RODRIGO CONSTANTINO

A narradora Natália Lara, do SporTV, utilizou o pronome neutro “elu” ao se referir a um jogador trans canadense, o que gerou grande repercussão e debate. O jornal O Globo, no dia seguinte, publicou esta manchete: “Em ao menos 14 estados, Bolsonaristas querem proibir uso de linguagem neutra em escolas”. Então agora ir contra a ideologia de gênero em escolas virou coisa de Bolsonarista? Eu poderia jurar que era apenas coisa de gente normal…

Devemos sempre demonstrar respeito pelos indivíduos, mas há um abismo que separa isso da politização dos sexos, que tenta normalizar o que claramente é um transtorno. Quem diz não sou eu, mas sim a medicina. Ela está cada vez mais influenciada pelo politicamente correto, é verdade, mas ainda não enterrou de vez a biologia. E este campo importante da ciência nos lembra que existem homens e mulheres.

Não era Adão e Evo ou Eve, e sim Eva. Sei que tocar nesses temas “tabus” atualmente é pedir para a patrulha raivosa dos que se julgam almas esclarecidas e tolerantes partir para o ataque. É o “ódio do bem”. Não ligo, pois minha consciência e minha liberdade valem muito mais. Se uma moça com anorexia que pesa 30 quilos jurar que está gorda, nós não vamos aplaudir e comprar roupas XXL para ela, mas recomendar ajuda. É um distúrbio, um transtorno, e todos sabem.

Curiosamente, quando chega ao caso do sexo a coisa muda. Homens biológicos, ou seja, homens que juram se “sentir” mulheres aprisionadas em corpos estranhos são tratados como se mulheres de fato fossem. Isso sem falar dessa bizarrice de “gênero não binário”, ou seja, o sujeito não é nem homem, nem mulher, mas algo diferente. E essa moda está avançando numa velocidade assustadora.

Na Argentina, por exemplo, o povo está cada vez mais miserável, o governo esquerdista é autoritário, a inflação disparou, o lockdown não evitou mortes na pandemia, mas o presidente lulista, legislando em causa própria, aprovou uma lei que permite que as pessoas optem por “X” na categoria de gênero nos documentos. Seu filho Dyhzy, com aspecto andrógino, pretende mudar seus documentos.

No Brasil, o secretário de Cultura do governo Doria, Sérgio Sá Leitão, aplaudiu o uso do gênero neutro: “Diferentemente de certas pessoas, a língua evolui e se transforma ao longo do tempo. Não gosta? Não use”. Simples assim! E pouco importa para ele, pelo visto, a doutrinação acelerada em escolas e na própria cultura. Um novo desenho animado da Netflix, feito para crianças bem pequenas, já promove a ideologia de gênero abertamente. Não deveriam ser os pais a cuidar desses assuntos?

Não tenho problema em remar contra a maré, até porque sei que estou ao lado da maioria, e que uma minoria afetada e barulhenta tenta enfiar goela abaixo dos demais essa ideologia. Vou dizer aqui o óbvio, pois ele precisa ser dito em tempos sombrios: existem homens e mulheres. E ponto.

2 pensou em “HOMEM OU MULHER

  1. Certíssimo, Rodrigo. Fora os raros casos de hernafroditismo, todos nascem com selo muito bem definido, isto é, ou homem ou mulher. O resto é safadeza, nesmo.

  2. A baitolagem continua indócil, até “papais” estão a procura de um genro/genra para seus enrustidos(as). O mundo está tão surreal, que criaram a mulher melancia (bunda), a mulher melão (peitos) e por último, criaram a mulher mandioca (Pablo Vitar).

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