ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Toda minha vida, tenho tido uma exaustiva busca a fim de conhecer a verdade profunda das coisas e situações que me cercam, neste maravilhoso mundo que nos foi presenteado pela graça d´Aquele que nos criou.

Para levar a contento esta aspiração, usei como base deste meu intento o estudo detalhado de todas as formas pelas quais se processa o nosso conhecimento (epistemologia), bem como todos os desvios encontrados neste árduo caminho, muito especialmente as tão famosas “falácias”, entendidas como raciocínios aparentemente lógicos e racionais, mas que, na realidade, nos levam a conclusões totalmente erradas.

Dentre as inúmeras falácias já conhecidas e detalhadas, uma que tem sido mais frequentemente utilizada atualmente é o apelo à força da autoridade, verdadeira ou suposta, daquele que emite um determinado conceito.

Ocorre, porém, que não são todos os argumentos advindos de uma autoridade que são maus! O progresso do conhecimento humano se tornaria impossível se não recorrêssemos frequentemente a argumentos das autoridades, já que a maioria absoluta de nossos conhecimentos são advindos exatamente dessas mesmas pessoas. Foi exatamente por suas ponderações corretas que elas se tornaram “Autoridades” naquele assunto.

O apelo à Força da Autoridade se torna uma falácia de diversas formas: Primeiro, quando o especialista convocado (a autoridade) não é especialista na matéria em questão. Dizer que “Einstein falou que a maneira de acabar com as guerras é ter um governo mundial! Logo: a maneira de acabar com guerras é ter um governo mundial”. Como Einstein era um especialista em física, mas não em filosofia política, este argumento é um típico exemplo de mal-uso do Argumento de Autoridade.

Apesar de Karl Marx ser um especialista em filosofia política, o seguinte argumento de autoridade também é falacioso: “Marx disse que a maneira de acabar com as guerras era ter um governo mundial; logo, a maneira de acabar com as guerras é ter um governo mundial”. Neste caso, é mau porque uma quantidade significativamente grande e poderosa de outros especialistas discorda veementemente desta afirmativa.

Depois, só podemos aceitar a conclusão de um argumento de autoridade se não existirem outros argumentos mais fortes, ou de força igual, a favor da conclusão contrária. Dentre os argumentos mais fortes, e até inquestionável mesmo, está a evidência empírica. Podem existir montes de especialistas afirmando o contrário, mas, se as evidências apontarem na direção contrária, estarão todos fazendo papel de idiotas.

Lógico que, mesmo sendo o rei dos argumentos, até a evidência empírica pode nos levar a conclusões erradas, tal como a ideia de que o sol gira ao redor da terra. Muitas vezes, até os nossos sentidos nos enganam e nos levam a conclusões erradas. A INTERPRETAÇÃO das evidências também é de fundamental importância.

Por tudo o que foi acima exposto, dá para ver o quanto é importante mantermos uma atitude de permanente e saudável ceticismo perante toda a avalancha de “Argumentos de Autoridades” com que somos soterrados diuturnamente pelos mais diversos meios de comunicação, a maioria dos quais falaciosos.

De alguns anos para cá, temos sido bombardeados por uma praga conhecida pela alcunha de “Influenciadores”!

Quem são essas figuras, afinal?

Um bando de gatunos que, alçados pelos meios de comunicação à condição de “Arautos da Verdade”, passaram a se comportar como o “Oráculo de Delfos” e começaram a vaticinar sobre tudo e sobre todos, sempre de maneira peremptória e definitiva, nunca admitindo contestações, por mínimas que sejam.

Para aqueles que, como eu, já estão mais avançados na caminhada da vida, fica facílimo ver de imediato o imenso ridículo que tudo isso representa.

Para os mais jovens, aí já não é tão fácil fugir dos Mecanismos de Defesa Psicológica da Identificação e da Projeção. O pior é que, além de sermos os campeões mundiais neste tipo de mistificação, o tipo grotesco de figura que passa a influenciar as multidões de nossos jovens, e de alguns até nem tão jovens assim, é uma pletora de seres absolutamente desprezíveis e pobres de espírito, quando não são explicitamente bizarros e grotescos, com uma visão de mundo absolutamente distorcida e vulgar! Exemplos: Uma jovem que mandou tatuar o ânus a fim de aumentar a sua exposição na mídia. Outros, figuras ambíguas e indefinidas, éfebos anfíbios e melífluos, que não sabem nem se são homem ou mulher. E por aí segue o circo de horrores. A consequência? A Geração “X”! Multidões de jovens angustiados e inseguros a respeito de tudo, principalmente da sua própria sexualidade e de seu papel no mundo. Esses são os “pensadores” que servem de referência aos nossos jovens. Daí a estes serem aliciados para a massa de manobra dos revoltados, sem nem saber exatamente contra o que e contra quem, é um pulo. Fica muito fácil, para os recrutadores, arrebanharem acólitos para apoiar o engodo do “mundo mais igual”!

A nível mundial, a coisa vai na mesma toada. Por exemplo: uma fedelha sueca, que mal menstruou e já é “vendida” como a referência em questões ambientais, sendo exaustivamente mostrada como tal em todos os meios de comunicação mundiais.

De imediato, surgem-me inúmeras questões a respeito deste assunto:

1º – Quem banca as peripécias peripatéticas desta guria pelo mundo?

2º – Quais as pessoas e grupos serão beneficiados, caso as imbecilidades por ela pregadas venham a ser aceitas em todo o planeta? “Cui Bono”?

3º – Quem prepara e coordena a implantação deste teatro de manipulações a nível mundial?

4º – Qual o objetivo final de toda esta palhaçada?

5º – Para onde essas feras ocultas estão querendo nos conduzir?

6º – Porque o foco concentrado deste tiroteio parece ser sempre o Brasil?

7º – Quem são os patronos desta nova “Era das Trevas” que estão impingindo à humanidade?

8º – Por que este esforço concentrado visando diminuir, ou até mesmo extinguir, a nossa capacidade de perceber e analisar racionalmente o que se passa ao nosso redor no mundo?

Se este nosso mundo sempre foi “Um Vale de Lágrimas”, segundo os cristãos, ou um “Planeta de Expiação”, conforme os espíritas; parece que estamos nos encaminhando rapidamente para ser uma sucursal do inferno.

4 pensou em “INFLUENCIADORES

  1. Salve grande mestre Adônis! A resposta para suas indagações está na tentativa de formação da Nova Ordem Mundial por uma elite composta por não mais que 20 grandes meta capitalistas, cujo exemplo mais visível é o George Soros. São eles, através de suas fundações (um modo de manter suas fortunas longe das taxações dos governos) financiam as Gretas da vida.

    O Objetivo? reduzir a população mundial viável a uns 500 milhões de habitantes, enquanto o resto ficaria preso a controles sociais. A China fazia parte deste esquema, porém, o Camarada Xi resolveu ficar com a coisa só para si e seu PCCh.

    Sabe o que está atrapalhando o plano destes globalistas? Pois é, o movimento conservador, que não aceita tutelas do estado sobre as pessoas.

    Quem hoje no mundo representa mais este movimento conservador? O Brasil e seu presidente Bolsonaro. Então todos se voltam contra o BR.

    O momento mundial hoje é decisivo.

  2. Grande mestre Adonis, excelente artigo !
    Nada como uma brilhante síntese para definir e qualificar com exatidão esse fenômeno asqueroso dos ditos “influenciadores”.
    E ainda cabe mais uma constatação: esse tipo de gatuno, como o mestre bem definiu, somente encontra terreno para disseminar suas bobagens porque o público é terrivelmente estúpido, de baixa inteligência mesmo.

    Abraços daqui do sul do mundo.

  3. A INTERPRETAÇÃO das evidências também é de fundamental importância… Creio que evidente está que o PARTIDO COMUNISTA CHINÊS caminha, sem pressa alguma (ah, os orientais, diria o Robin: santa pacência, Batman!!!) para tornar real seu texto: é ter um governo mundial… é ter um governo mundial…é ter um governo mundial… COMANDADO pelo camarada Xi Jinping…

    Diria minha irmã, a professora comunista e petista Marya Yelena: Porque não, Adônis?

    • Certamente também errou o senhor Wade, sendo um típico exemplo de mal-uso do Argumento de Autoridade. Escreveu este: “Prefiro o paraíso pelo clima e o inferno pela companhia.” Ben Wade

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