornou-se um porto seguro para os investimentos internacionais. Pelo menos no semestre passado o país recebeu o montante de US$ 28 bilhões de investimentos estrangeiros. A decisão elegeu a economia brasileira como o quarto destino de capital estrangeiro no grupo do G-20, grupo das maiores potencias econômicas mundiais. Na frente do Brasil, aparecem os Estados Unidos que receberam US$ 151 bilhões, a China, com US$ 82 bilhões e a França, com US$ 33 bilhões. Nada mal, hein?

Imagina se a candidatura brasileira for aprovada na OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A tendência é a abertura de portas para os investimentos estrangeiros, a expansão das exportações, o aumento da confiança dos investidores no âmbito internacional. Somando as consequências, a imagem do Brasil no exterior muda da água para o vinho. Fica com a cara e o sabor do famoso prato Pot-au-feu, da gastronomia francesa. Prato também conhecido como carne de panela no fogo, semelhante ao nosso tradicional guisado.

A vantagem do investimento estrangeiro no Brasil é abrir de imediato novas empresas, gerar emprego, fortalecer a renda, aumentar a concorrência comercial, baixar os preços na praça.

As desvantagens do capital estrangeiro no país é a remessa do lucro para o exterior e o perigo de empresas mais fortes forçarem o fechamento das empresas nacionais fracas de caixa.

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