CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

O sonho de estudar, não depende de idade. Depende da boa vontade da pessoa em querer aprender erudição. Em qualquer fase da vida, cedo ou tarde, o indivíduo pode aprender na escola em ou cursos técnicos de capacitação intelectual ou de conhecimentos. Nos dias atuais, está mais do que provado de que ter instrução é fundamental para a pessoa enfrentar a entrevista de emprego. Melhorar de posição na estrutura social. Manter-se no trabalho. Ascender na profissão.

Para chegar a esse nível, um detalhe é superimportante, especialmente para quem pensa em ganhar melhor salário no emprego. Aspirar melhor aceitação na sociedade. Existem diversas maneiras de a pessoa estudar. As tradicionais escolas ou as instituições de ensino estão preparadas para quem resolver se dedicar aos estudos. Não importa a idade. Basta o esforço.

O problema é que, apesar de ser prioridade básica para os governantes, no entanto, nem todos os gestores, embora a lei obrigue, investem o suficiente na educação, cuidam direito do ensino nas escolas públicas, geralmente mal preparadas para manter o estudante estimulado para o aprendizado.

O estudo tem um dom, amplia a inteligência. Abre a mente. Exercita a criatividade. Prepara o candidato para disputar vaga no vestibular ou em concursos. Encoraja o aluno a entrar de cara, confiante, em novas competições intelectuais.

É na infância que a criança trava o primeiro contato com o aprendizado. Tem contato com os livros didáticos. Decifra problemas. Estuda e interpreta textos. Se familiariza com o passado, passa a se preocupar com o futuro. Fica preparado para acompanhar as mudanças sociais. O estudo é o fator que inspira tranquilidade para a pessoa enfrentar novos desafios.

O normal na vida do jovem é ter passado muitos anos dentro da escola, passando por diversos estágios de aprendizado. Sentir que a dedicação aos estudos pode reservar boas compensações através do tempo. Dar confiança para atingir os objetivos.

Não existe uma forma única para estudar. O que prevalece é estabelecer uma rotina diária, não cansativa, para aprender mais, sempre. Com dedicação, entusiasmo, concentração, responsabilidade, planejamento e organização, item essencial, nas tarefas de aprendizado. Optar por uma técnica de estuado. Até a escolha do ambiente para os estudos é fundamental. Desta maneira, está claro que o celular, nas horas de estudo, deve ser esquecido. Desligado.

Para obter resultados, sem estresse, alguns itens precisam ser levados em consideração. Tempo para estudar, a quantidade de matérias a ser exercitadas, insistir nos exercícios, praticar redação sistematicamente, pois quem aprende a escrever, entende com mais facilidade os assuntos em pauta.

Um vício do estudante é deixar tudo para a última hora. Só estudar de fato na véspera da prova, justamente no período em que a pressão e o nervosismo para não deixar escapar nenhum assunto. Esquecer algum conteúdo importante.

Nem todo mundo tem o direito de estudar na juventude. A falta de condições, corta o sonho do aprendizado na tenra idade. Foi o que aconteceu com Severina Rodrigues da Silva, natural de Lajedo, Pernambuco. Obrigada se dedicar à roça na infância para garantir o feijão na mesa da família, grande e pobre.

Mas, agora, chegando perto de 70 anos, Dona Nena, viúva recente, e semianalfabeta até certa idade, necessitada e incentivada pela neta, universitária de Direito, matriculou-se numa escola de São Paulo. Enquanto o brasileiro gasta 30 horas na internet e outras tantas diante da tv, tem gente igual a Dona Nena, mesmo com idade avançada, pensando na pós-graduação, motivada pelas necessidades.

Outro exemplo de perseverança foi o de Dona Luísa Valencic, de Jundiaí, São Paulo. Aos 87 anos de idade a italiana, depois de perder a irmã e o marido, e se mudar para o Brasil, após a Segunda Guerra mundial, para se livrar de maus pensamentos caiu em campo e dedicou-se de corpo e alma aos estudos.

Após longos seis anos de estudos e dedicação, recebeu o diploma de graduada em Nutrição. Pouco importou se durante a cerimônia de diplomação, Dona Luísa não tivesse nenhum parente na festa. Por viver sozinha no Brasil.

Os abraços do mestre de cerimônia e dos colegas de formatura foram suficientes para deixar Dona Luísa supersatisfeita, feliz e emocionada.

Como não entende patavina de computação e internet, Dona Luísa fez o TCC-Trabalho de Conclusão de Curso, instrumento obrigatório na avaliação final de curso superior, totalmente manuscrito que foi digitado espontaneamente pelos funcionários da faculdade. O tema do trabalho versou sobre a cana-de-açúcar. Matéria empolgante para quem é do interior.

Num de seus momentos de reflexão, Derek Bok, educador e ex-presidente da Universidade de Harvard, divulgou este rico pensamento: “Se você acha que a educação é cara, é porque não imagina o preço a ser pago pela ignorância”.

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