JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A “involução” da espécie humana

Tem sido difícil conviver diariamente com tanta coisa sem-sentido. Tem sido difícil conviver com tanta gente que vive “achando que é”, sem sê-lo.

Minha atenção está sendo levada pelos veículos de comunicação do Maranhão – o que não tem sido tão diferente em outros estados – pela quantidade de publicidade “oficial” (é, dessa paga pelo governo, com o dinheiro que arrecada dos impostos que pagamos, e que deveria ter outra finalidade) veiculada sem sentido, na ânsia de “ensinar alguém a lavar as mãos”. “Ora vão à merda”! Com certeza diria minha falecida Avó Raimunda, com tanta falta do que fazer.

Será que tem mesmo neste mundo, alguém que não saiba “lavar as mãos” e precise ser “ensinado”?

Sei que tem que nunca tenha aprendido escovar os dentes, lavar a xeca ou o fiofó. Tem quem, se pegar em merda, vai lavar as mãos. Mas, quando “joga barro fora”, acha que papel higiênico “limpa”!

Para mim, isso soa como algo que tenta “idiotizar” as pessoas. Tipo, dizer: você sequer sabe lavar as mãos!

É assim que se lava as mãos, visse!

Juro que olhei na televisão, dia desses, alguém se referindo a um “aplicativo”, que resolveram chamar de “app” que já existe e pode ser acessado pelo celular (tinha que ser, né?!) com todos os itens ensinando como se deve lavar as mãos. E, pasmem, após a lavação, “como passar álcool em gel”! É mole, ou quer mais?

É uma geração de idiotas, ou não?

MAIS UM

Quem ainda não teve o desprazer de conhecer até as tripas do “Supremo”, é só comprar e ler

Ontem, finalmente, concluí a leitura do livro (que achei maravilhoso, por revelar detalhes até então distantes de mim, e tão desconhecidos quanto um roçado que ganhei na lua) “Os Onze”, com autoria de Felipe Recondo e Luiz Weber. Eu gostei, e recomendo – quem já bebeu até sopa de pedra, como eu, não vai vomitar. Com certeza.

10 pensou em “GERAÇÃO DE IDIOTAS

    • Assim sendo, ele separou o joio do trigo. Escrito a quatro mãos, existem vários itens dedicados à Rosa Weber, que estão distantes de serem considerados elogios (ou afagos de filho para a mãe).

    • Sancho: fiquei me perguntando a razão para que o “decano” mereça um gabinete diferenciado. Isso, por si só, já configura dentro do próprio STF, diferença entre pessoas iguais. “Militarmente” é o primeiro a entrar no plenário e o último a votar – a não ser que seja Relator. Com a aposentadoria do Celso, quem seria o “próximo decano”? Gilmar ou Marco Aurélio?

  1. Zé Ramos,

    A primeira vez que vi essa propaganda (ainda se utiliza essa palavra ou já foi substituía por um neologismo?) sobre lavar as mãos de vários ângulos também fiquei pensando que o autor da pérola nos queria fazer de idiota.

    Dona Raimunda tem razão: “Ora, vão à merda!”

    Quanto ao livro: OS ONZE – O STF – os bastidores e suas crises, fiquei curioso por ler. Creio que os autores Felipe Recondo e Luiz Weber tenham nos traçados uma análise dos odores dos bastidores desse puteiro chamado Supremo Tribunal de Favores.

    Valeu, Mestre a crônica! Ótimo final de domingo e excelente início de semana!

    • Cícero, eles fazem isso, sim! Desde um elevador privativo para cada “Excelência”, passando pelos “capinhas” – os que precisam ser “profissionais” para retirar as capas pretas de cada cadeira (é um capinha para cada “Excelência”) para escovar antes de recolocar no armário. Tem tudo. Se comprar, terá feito uma boa compra e fará uma boa leitura.

  2. Eu só lerei esse livro se eu quiser me sentir profundamente desmoralizado, indigno e abandonado.

    Fora isso, toda desgraça é pouca perto dessa criminosa opulência que é o plano existencial do STF.

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