DEU NO JORNAL

Rodrigo Constantino

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, avalia com o comando das Forças Armadas e à Advocacia-Geral da União (AGU) uma reação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. No sábado (11), em videoconferência, o magistrado disse que o Exército está se associando a um “genocídio”, em referência à pandemia de Covid-19 no Brasil e a ausência de um titular no Ministério da Saúde.

Ao Estadão, Azevedo disse que está “indignado” com “acusações levianas” de Gilmar Mendes. No domingo (12), o ministro questionou a presença predominante de militares na Saúde e opinou para que a situação “seja revista”.

Não é de hoje que Gilmar Mendes se mete onde não foi chamado para fazer comentários políticos esdrúxulos. O ministro não se comporta como um juiz de última instância, mas sim como um agitador político, um comentarista de opinião que resolveu fazer oposição – demagógica ainda por cima -, ao atual governo.

Mendes disse que é “ruim, péssimo” o governo ter um ministro militar “interino” em meio a essa pandemia, e que isso seria uma estratégia para afastar o presidente dos óbitos, transferindo para governadores a responsabilidade. Além de leviana, a acusação extrapola e muito o decoro de sua função, ainda mais quando define como “genocídio” tal postura.

Toda crítica a ministros do STF é recebida por eles como um “ataque à instituição” e à própria democracia. Mas eles se sentem no direito de comparar Bolsonaro a Hitler, de definir como genocídio a postura do governo, e de promover uma ingerência ímpar e sem precedentes no poder Executivo.

Esse grau de politização do Supremo é provavelmente o maior risco existente hoje à nossa democracia. Quem fala em perigo de autoritarismo ou fascismo vindo do governo federal, e faz vista grossa a essa conduta bizarra do STF, calibra muito mal suas prioridades, e está míope, talvez pelo ódio patológico que sente pelo presidente.

Não dá para tolerar mais essas declarações estapafúrdias de ministros do Supremo. As instituições estão se esgarçando de forma perigosa. Se esses ministros querem derrubar o atual governo, que abandonem a toga e disputem eleições! Ou então que se calem e se limitem a declarações técnicas por escrito, em seus votos sobre questões constitucionais.

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VERGONHA NACIONAL

4 pensou em “GILMAR MENDES ULTRAPASSOU TODOS OS LIMITES ACEITÁVEIS

  1. O espanto agora , é porque associou o exército ao ” genocídio ” , que se foi praticado por alguém , este alguém seriam governadores , prefeitos e juízes . Ele já tinha dito que o governo Bolsonaro tinha praticas genocidas , quando do seu voto que transferiu a autoridade da política de enfrentamento a crise causada pela epidemia para governadores e prefeitos , e como premio foi a posse do novo ministro da Justiça .

  2. Acho qe o Gilmar errou, sim. Magistrados só devem abordar questões técnicas (nos autos ou fora deles), como já disse aqui ontem. Mas o Gilmar sempre foi boquirroto, lembro de uma sessão do supremo (era sobre a prisão em 2ª instância, creio) em que ele ao votar preferiu atacar duramente a Lava Jato.

    Pelo que eu li, ele não associou o Exército ao genocídio, disse que a presença de um militar no Ministério da Saude, que só estava ali para cumprir com as vontades do presidente, estava se associando ao genocídio (aí está a palavra errada) causado pela pandemia.

    De qualquer forma errou. Ele não tem o poder de julgar as nomeações que o presidente faz. Pode agir se cometerem crimes e é só.

    Mas como a palavra proferida, a pedra atirada e o tempo não podem voltar atrás, cabe a ele enfrentar as consequências da besteira que disse.

    Peça desculpas Gilmar!

    • V. Urubuscência Penal-Laxante, GilmaL Bucetossauro (Tu) MenTes não tem que pedir desculpas.

      Devia era ir pra Guantánamo!

      Ou para aquela solitária de Papillon na Guiana Francesa já como reincidente (quem já viu a história sabe do motivo de eu salientar a reincidência).

  3. Disse sim , associou o Exército a pandemia como responsável por ela . As forças militares estão em combate contra a pandemia , com laboratório e homens . Fazem o que podem para auxiliar a população , e gente que só faz criticar e nada de bom produzir usam a imprensa para denegrir. Passam a mão na cabeça destes tipos e dizem : menino mau, não faça mais isto, quando não encontram como afagá-los. Peça desculpa Gilmar , Bah !

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