FREAK SHOW OU SHOW DE HORRORES

Ao longo dos últimos anos, tenho ido com uma certa frequência almoçar no restaurante de uma Universidade Federal que fica perto da minha residência. É uma experiência traumatizante!

Tenho sido testemunha ocular de um verdadeiro mergulho num festival de horrores difícil de se imaginar, mesmo através de nossos piores pesadelos. A primeira imagem que me vem sempre à mente é aquela dos “Shows de Horrores” (Freak Shows) que costumavam perambular por todos os Estados Unidos ao longo do século XIX e início do século XX.

O que era encarado como aberração naquela época, e digno de admiração e horror, passou agora a ser adotada como norma de comportamento pelos jovens, bem como símbolo de pertencimento a alguma das incontáveis “tribos” em que se fraciona o universo dessa juventude sem alma própria. Mulheres com excesso de hormônios masculinos e bem mais másculas do que eu; efebos andróginos, parecendo gazelas saltitantes, sempre com movimentos sinuosos e espasmódicos, juntamente com uma voz esganiçada e escandalosa, ou mesmo criaturas parecendo portas de banheiro de colégio ginasial (Tatuadas dos pés à cabeça), passaram a ser a norma. Eu, que não tenho nenhuma tatuagem e continuei a gostar de fazer sexo com criaturas do sexo oposto, passei a ser considerado uma aberração.

Não estou nem me referindo ao vocabulário paupérrimo, denotador de um cérebro atrofiado, nem tampouco aos modos bestiais à mesa, onde não sabem nem utilizar um garfo e uma faca. Comem mesmo é de colher, tal qual enormes crianças, dando sôfregas colheradas à boca e com o rosto a apenas alguns centímetros da montanha de comida. Comem arfando e resfolegando. Os cotovelos levantados e em riste, tal qual duas asas prontas a decolar a qualquer momento, de modo a delimitar seu espaço vital e prevenir qualquer invasão. Os movimentos são frenéticos. Mastigam de boca aberta, apresentando um deprimente espetáculo de risoto de língua a quem estiver ao redor. A comida lhes cai pelos cantos da boca e lhes lambuza a face. Todo o processo leva apenas alguns minutos, tal a voracidade com que se atracam com a comida na bandeja. Ao final, cavoucam os dentes com os próprios dedos, em busca de fiapos que tenham se prendido nos interstícios dos mesmos. São cenas verdadeiramente escatológicas!

Só que tudo isso ainda não é o mais marcante. Impressionante mesmo é a aparência das criaturas!

O festival de aberrações começa com o novo estilo de corte de cabelos para os homens, (homens???) todos com o indefectível rabinho de cavalo ao estilo “Ninja Gay”. Ninguém me convence que o tal de Musashi não era uma bichona. Não sei por que, mas sempre fico com a impressão de que aquela trunfa de cabelos atrás da cabeça tem uma função utilitária: serve para o pederasta ativo segurar, caso o passivo queira se escafeder na hora da introdução. Sei lá… Vá querer entender. Não entendo nada destes assuntos.

Já para as mulheres, a moda preconiza um estilo em que a distinta fica com cara de quem acabou de sair de um hospício, ou então que saiu de uma cirurgia no cérebro ou foi atacada por uma praga de percevejos e teve de raspar a cabeça, total ou parcialmente. Para as negras, o desastre é maior ainda! Fica parecendo que aquela touceira de pixaim no cocuruto é consequência de um pombo que lhe cagou em cima.

Para completar o desastre, todos devem estar inexoravelmente tatuados, do dedão do pé até o cocuruto da cabeça, sob pena de não serem mais aceitos e considerados como participantes da “Galera”.

O resultado final, como não poderia deixar de ser, é absolutamente catastrófico!

Digo a vocês, com a mais absoluta sinceridade, que eu jamais seria capaz de me relacionar com uma criatura, por mais linda que fosse, que tivesse essa ruma de tatuagens no couro, parecendo uma assombração. Isto para mim é sinal da mais completa e absoluta loucura ou, no mínimo, uma imbecilidade galopante em dose cavalar.

Santo Agostinho dizia que o ser humano é um anjo cavalgando um porco. A mim está parecendo que a maioria absoluta da humanidade está fazendo uma opção preferencial pela condição animalesca.

Vou virar eremita! Embarcar no meu veleiro e me afastar o mais possível dessas legiões de “freaks”.

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