ALEXANDRE GARCIA

O presidente do Brasil fez nesta terça-feira (21) o discurso de abertura da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas, sob o peso de uma campanha antibrasileira sobre desmatamento e genocídio indígena. Um bom momento para dar uma invertida nas falsidades, em geral difundidas na Europa e Estados Unidos por brasileiros inconformados por terem perdido o poder para a maioria que elegeu Bolsonaro em 2018 e reafirmou seu voto no último dia 7.

Da tribuna da ONU, o presidente poderia comparar Brasil e Europa antes de Cabral e agora. Mil anos atrás, o território hoje brasileiro, detinha uns 10% das florestas do mundo e a Europa Ocidental, cerca de 7%.

Pois hoje, segundo dados da Embrapa Territorial, a Europa tem meros 0,1% das florestas do planeta e o Brasil quase 30%. Não que não tivéssemos desmatado, mas o restante do mundo desmatou bem mais que nós. A Europa tem a aprender com o Brasil e sua história não lhe permite nos dar lições.

Quanto aos índios, temos reservas de 120 milhões de hectares, quase o dobro da área com agricultura, para 1 milhão de brasileiros das etnias nativas. Já os americanos, para 3,5 milhões de indígenas, reservaram apenas 3% de seu território – boa parte em deserto. E penso que é mais difícil para eles enfrentar o passado da conquista do território. Basta comparar o General Custer com o Marechal Rondon.

Por aqui, a história é de integração e miscigenação étnica. É bom lembrar que a Polícia Federal derrubou uma a uma as falsas denúncias de recentes massacres e assassinatos de índios, que políticos e artistas alardearam.

Para mostrar a realidade, o vice-presidente Mourão já fez duas viagens à Amazônia, levando 20 embaixadores, a maioria de países europeus. As narrativas de ONGS cheias de dinheiro, de certas lideranças religiosas, que encontram eco na militância midiática, querem, no fundo, enfraquecer a soberania nacional sobre a Amazônia, onde estão 94 milhões de hectares de terras indígenas e uma riqueza mineral e biológica gigantesca.

O discurso na ONU reafirma nossa vontade de defender e preservar o que é de nossa responsabilidade.

1 pensou em “FLORESTAS E ÍNDIOS

  1. Alexandre Garcia foi correto em sua análise. Bolsonaro briga contra uma velha imprensa que perdeu para a internet o monopólio da narrativa e já estava com o discurso pronto para falar mal do Bolsonaro antes mesmo dele falar à ONU.

    Apenas um exemplo: disseram que Bolsonaro defendeu para combate à gripe chinesa o uso de remédios sem eficácia.

    Eu vi todo o discurso e não o vi falar o nome de um único remédio, sequer a palavra remédios genericamente foi citada. O que ele falou é que para combater a pandemia, sendo ela nova e pouco estudada, poderiam ser usados tratamentos off label sempre com referendo de médicos especialistas e com a concordância do paciente.

    Bolsonaro disse que ficou doente e que nos primeiros sintomas recebeu este tratamento e melhorou.

    Eu posso dizer que médicos renomados, como os Drs. David Uip e Roberto Kalill também fizeram uso de tratamento precoce e melhorara. Bolsonaro disse que com o tempo as coisas ficariam mais claras quanto ao tema, que hoje é tabu e se falar “tratamento precoce” nas mídias sociais, há uma censura.

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