RODRIGO CONSTANTINO

Operação policial na favela do Jacarezinho, no Rio, culminou em 25 mortes, e a grita da esquerda está grande: logo saíram em campo para defender bandidos e condenar a polícia. É um verdadeiro espetáculo de inversão de valores, que ilustra o afastamento crescente entre elite cosmopolita “progressista” e povo.

Na Folha, um texto puxa logo o aspecto racial, mistura alhos com bugalhos, tudo para impor a narrativa de “racismo sistêmico” no país. Diz um trecho: “O perfil de quem é preso ou morto nesse combate às drogas é jovem, negro e pobre. Não custa lembrar que em 2019 foram mais de 47 mil mortes violentas no país, das quais 74% de negros e 50% de pessoas que tinham de 15 a 29 anos. Quase um terço das condenações dos mais de 700 mil presos no país é por crimes relacionados a drogas, segundo dados do Ministério da Justiça referentes ao primeiro semestre de 2020”.

O que essa turma toda não enxerga, ou não quer enxergar, é que esses traficantes, altamente armados com fuzis ilegais, utilizam a população local como escudo humano, exatamente como fazem os terroristas do Hamas no Oriente Médio. Roberto Motta, que foi secretário de Segurança Pública, comentou sobre o assunto:

Vou explicar para quem ainda não entendeu: da mesma forma que terroristas do Oriente Médio usam a população local como escudo humano, os narcotraficantes do Rio usam a população das favelas para proteger o seu negócio. Os grandes entrepostos de distribuição de drogas estão em favelas, mas não porque os traficantes são pobres coitados sem oportunidades. Eles estão lá porque a população local – inclusive mulheres, crianças e idosos – serve como escudo humano e sistema de alerta contra a policia. Toda a vez que você ver uma machete que diz “jovem trabalhador baleado em troca de tiros” lembre-se disso. Essas pessoas não são baleadas por acaso. Seus ferimentos ou morte servem de proteção ao tráfico, e ainda trazem o benefício adicional de demonizar a polícia e levar a sociedade a ter empatia com os narcoterroristas. Essa empatia – essencial para os negócios – é estimulada por uma midia mal informada e por ONGs de “direitos humanos” que, muitas vezes, são meros departamentos de marketing dos narcoterror. Você já deve ter visto inúmeros depoimentos de famílias de vítimas de “bala perdida”acusando a polícia. Mas você lembra de algum depoimento em que a família acusa o tráfico? Você já deve ter visto os comoventes – e convenientes – desenhos feitos por crianças das “comunidades” que mostram helicópteros atirando em pessoas. O que você provavelmente não sabe é que o helicóptero oferece proteção essencial para operacoes policiais contra narcoterroristas profundamente escondidos em favelas, e por isso impedir seu uso é fundamental. […] A verdade é que os narcoterroristas impõem um regime de terror nas favelas que ocupam, abusando dos moradores e os usando como escudo. Os traficantes são odiados pelos cidadãos de bem e trabalhadores, que são a maioria absoluta em todas as “comunidades”. […] O Rio pode voltar a ser um lugar tranquilo para se viver, assim como Nova Iorque, Miami, San Francisco, Milão, Frankfurt, Londres ou Bruxelas. Em todas essas cidades existe tráfico; em nenhuma delas existe narcoterror.

Mas nada disso importa para a esquerda, que mais parece assessoria de imprensa dos traficantes. Eis o que a globalista Ilona Szabó, que Sergio Moro queria como conselheira do governo, disse sobre o caso:

A parte mais violenta não seria aquela com fuzis usando a população como escudo humano? Ou então aquela que abertamente deseja a morte de um presidente eleito por 58 milhões de brasileiros? A violência, segundo a desarmamentista radical, está na polícia, não em marginais armados com fuzis nas favelas! A esquerda parece amar traficantes, enquanto odeia policiais. Ignoram a realidade das favelas:

Mas boa parte da mídia toma o lado dos bandidos. Na CNN, eis o perfil do “especialista” convidado para “analisar” o “massacre” no Jacarezinho:

Um defensor de um bandido como Lula vai mesmo ficar do lado dos traficantes e contra a polícia: é até coerente! No fundo não é nem com a vida do marginal que a esquerda caviar se preocupa. É com o aumento no preço da “coca” por conta da “repressão policial”. A manifestação do Psol em defesa dos traficantes armados com fuzis e eliminados pela polícia não teve muita adesão popular, apesar de ignorarem a recomendação contra aglomerações, mas teve a assessoria de imprensa da mídia…

Desde quando meia dúzia de gato pingado é notícia? Mas apesar de toda a campanha orquestrada pela esquerda, com a ajuda da imprensa, o povo não cai nessa. Quando os policiais ignoram ordens supremas e eliminam vagabundos traficantes, o povo decente aplaude. É só quando obedecem governadores autoritários e prendem trabalhador honesto na pandemia que reclamamos…

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