ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

O que tem se debatido atualmente a respeito da origem da homossexualidade é uma enormidade. Infelizmente, o debate tem sido sempre enviesado por visões ideológicas preconcebidas que distorcem dramaticamente a interpretação da realidade. Os apologistas da “Ideologia de Gêneros” consideram a sexualidade como sendo eminentemente fruto de escolhas individuais. Esta visão teve origem na afirmativa do Genebrino Jean Jacques Rousseau, quando este dizia que todos nascemos bons, e que a sociedade é que nos corrompe.

As descobertas científicas mais recentes, porém, têm nos levado à conclusão de que, pelo menos no que se refere à homossexualidade, não poderiam estar mais afastados da realidade!

Segundo o neurologista holandês Dick Frans Swaab, em seu livro mais recente, We are our Brains (Spiegel & Grau, 448 páginas) (“Nós somos os nossos cérebros”, em tradução livre), a homossexualidade estaria ligada a uma mudança na composição hormonal quando da formação do cérebro. Nesse sentido, o neurologista acredita que fumar ou ingerir drogas na gravidez poderia influenciar na formação da sexualidade do feto.

“Mulheres grávidas que sofram de estresse tem maior chance de darem à luz a bebês homossexuais, porque os níveis elevados do hormônio de estresse, cortisol, afeta a produção de hormônios sexuais fetais”.

A abordagem de Swaab, professor emérito de neurobiologia da Universidade de Amsterdã, parte do pressuposto de que a sexualidade é determinada no útero e não pode ser alterada, contrariando uma visão partilhada por outros especialistas de que a orientação sexual é uma escolha individual. Diz o autor que, embora seja frequente ouvirmos que o desenvolvimento após o nascimento também afete a orientação sexual, não há absolutamente nenhuma prova científica disso”. Para exemplificar sua tese, cita o caso de uma droga prescrita a 2 milhões de mulheres para evitar abortos nas décadas de 40 e 50 que, segundo ele, aumentou as chances de bissexualidade e homossexualidade nos recém-nascidos.

“A exposição à nicotina e à anfetamina durante a gravidez eleva as chances de a mãe gerar uma filha lésbica”, afirma o holandês.

O neurocientista também acredita que as chances de que um bebê se torne homossexual são maiores quando a mãe já gerou filhos homens antes.

“Isso se deve à resposta imunológica da mãe às substâncias masculinas produzidas por bebês do sexo masculino no útero. Essa reação se torna cada vez mais forte durante cada gravidez”, acrescenta Swaab.

Filhos de pais gays, portanto, não teriam necessariamente maior propensão à homossexualidade

Há mais de cinco décadas pesquisando anatomia e fisiologia do cérebro, o autor, que coleciona prêmios em seu currículo, é crítico voraz do chamado “livre-arbítrio” humano e suas teses têm causado polêmica.

O neurologista acredita que o cérebro é pré-programado durante a gravidez, influenciando as decisões de um indivíduo durante toda a sua vida, desde suas experiências emocionais às suas preferências religiosas. Sua primeira investida no campo da orientação sexual ocorreu na década de 80 e, desde então, vem provocando reações acaloradas de grupos de defesa dos direitos gays, que afirmam que suas descobertas enquadram a homossexualidade como um “problema médico”. Entretanto, ele discorda das críticas e afirma que sua tese desconstrói o argumento de entidades ultraconservadoras que acreditam na chamada “cura gay”. Além disso, como afirma que a homossexualidade é definida durante a gravidez, descarta a hipótese de que filhos de pais homossexuais tenham maior chance de se tornarem gays.

“Crianças que cresçam em famílias de pais gays ou lésbicas não têm mais chances de ser homossexuais. Não há qualquer evidência de que a homossexualidade seja uma escolha de vida”, afirma.

A tese de Swaab, entretanto, não é inédita. No 21º Encontro da Sociedade Europeia de Neurologia, realizado em 2011, o professor Jerome Goldstein, do Centro de Investigação Clínica de São Francisco, nos Estados Unidos, apresentou dados baseados em tomografias computadorizadas que mostraram a diferença dos cérebros entre homossexuais e heterossexuais. Segundo Goldstein:

“A orientação sexual não é uma opção, ela é essencialmente neurobiológica ao nascimento”.

Tudo isto corrobora as inumeráveis observações efetuadas por experientes professoras de escolas para crianças, quando estas afirmam que, já desde a mais tenra idade, as crianças demonstram claramente que se tornarão futuros homossexuais, independentemente de qualquer “orientação” que lhes seja dada, ou mesmo sem que haja a mínima possibilidade de que esta condição seja uma “escolha” da parte delas. Soa muito mais como uma “maldição”, diante da imensa carga de preconceitos ainda prevalecentes em nossa sociedade.

Para aqueles mais apressados, e que já começaram a me acusar de preconceituoso, sugiro a leitura de algumas das inúmeras obras científicas detalhando este fenômeno, podendo começar pela leitura de How the Nine Months Before Birth Shape the Rest of Our LivesAnnie Murphy Paul, Free Press, 2010. (“Como os nove meses antes do nascimento conformam o resto de nossas vidas”, em tradução livre)

Para os que tiverem algum interesse em conhecer um pouco mais a respeito, sobre como se processa esta diferenciação sexual no cérebro dos fetos durante as últimas semanas da gestação, sugiro firmemente a leitura do excelente trabalho da Biomédica da Universidade Federal do Paraná, Gabriela Neubert da Silva – DIFERENCIAÇÃO SEXUAL CEREBRAL E EXPOSIÇÃO A DESREGULADORES ENDÓCRINOS

É um excelente levantamento de tudo o que tem sido feito em pesquisas sobre este assunto no mundo.

De início, a autora divide a sexualidade humana em três níveis: O genético, segundo a combinação dos cromossomos X e Y. O segundo nível, quanto à formação do aparelho genital (gonadal) e fenótipos correspondentes a cada sexo. O terceiro nível, seria a conformação diferenciada que o cérebro tem, em cada um dos sexos, e que leva a comportamentos, atitudes e percepções também diferenciadas segundo os sexos.

Inicia a obra com a seguinte assertiva:

“Percebe-se que, tanto o sexo genético quanto o gonadal, são importantes para a formação do sexo final. Entretanto, a identidade psicológica sexual, a qual irá influenciar no comportamento sexual, se dá pela combinação de outros diversos fatores (BERNE, 2004). Assim, a identidade de gênero e a orientação sexual, ambas determinadas pelo cérebro, um dos últimos órgãos a ser formado, são independentes do sexo gonadal, o qual é determinado logo nos primeiros meses de gestação (SWAAB e GARCIA-FALGUERAS, 2009) ”.

Daí a autora nos coloca diante da seguinte questão primordial:

“Será que há diferenças anatômicas e, consequentemente, fisiológicas, entre cérebros masculino e feminino? ”

Apresenta-nos, então, a estudos laboratoriais que chegaram a interessantes conclusões:

“Gorski e colaboradores (1978), analisando o sistema nervoso central dos ratos, percebeu que determinada área do hipotálamo, nomeada de núcleo sexualmente dimórfico, situado na área pré-óptica (SDN-POA), era cerca de 5 vezes maior em machos se comparado a fêmeas. Esse núcleo poderia estar relacionado com a diferença do comportamento sexual entre ambos os sexos. (BREEDLOVE, 1992; DAMIANI et al, 2005). Ao manipular os níveis de testosterona logo antes ou após o nascimento, Jacobson e colaboradores (1981) observaram que o SDN-POA alterava de volume, o qual estava diretamente relacionado com o comportamento sexual do animal. Esse período crítico, sensível à modificação nos níveis de testosterona, ocorre simultaneamente à neurogênese no SDN-POA. Portanto, sugere que os androgênios possam aumentar a neurogênese dessa região (BREEDLOVE, 1992). GORSKI e LOMBROSO (1999). ”

Significa dizer que, como a sexualidade cerebral só é definida bem posteriormente à definição genética e à formação da estrutura física corporal correspondente a aquele determinado sexo, a autora salta para conclusões absolutamente surpreendentes:

“A transexualidade ocorre devido à diferença temporal na formação do sistema reprodutivo e do sistema nervoso. Como comentado anteriormente, o primeiro se forma logo nos primeiros meses de gestação, enquanto que o segundo é o último sistema a se diferenciar (SWAAB e GARCIA-FALGUERAS, 2009). Uma vez que a ação hormonal é extremamente importante no período gestacional, uma modificação nos níveis hormonais pode alterar o programa inicial, divergindo a sexualidade do órgão reprodutor com a do cérebro”.

Ainda segundo a autora:

“O Estrogênio regula atividades como a diferenciação sexual, o desenvolvimento e a maturação dos sistemas nervoso central, cardiovascular, imune, reprodutivo e urogenital. Portanto, esses sistemas podem ser alvos das ações de desreguladores endócrinos (BOARETO et al, 2009)”.

Dentre os possíveis culpados por uma desregulação do sistema androgênico na gestação, já são conhecidos:

Bisfenol A (BPA) e Ftalatos – aditivos utilizados em embalagens plásticas de alimentos. Seriam os possíveis responsáveis pela aceleração da menarca das adolescentes. Estudos com ratos e primatas demonstraram sua capacidade de feminizar o hipotálamo de fetos e nascituros.

Barbitúricos e Paracetamol – Remédios usados abundantemente durante as gestações nas últimas décadas e que já comprovaram seu efeito anti-androgênico.

Nicotina – Estudos laboratoriais com ratas gestantes, submetidas sistematicamente à nicotina, reduziu substancialmente o comportamento masculino dos filhos machos. Em humanos, gestantes que fumaram durante a gravidez apresentaram forte correlação positiva com homossexualismo feminino nas crias.

Stress Materno na Gravidez – Estudos com ratos mostram que o estresse materno, em períodos críticos do desenvolvimento fetal, diminui significativamente o comportamento sexual de machos adultos.

Como me disse, com muita tristeza na voz, um grande amigo meu:

“Ninguém escolheu ser gay! Ou você acha que, se pudéssemos escolher, alguém preferiria ser veado? ”

5 pensou em “HOMOSSEXUALISMO: SERÁ MESMO OPÇÃO?

  1. Já li alguma coisa nesse sentido e concordo.

    Há ainda a questão dos hormônios usados para acelerar a engorda de alguns animais. Ingerir carne com hormônios também se enquadraria nesses casos?

  2. Caro Adônis,
    Acredito piamente na comprovação científica apresentada. Mas o que faz essa onda tsunâmica é o marketing. Essa campanha incessante no cérebro dos jovens os faz aceitar coisas como enfiar o bigolim num intestino com resíduos fétidos seja o supra sumo dos prazeres da sexualidade.
    Quanta coisa a gente aprendeu a gostar que não presta. Cigarro por exemplo. Cerveja (os que lerem vão me crucificar) Coca cola que ainda por cima tem gas e nem tem cor de alimento natural. E por aí vai.

  3. Prezados amigos,

    Acredito firmemente que exista uma relação entre os hormônios dados aos animais que ingerimos e a desestruturação do nosso sistema hormonal, daí resultando a evidente feminização que presenciamos em nossos jovens, todos aparentando éfebos suaves e delicados, todos cheios de trejeitos femininos e brincos na orelha, todos com cortes de cabelo estilosos e usando um grande coque no cucuruto, provavelmente para servir de ponto onde se segurar, pare quem lhes estiver usufruindo da cavidade anal.

    O pior, como diz o Sérgio, é uma barragem incessante de incentivos veiculados pelos meios de comunicação corruptores. Torna-se quase impossível para os jovens, escaparem de mergulhar de cabeça nessa estética, visual e comportamental, da boiolagem.

  4. Professor, seu artigo é para ler, reler e repensar. Repensar porque sempre acreditei ser a pederastia ato ignóbil praticado por quem deseja ser do avesso. Agora, será que o psicopata ,matador em série, com sua falta de emoções e empatia também tem seu cérebro modificado no útero ?

  5. Caro Paulo, esta tua pergunta coloca uma questão extremamente interessante.

    Conheci pessoas que, mesmo saídas de famílias bem estruturadas e com irmãos todos normais, tinha, desde o nascimento, uma imensa tendência para o comportamento anti social e, dadas as circunstâncias, totalmente inexplicável.

    Creio que faça muito sentido.

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