A PALAVRA DO EDITOR

A ideia de transformar o meio ambiente, via utilização de matérias em disponibilidade é antiga pra chuchu. Vem desde os tempos remotos. No entanto, sobressaltado e cabreiro com tantas notícias desastrosas, o mundo procura buscar alternativas para esquecer as dificuldades. Vencer os obstáculos que sempre aparecem, inesperadamente.

Acreditando na esperança de sucesso, o empreendedorismo entrega-se às pesquisas para encontrar saídas viáveis. O caminho tem sido através de estudos planejados, visando vencer barreiras, obter provas de que nem tudo está perdido. Apesar da descrença generalizada nas políticas públicas, que no Brasil são deficientes. Merecedoras de críticas.

Embora a sociedade mundial não acredite, mas os registros comprovam que, anualmente, crescem as diferenças em dois importantes temas. Pesquisa e Desenvolvimento. Tradicionalmente chamado de P&D, pesquisa e desenvolvimento é o tipo de estudo que direciona os negócios dentro da lógica. Afinal, negócio não é jogo de loteria, cujo acerto depende da sorte.

Quem pensa em crescimento, para evitar dissabores, submete-se a uma série de fatores. Conhecimento de mercado, preço baixo, qualidade do produto, viabilidade econômica, rapidez no atendimento e projeções inovadoras.

Evidente que para levar projetos adiante, dois fatores são fundamentais. Recursos humanos e financeiros. Dominados, estes dois itens possibilitam conhecer o conceito sobre a originalidade do produto, a aplicabilidade, a relevância, a concorrência, o comportamento das leis mercadológicas, e, sobretudo, o modo de verificar a possibilidade de expansão.

Compete à área de Pesquisa e Desenvolvimento a responsabilidade de checar todo tipo de informação para captar a capacidade de mercado, o foco da clientela, a tecnologia empregada na exploração comercial, as possíveis inovações para despertar o consumo, sugestão para entrar de frente com novos investimentos e, finalmente, descobrir as possíveis tendências na concorrência.

O maior problema de muitos países relaciona-se com a estagnação da produtividade do trabalho e da redução da renda. Culpa do ensino de baixa qualidade.

O Brasil, a Rússia e a África do Sul são vítimas da estagnação econômica desde 1980, ao contrário da China e da Índia que obtiveram crescimento no período. Outro detalhe de significativa importância, é que em toda a América Latina, o Chile é o único país a registrar boa performance entre 1980 e 2010.

Por outro lado, no cômputo geral, a Coréia do Sul tem mostrado raça nas pesquisas de desenvolvimento que apontam o enquadramento deste país como nação desenvolvida.

No entanto, o surpreendente é constatar que no quesito depósito de patentes, o crescimento mundial tem sido pequeno e a tendência de aumento preocupa, em virtude da timidez nas pesquisas.

Com relação ao Brasil, o fator preocupante é concluir que, se não fossem as universidades, quase não existia produção de patentes e de inovações. Sinal de que o país anda muito devagar, bastante atrasado na evolução de pesquisas industriais, principalmente no setor privado.

Aliás, nesse campo, está claro que as empresas ainda não despertaram para a importância das pesquisas. Preferem contratar os órgãos públicos, funcionando atrofiados e com aquela contumaz lentidão.

O fato é comprovado nas estatísticas que mostram o atraso brasileiro na área da base técnico cientifica. Os levantamentos são vergonhosos. Mostram que o contingente de brasileiros sem instrução, quase se equipara à quantidade de pessoas diplomadas no ensino superior.

Por outro lado, os dados relacionados às pessoas com fundamental incompleto são altíssimos. É muito estudante fugindo dos estudos, antes da conclusão do curso, por motivos diversos. No secundário, o Brasil também ainda não valorizou o ensino como realmente deve ser administrado. A formação de doutores, com curso de doutorado, é baixa, permanece insignificante para a grandeza do país. Daí, quase não aparecer cientista brasileiro, capaz de apresentar impacto intelectual na produção científica do cenário global.

Sinal de que as universidades brasileiras continuam carentes de autonomia, governança, financiamento e bom desempenho no ensino, na pesquisa e também no relacionamento perante a sociedade.

Graças ao empreendedorismo, o Brasil tem melhorado de situação. Desde que o Sebrae entrou no circuito, os impactos têm melhorado. Embora os desafios a vencer sejam enormes. O motivo é a pequena quantidade de empresas, mesmo de pequeno porte, que se instalam no país, comparado ao excessivo número de pessoas sem trabalho.

Também pudera! Empreender no país não é uma tarefa fácil. Se bem que cresce a quantidade de pessoas que entram no ramo dos negócios.

Em 2017, existiam 52 milhões de brasileiros metidos em negócios. Figurando como franqueados, sócios de empresas ou então como investidores, seja direta ou indiretamente.

O que atrapalha é a burocracia. O porrilhão de documentos que o interessado tem de tirar nas repartições públicas, no âmbito federal, estadual e municipal, desestimula. São alvarás, inscrições, autorizações, registros em cartórios, guias e outros documentos necessários para autorizar o funcionamento da empresa. Mesmo de pequeno porte.

O sistema de tributação é outro entrave desencorajador. O entrave é enorme. Além de taxas, a tributação envolve IRPJ, CSL, PIS, COFINS, CPP, IPI, ICMS e ISS. Caso o empreendedor não siga na linha, recebe pesadas multas. Isso, sem contar com os encargos sociais do trabalhador, rodeando o salário, como o 13º, férias e o FGTS.

Toda vez que o capitalista empreende, a economia sente positivos impactos. Gera produção, cria emprego e renda, traz inovação para o mercado, melhora a qualidade de vida da sociedade, implanta um estilo de sustentabilidade. O benefício é sentido nas comunidades, cidades, regiões e na economia do país, sob o selo de motivação.

No entanto, como o Brasil é gigantesco em extensão, mas pobre de recursos financeiros, existe um enorme buraco sugando a tranquilidade das famílias de baixa renda. São 168 milhões de pessoas, segundo o IBGE, sofrendo pressões sociais, em função da carência nos serviços básicos, como educação, saúde, moradia, emprego e saneamento.

Está na hora do país entrar com gosto de gás na aprovação de projetos causadores de impacto social.

Projetos de impacto social são aqueles, cuja finalidade é promover efeitos econômicos, sociais e culturais entre pessoas de uma comunidade. Transformar de forma positiva o mundo em sua volta, de modo a instaurar mudanças.

Exemplos de impacto social: erradicação da pobreza, fome zero, oferta de boa saúde e bem-estar à população carente, educação de qualidade, água potável, saneamento, energia limpa e, especialmente, trabalho decente.

Com a pandemia do coronavírus, então, que castigou a economia brasileira em demasia, a situação, que não estava boa, piorou. A bagunça provocada pelo vírus é sentida no consumo, na inflação, no desemprego, na dívida pública que estourou a boca do balão, além de chafurdar também nos setores produtivos. Deixando a economia brasileira de calças curtas, mostrando sequelas, desarmonias e muito disse me disse. Sem fundamentos.

Até a taxa da inflação de 2020 disparou para 4,52%, passando a meta estimada. Parece querer perseguir o alto índice de 2016, que atingiu 6,29%.

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