MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

Ciro Gomes disse semana passada que o Brasil escolheu um idiota para presidente. Quando se joga um dado só pode ocorrer, na face, um número entre 1 e 6, inclusive. Quando uma campanha presidencial traz, de um lado, idiotas e de outro, corruptos, só se pode eleger um idiota ou um corrupto. Fato inusitado nesta campanha foi termos candidatos, “comum de dois gêneros”, ou seja, corrupto e idiota, ao mesmo tempo e não necessariamente nessa ordem.

Dentre os pretensos candidatos, sem sombra de dúvida, Ciro Gomes é o mais idiota de todos. Motivos há vários, mas para não municiarmos sua biografia com informações excessivas vamos tratar do caso do SPCiro. O idiota, Ciro Gomes, colocou no seu programa de governo retirar as pessoas do SPC (quá quá quá) para dinamizar a economia brasileira. Uma proposta dessa natureza deveria concorrer ao Prêmio Ignóbil. Este prêmio existe de fato e se contrapõe ao Nobel, no sentido de premiar as ideias mais idiotas já publicadas. O lema do prêmio é “faz rir e depois pensar”. O último premiado, brasileiro, escreveu um artigo que falava sobre o impacto do tatu nos sítios arqueológicos.

Ciro Gomes foi muito jumento para achar que uma ideia dessa natureza tiraria o Brasil do atoleiro que ele se encontra. Durante a campanha de Dilma, uma peça publicitária mostrava uma família perdendo tudo caso Dilma não fosse eleita. Nitidamente, buscava atingir a classe menos favorecida, iletrada e dependente do paternalismo político. Ciro fez a mesma coisa. De olho na massa de endividados gerada e parida pela desgraçada política econômica dos governos anteriores, Ciro soltou essa “bufa” no ar. O que faz uma economia crescer é renda disponível para consumo. Leia Keynes, idiota, e busque caminhos para aumentar a demanda efetiva.

Passada a campanha, as idiotices de Ciro continuam a prosperar. Na falta do que fazer e sem qualquer compromisso com o Brasil, este nobre idiota continua a criticar. A mais recente idiotice de SPCiro é instruir quebra-quebra por conta da proposta de autonomia do Banco Central. Há duas formas de ação do governo numa economia. Uma através da política fiscal que é feita no congresso. Trata de receitas e despesas do governo e caso uma medida seja adotada há de se observar o principio da anterioridade, ou seja, se for proposta uma redução na alíquota do imposto de renda de 27,5% para 25%, com o objetivo de aumentar a renda disponível, ela só passaria a valer no exercício do próximo ano. A economia morreria por inanição.

A outra forma de ação do governo na economia é através da política monetária que é feita pelo COPOM e tem, como agente executivo dessa política, o Banco Central. Essa política controla a taxa de juros (e com isso, a inflação) mediante a oferta de moeda. Diminuindo a oferta de moeda a taxa de juros sobe, os preços caem. No Brasil, o Banco Central não é autônomo como o FED – Federal Reserve (Banco Central Americano). O presidente do Banco Central não tinha status de ministro, mas Lula no sentido de proteger Henrique Meirelles contra investigação de primeira instância deu esse status para que ele fosse investigado pelo STF.

O Banco Central deveria ser autônomo? Sim. A política monetária deveria ser feita com base em critérios puramente técnicos e não com espírito político escondendo o que é ruim e só divulgando o que interessa. Esqueceram Rubens Ricupero? Na famosa entrevista a Carlos Monfort ele, falando sobre as pretensões de FHC, disse que “o que é ruim eu escondo mesmo”. Isso é resultado da falta de autonomia. Essa loucura de Ciro em falar de “entregar o Banco Central para o mercado financeiro” não passa de sandices de candidato derrotado que não tem interesse em contribuir com o país. Mas, se uma pessoa pretende fazer uma angioplastia com stent vai procurar um cardiologista ou uma manicure? Quando Ciro precisou ser internado para tratar do seu problema na próstata ele ficou aos cuidados de um médico ou de um curandeiro? Entregar responsabilidades a quem é especialista, parece razoável.

Os fatos são simples: esse pessoal critica tais medidas porque temem em perder a boquinha. Enquanto o Banco Central, ou outro órgão, estiver sob a batuta do governo, irão prevalecer indicações políticas, e não técnicas, para determinados cargos. Se houver independência a chance torna-se muito menor. Se o Banco do Brasil fosse privatizado muito provavelmente o filho de Mourão não estaria numa diretoria ganhando R$ 36 mil por mês. Se o BB fosse privatizado, a verba de publicidade seria bem menor do que é hoje e não haveria João Santana nem Mônica Moura sugando dinheiro público.

Dessa forma, cabe lembrar a Ciro Gomes que, infelizmente, dos idiotas ou corruptos concorrentes apenas um poderia ser eleito. Henrique Meirelles foi um idiota ao gastar parte de sua fortuna com uma campanha para a qual ele não teria a menor chance. Só foi candidato porque seu partido não investiu um real sequer na sua campanha. Aproveitaram essa idiotice para eleger as sanguessugas de sempre.

Alckmin foi um idiota porque acreditou que ninguém iria falar sobre a corrupção do PSDB e tentou levar a eleição falando bobagens. Passava longe de fazer um discurso de combate à corrupção. Fernando Haddad não é apenas um idiota. Ele é um idiota pau-mandado, com 30 processos por improbidade, fazendo um papel ridículo de marmita de presidiário. O título de doutorado ficou na lata do lixo. O pior de tudo isso é que estes idiotas influenciam os outros que estão discutindo reformas crucias para o país.

Vou terminar trazendo outro grande idiota: Guilherme Boulos! Chamar esse cara de idiota é ser injusto com os idiotas. Chega!

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