CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

IDH

A queda no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um fato. Os dados comprovam. Em 2018, a posição do Brasil no ranking mundial foi vexatória, pois, ocupar a 79ª posição, pelo terceiro ano consecutivo, em três quesitos fundamentais, educação, saúde e renda é de envergonhar até o mais humilde brasileiro.

O índice de 0,761 causa incômodo. Mostra que a administração pública brasileira continua cometendo erros administrativos. Não faz o dever de casa como é recomendado. Por isso, as Nações Unidas cobram mais atenção dos gestores. Menos auto gabação e mais ações. Menos promessas em vão, mais ação, decisão, atitude.

O índice do IDH é apurado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), programa mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na coleta de dados de 189 países, a análise apontou que na América do Sul, o Brasil estava em 4º lugar.

O IDH é uma dimensão comparativa, destinada a constatar o grau de desenvolvimento humano. O resultado classifica o país analisado em três níveis. Desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos.

O último índice indica que o país se preocupa muito pouco com o bem-estar social. Os gestores nada fazem para oferecer mais conforto à população.

A variação do IDH, referência numérica, vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, os dados indicam que a qualidade de vida de determinada faixa da população vai bem obrigado. Melhora.

Para chegar ao resultado, a ONU coleta e analisa diversos fatores que dão uma dimensão sobre as disparidades sociais e econômicas de cada país. O desempenho do grau de escolaridade, a renda nacional bruta per capita, o nível de saúde, a expectativa de vida e as condições de saneamento ambiental.

Anualmente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) levanta dados para encontrar o índice. Desde 1993, o programa quer saber o quanto as autoridades políticas fizeram ou vem fazendo no modo de vida do cidadão. Como a população tem sido tratada pelos programas políticos quanto ao padrão de vida. Se houve avanço, permaneceu intocável ou a qualidade de vida do povo caiu, abaixo das necessidades.

Até 2009, o IDH se valia de três índices. Índice de educação, longevidade e renda per capita. Em 2010, introduziram algumas alterações para deixar as conclusões das análises mais claras e objetivas.

O item educação é taxativo, revela quantos anos de estudo a juventude necessita para absorver conhecimentos. Demonstra se o Estado tem efetivamente matriculado as crianças e adolescentes nas escolas, indica os trabalhos que foram acionados para reduzir a taxa de evasão e de repetência.

No campo da saúde, o índice comprova as condições de vida da população no que diz respeito aos programas de vacinação, do pré-natal e fornecimento de medicamentos gratuitos para a faixa pobre.

No cômputo da renda, o IDH exibe a média de rendimento da sociedade com relação ao Produto Interno Bruto do país. Demonstra de fato o que tem sido feito pelo poder público para enfraquecer as terríveis desigualdades econômicas e sociais. Evidenciadas em três dimensões. Distribuição de renda, ainda péssima no Brasil, desigualdade na educação e, principalmente na expectativa de vida.

No Brasil, é comum as pessoas notarem as demarcações de riqueza e de pobreza no mesmo bairro. De um lado, modernos e caríssimos edifícios residenciais, com piscinas à vista, do outro, embora colados, a excessiva quantidade de casebres. Modestas moradias, muitas vezes improvisadas com alvenaria, tábuas e papelão, levantadas entre riachos de esgoto a céu aberto.

Somente no Índice de Desenvolvimento de Gênero, o Brasil consegue se sobressair. Obter resultado próximo do grupo de 1. Melhor nível de escolaridade e de saúde.

Em 2018, os países que se sobressaíram na avaliação do IDH foram Noruega, com o número de 0,954, Suíça, com 0,946, Irlanda, 0,942 e Alemanha, com 0,939.

Uma das causas de destruição da imagem do país é a lamentável transformação das escolas e universidades em verdadeiros campos de militantes esquerdistas. A diretriz dos antigos 17 mil sindicatos, cuja filosofia de trabalho se resumia em puro vandalismo. Bagunça, quebradeira.

Financiar manifestações à base de pão com mortadela, bloquear ruas, trancar o trânsito, chafurdar a ordem, destruir riquezas, vibrar com a depredação de lojas e agências bancárias, incendiar ônibus, era a filosofia dos manifestantes. Atrapalhar, enfim, a normalidade do trabalho que ainda é a única estratégia segura para perseguir o desenvolvimento.

Enquanto não priorizar investimentos em educação, saúde e saneamento básico o país permanecerá adormecido para o crescimento econômico. Sem valorizar os cursos profissionalizantes, a renda das famílias pobres não cresce, sem dar uma prensa na insensível política, a precariedade dos hospitais não desaparece.

Muito menos a dormência e imparcialidade do Judiciário, com a perda de credibilidade e reduzida eficiência. Daí a longevidade dos processos em tramitação em todas as instâncias, sobretudo nas cortes mais altas.

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