ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

A propósito, a canção IMAGINE tornou-se no hino imortal de John Lennon que ousou imaginar um mundo em paz.

Eis a tradução da magistral e profunda mensagem de paz composta pelo garoto de Liverpool:

Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente
Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também!
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só
Imagine que não há posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens
Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só

Nascido no dia 9 de outubro de 1940, o compositor fez história como vocalista dos Beatles e, com as letras de suas canções, tentou criar um mundo melhor, sem guerras ou conflitos. Na sua biografia consta que ele é filho de Julia e Alfred Lennon, o pequeno John Winston Lennon nasceu enquanto seu pai, um marinheiro mercante, viajava a trabalho. Com uma criatividade invejável, o menino recebeu seu nome em homenagem ao avô, John, e ao Winston Churchill. Com cabelos compridos e o clássico óculos de armação redonda, John Lennon foi uma figura bastante controversa. Nascido há exatos 80 anos, no dia 9 de outubro de 1940, ele era um símbolo do ativismo pela paz, mas também tinha atitudes questionáveis.

Conforme descreve uma reportagem escrita por Pamela Malva e Alexandre Petillo, o casal afirma categoricamente que não é surpresa dizer, por exemplo, que ele chegou a ser investigado pelo FBI em meados da década de 1970. Isso porque, para o governo norte-americano, John era o roqueiro mais influente do mundo e tinha o objetivo declarado de incitar as massas. Na época, todavia, o serviço secreto chegou à conclusão de que o excesso de drogas teria deixado o músico inofensivo. Ainda assim, os ideais afiados do ex-integrante dos Beatles eram tão repercutidos pela mídia que logo se tornaram o seu atestado de morte. Foi apenas na década de 1960 que John finalmente conheceu o universo do ativismo. Ao lado de Yoko Ono, ele participava de manifestações e fazia questão de demonstrar seus pontos de vista na música – cujas letras ele escrevia junto da namorada.

O estudioso da banda mais famosa do mundo o jornalista Felipe Cruz escreveu o seguinte: depois que os Beatles se separaram, em 1970, John Lennon dedicou os anos seguintes da carreira solo para promover seus ideais pacifistas e de igualdade social. Num terrível golpe do destino, ele foi vítima da violência que combatia, assassinado por um fanático dez anos depois, em frente a sua casa, em Nova York, com quatro tiros nas costas. Se estivesse vivo, Lennon completaria, nessa sexta-feira, 9 de outubro, 80 anos de idade. A força e a atualidade de suas letras, no entanto, sobrevivem. Relembre cinco músicas escritas por ele e que falam de temas que, infelizmente, 40 anos após a sua morte, continuam mais urgentes do que nunca, vejam só!!!

POLÍTICA: Uma das canções de protesto mais famosas de Lennon, Gimme Some Truth, falava das notícias em uma época em que o termo “fake news” não existia. Escrita durante os anos da Guerra do Vietnã e lançada em 1971, ela abre com a frase: “Estou farto de ouvir essas coisas, de hipócritas tensos, míopes e tacanhos. Tudo o que eu quero é a verdade. Apenas me dê um pouco de verdade.

PAZ: Ativista pela paz, John Lennon compôs dois hinos atemporais. O primeiro deles, Give Peace a Chance, foi escrito em 1969 durante seu protesto Bed-ins For Peace. John tinha acabado de se casar com Yoko, em março daquele ano, e aproveitou o interesse da imprensa para falar sobre a paz mundial deitado em um quarto de hotel. A letra simples e direta dizia: “Tudo o que estamos dizendo é para dar uma chance a paz”.

FEMINISMO: Composta por John Lennon e Yoko Ono dois anos após o fim dos Beatles, Woman Is the Nigger of the World causou bastante controvérsia quando foi lançada, em 1972. O casal afirma na letra que a mulher é o negro do mundo, para descrever a subserviência e a misoginia a que as mulheres são submetidas em qualquer lugar.

RELIGIÃO: Em God, mais uma música que causou polêmica, John Lennon tocou no sensível tema da religião, em que descreve Deus como um “conceito pelo qual medimos a nossa dor”. Na letra, ele fala que não acredita em I Ching, Bíblia, Jesus, Tarô, Hitler, Kennedy, Buda, Gita, Ioga, Elvis e até nos Beatles. Para em seguida dizer que acredita apenas nele próprio e Yoko Ono. A faixa traz ainda a famosa frase dita quando os Beatles se separaram: “O sonho acabou”.

John Lennon, fundador e vocalista dos Beatles, teve uma morte trágica em 8 de dezembro de 1980, numa segunda-feira, cerca de 22 horas. O músico foi assassinado por Mark David Chapman quando chegava ao Edifício Dakota, prédio no qual morava em Nova York. Foram 5 tiros, quatro acertaram o astro. O porteiro do edifício Dakota, o cubano Pablo Perdomo que tirou o 38 das mãos de Mark David Champman, o assassino de John Lennon, indagou-lhe: “Você sabe o que você fez?”, “Sim, eu matei John Lennon”, respondeu o sujeito que não tentou fugir da cena do crime. Nem ofereceu resistência aos policiais que lhe deram voz de prisão. O assassino foi condenado e pegou prisão perpétua.

Preso em flagrante, Mark Chapman confessou em depoimento o motivo do assassinato, pois ele era fã dos Beatles e considerava John Lennon um ídolo, mas tudo mudou quando começou a praticar a religião de forma séria. Após a mudança, ele passou a se denominar um “cristão renascido”, e passou a odiar as letras dos Beatles, como “God”. Na canção de 1970, o astro afirma não acreditar em Jesus ou na Bíblia, e descreve Deus como um conceito. As letras e declarações do músico, como em 1966 quando Lennon disse que Beatles eram mais populares que Jesus, enfureceram Chapman. Em depoimento, o criminoso falou sobre “God”:

Nos anos 1980, o Dakota, edifício que morava John Lennon tornou-se um dos POINTS turísticos mais badalados de Nova York. A qualquer hora do dia ou da noite, havia curiosos na porta do edifício querendo ver seus moradores ilustres. O Dakota é um prédio com as paredes revestidas em mogno e chão de mármore, sempre foi o lugar que abrigou astros e estrelas como a atriz Judy Garland, o bailarino Rudolf Nureyev e o casal John Lennon e Yoko Ono, que estavam morando lá desde o ano de 1973. Localizado na esquina da rua 72 com a Central Park West, em Manhattan, o Dakota entrou para a histór5ia como o edifício residencial mais famoso do mundo.

John Lennon era casado com Yoko Ono na época do assassinato. Uma das fotos mais marcantes do casal é uma, na qual o músico aparece nu e abraçado na esposa. A imagem icônica fez muito sucesso, e foi tirada no mesmo dia do assassinato. A fotógrafa Annie Leibovitz fez a imagem no apartamento do casal em 8 de dezembro de 1980, e saiu do local as 15:30, horas antes do assassinato de John Lennon na frente da entrada do prédio.

3 pensou em “IMAGINE JOHN LENNON AOS 80 ANOS DE IDADE

  1. Para mim John Lennon hoje aos 80 seria um socialista de butique chato como um Caetano Veloso, um Chico Buarque, uma Jane Fonda, Bono, Roger Waters. Viveria de um passado onde era endeusado para dizer cretinices sobre a Amazônia internacionalizada (“Imagine que não houvesse nenhum país”); enfim um globalista da linha George Soros.

    Pior ainda, junto com a Yoko Ono. Muita chatice junta.

  2. Caríssimo Amigo Altamir.

    Que belíssimo artigo, digno de um premio internacional.

    Sempre fui fan dos Beatles , conjunto que inovou a música, criando um a harmonia diferente, toda sua, com muita personalidade, de forma que ao ouvir suas musicas
    é fácil identificar o toque de genialidade dos seus integrante

    Um texto como esse acima, denuncia não só a sua capacidade intelectual, mas também o seu amor e conhecimento do que é importante ainda hoje na
    atualidade, seja em filmes, seja no cancioneiro popular brasileiríssimo, seja
    na criatividade sem par dos Beatles que nos deram na sua música uma herança
    inovadora, como os grandes compositores clássicos do passado, que nos
    brindaram com suas obras imortais.

    Você não precisa e não deve responder a este comentário, não estou pedindo resposta, pois sei e concordo plenamente com o seu silêncio, do qual também
    me sinto irmanado,, haja vista as agressões a que o amigo foi vítima por
    ter acreditado na liberdade de opinião e no direito democrático de se expressar.
    Mas o seu silêncio não foi em vão, HOJE já estamos sentindo a repercussão
    em diversas colunas e comentaristas do JBF, muitos das quais estão se afastando, omitindo-se de dar opiniões e outros tantos fazendo contorcionismos de modo à justificar o injustificável.

    Como escrevi em um outro comentário, é uma pena o que estrá acontecendo, pois o Jornal da Besta Fubana é uma criação magnífica, sem paralelo em toda internet e já deu margem a algumas imitações, mas sem o carisma e a competência do seu criador. O que está destruindo o JBF é o seu excesso de liberdade, sem
    responsabilidade. Nem todos têm a inteligência de compreender que liberdade
    é imprescindível, mas sem a agressão aos direitos alheios,. pois segundo a
    física, toda ação provoca uma reação e esta última pode ser mortal.

    Abraços westernianos.

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