ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Desde que surgiu, o Homo Sapiens sempre andou em bandos. É um animal gregário. Por isso, como os gorilas e leões, havia sempre um macho que se destacava por habilidades superiores, e que dirigia as operações do bando, para que seus componentes tivessem chances maiores de sobreviver em um meio ambiente hostil. Como compensação pelos esforços adicionais demandados pelo cargo, cabia ao “Macho Alfa” privilegiados favores sexuais das fêmeas do bando, bem como era este quem primeiro se alimentava das caças abatidas, ficando assim com os melhores pedaços. Daí para a frente, ao longo da nossa história, todos os governos que se constituíram, nas suas mais variadas formas, foram sempre um meio pelo qual gente esperta passava a viver às custas de uma multidão de idiotas. Neste processo de dominação, a ferramenta preferencial sempre foi o medo das ameaças, reais ou imaginárias, internas ou externas ao bando, mas sempre o medo.

Neste processo de dominação, o trabalho natural do governo é se apropriar compulsoriamente de parte “do leão” nos ganhos de todos (ou quase todos) os cidadãos. Corrupção governamental, se é que se pode chamar assim, é o estado natural de qualquer governo. Quanto maior for a estrutura governamental, mais oportunidades de ganhos se abrirão para a casta que se apoderou do estado. O Brasil, neste aspecto, é disparado um dos campeões mundiais de inchaço governamental e de corrupção! A burocracia maluca é a ferramentas através da qual o estado esfola o cidadão. Não é à toa que o nosso país tem mais de sessenta tipos de impostos diferentes (Na União Europeia são três), juntamente com cinco ou dez órgãos governamentais atuando sobre cada um dos aspectos mais ínfimos da vida do cidadão. A burocracia insana é o resultado óbvio da simples existência de qualquer aparato estatal, pois é ela que propicia arrecadação para os cofres públicos, junto com subornos e oportunidades de alocação dos confrades em posições de usufruto dos benefícios estatais.

Neste processo, impostos arrancados a fórceps da população JÁ SÃO A ESSÊNCIA DA CORRUPÇÃO! São eles que, cumprindo ou não o governo com as obrigações a que se propôs, são arrecadados da mesma maneira e beneficiarão da mesma forma aos encarregados de prover o benefício. Aliás, quando não cumprem com as obrigações, em lugar de serem penalizados por isso, servem como uma excelente justificativa para a demanda por mais e mais recursos, sem que nenhum dos parasitas seja jamais penalizado pela inoperância. O caso dos nossos falidos tribunais é o exemplo mais aberrante.

Mais interessante ainda é que, mesmo o estado falhando fragorosamente em propiciar os benefícios para os quais foi criado, acha-se mesmo assim no direito de aplicar todo tipo de violência que bem entender contra o cidadão recalcitrante, num comportamento bem típico de organização criminosa. Podemos afirmar, sem medo de cometer injustiça, que o PCC – Primeiro Comando da Capital, e o Comando Vermelho, as grandes organizações criminosas de nosso país, são apenas filiais não ortodoxas da miríade de tentáculos dessa macabra “Hidra de Lerna” amaldiçoada chamada governo.

A classe governamental, pela razão básica que motiva a sua existência, busca sempre complicar mais e mais e vida dos cidadãos, sem preocupação nenhuma com o bem maior da sociedade. Nunca estão satisfeitos! Querem sempre mais e mais. Tal qual um câncer, expandem suas metástases até matarem o hospedeiro. Ao longo das últimas décadas, especialmente no Brasil, esta verdade não mudou em nada e se tornou cada vez mais grave. Exacerbou ainda mais esta verdade secular. Ocorreu apenas que, ao tentarem implantar a aberração que é a “Democracia dos Analfabetos”, abriu a porteira para que todo tipo de imbecil passasse a ditar os rumos da nação através de arremedos de eleições. O resultado não poderia ser diferente: Uma mangueira nunca produzirá jacas ou abacates! A assembleia de imbecis teria que, forçosamente, optar por candidatos imbecis (e ladrões), onde os candidatos são sempre os mesmos canalhas ou seus apaniguados, todos altamente inescrupulosos e muito competentes em manobrar essa mesma massa de imbecis. O remédio, na vêia, para isso seria educação.

As estruturas de exploração se tornaram mais sofisticadas, sutis e poderosas. Os “Opressores” (os verdadeiros, e não os de Paulo Freire) se tornaram muito mais inescrupulosos e desonestos. Vermes abjetos como Renan Calheiros, Lula e Gilmar Mendes, proliferaram como bactérias nos três poderes. Criaram até um quarto poder, o Ministério Público, para tentar combater a canalhice dos outros três. Foi pior! Criou e cevou apenas mais uma multidão de parasitas para mamar também. O simples fato de uma pessoa enriquecer através de ganhos auferidos, ao ocupar “inocentes”, porém inócuas, posições no aparato estatal, JÁ É CORRUPÇÃO!

Enquanto isso, as hordas de analfabetos do Nordeste teriam eleito Haddad, se fossem um país. Anseiam por mais presença estatal! Se repetirem a “gracinha” mais uma vez, creio que seria o caso de se passar uma régua e dividir o país ao meio, deixando que as hordas de famélicos se autogovernem. Sem os quase R$ 300 BILHÕES de esmola que lhes são repassados a fundo perdido pelo Governo Federal todo ano, dinheiro este arrancado de São Paulo, virarão rapidamente uma “Venezuela do Sul” ou mesmo uma “Nova Biafra”. Neste contexto, os arroubos ingênuos de Ivanildo Vilanova soam mais como uma “piada” macabra.

Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste virar independente

O ponto central de toda esta questão é o fato de que, quanto mais autonomia individual as pessoas possuírem e menos dependência do estado tiverem, maior será sua prosperidade. É uma correlação perfeita! Quanto maior a presença do Governo na economia, mais lascado é aquele mesmo povo. O Governo só serve para cevar parasitas e criar bandos de mendigos. Quer ver um país progredir acelerado? Diminuam o aparato estatal!
Mas, como fazer isso? Todo mundo promete reduzir o Leviatã estatal, mas, quando chega ao poder, a pressão para que afrouxe o cordão da bolsa é tremenda. Poucos resistem! Pois eu sei a solução:

O papel moeda foi criado como uma Ordem de Pagamento entre diferentes “Banqueiros” de Câmbio (aqueles comerciantes de feira que comerciavam com diferentes moedas). Os governantes viram que era uma excelente fonte de renda e a tomaram para si. Mais adiante, “esqueceram” a necessidade de ter ouro em caixa para garantir as cédulas que emitiam e se danaram a emitir dinheiro sem fundos. Passaram a criar riqueza “do nada”! A obrigação da nação em manter reserva de ouro era a maneira que a população possuía para controlar e manter sadias as finanças do país. O governo não pode produzir “dinheiro”. O governo só pode produzir “papel”, seja títulos do tesouro, seja papel-moeda. Quando foram liberados da obrigação de ter ouro em caixa para emitir papel, FOI O CÉU! O resultado é que todos os países do mundo estão devendo até os cabelos da cabeça. Hoje, os agiotas do mundo são os verdadeiros donos dos governos.

Vamos acabar com isso?

Façamos um plebiscito para que o país retorne ao padrão monetário do ouro. Isto significa dizer que o governo só poderá emitir moeda no exato volume das reservas em ouro que possuir, respeitada uma cotação previamente acertada e definida de forma pétrea nas leis do país. Essa é a única maneira de botar um cabresto na lambança governamental e, ao mesmo tempo, parar de desviar 10% do PIB do país para agiotas pelo pagamento de juros sobre a dívida governamental, dívida esta criada e cevada unicamente para manter os privilégios de uma casta absolutamente canalha e inútil. Vamos tentar dar este exemplo ao mundo?

Asseguro que, com todo este imenso volume de dinheiro voltando a ser direcionado para investimentos, a nossa economia cresceria consistentemente a taxas superiores às da China.

Enquanto essa esculhambação ocorre, multidões de imbecis ficam discutindo interminavelmente se vão colocar este ladrão, ou aquele outro, ou mesmo uma terceira via, para ser o chefe supremo dessa cachorrada. De minha parte, estou cagando e andando para quem vai ser o próximo presidente. Interessa muito pouco! Lógico que prefiro mil vezes um trabalhador e honesto, a um verme asqueroso, arrodeado de hordas de canalhas da pior espécie e que afundaram o nosso país numa degradação que levará décadas para revertermos. Deveriam ter sido todos devidamente guilhotinados. Agora, estão aí querendo voltar.

Só que eleger um honesto e bem-intencionado, como Bolsonaro, será apenas um pequeno primeiro passo em direção à imensa descarga sanitária que temos que dar no aparato estatal. Hoje, estamos na situação que foi magistralmente descrita pela genial Rita Lee.

Um dia depois, tudo vira bosta!

3 pensou em “GOVERNO – O GRANDE BANDIDO

  1. Pô, Adônis, e eu cumé qui fico? O que eu vou escrever nos meus pitacos se você já disse tudo?

    Enquanto tantos ficam fingem entender de economia repetindo clichês que leram no facebook ou ouviram de seus professores metidos a revolucionários, você foi no alvo:

    A primeira e maior obrigação de um governo é manter a moeda estável e forte.

    Pena que a chance de uma mudança assim aqui em Pindorama seja a mesma de uma mangueira dar jacas.

  2. Mestre Adônis,

    Seus picatos são uns petardos nos culhões desses desses felas-das-putas que nunca pensaram um País melhor para os seus pares. Fernando Henrique Cardoso, Lula, Sarquey e quejandos merecem a guilhotina da Revolução Francesa, que quando a navalha caía a cabela voava a casa do caralho.

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