RODRIGO CONSTANTINO

O Flamengo divulgou seu novo patrocinador: as lojas Havan. Seu proprietário é Luciano Hang, empresário excêntrico que apoia o atual governo. E para uma ala dos torcedores – aquela que gosta da imagem de Che Guevara estampada na Jovem Fla – isso foi inaceitável.

Resolveram fazer campanha contra, pressionar a diretoria do time a abrir mão da grana. Curioso: foi a primeira vez que vi esse tipo de movimento. Futebol é paixão e deveria estar acima das divergências políticas. Ora, se até o socialista Marcelo Freixo torce para o mesmo Mengão, então isso é sinal de que ao menos uma coisa uma pessoa como eu tem em comum com alguém feito ele.

O futebol divide nas torcidas, mas une no geral. O empresário bilionário abraça o pedreiro pobre, discute com o ambulante, vibra com o desconhecido. Na gestora em que trabalhei por seis anos, o atual ministro Paulo Guedes, flamenguista, vivia conversando com o garçom sobre futebol. Em tempos de guerras, só mesmo Pelé pode pausar um conflito.

Mas para essa ala flamenguista, a politização está acima de tudo, e a demonização de Bolsonaro precisa falar mais alto do que qualquer outra coisa – família, religião, futebol. São obcecados e possuem uma só missão: transformar o presidente que odeiam no pior monstro da humanidade, em suas narrativas toscas. É por isso que um “liberal” como Pedro Doria fez esse comentário:

Ele não está sozinho, infelizmente. Vamos lá: 1. Nunca vi essa turma “liberal” reclamar de patrocínio ESTATAL na era lulista; 2. Não sabia que a diretoria tinha que fazer enquete para fechar patrocínio; 3. Esse governo foi democraticamente eleito com quase 58 milhões de votos; 4. De quem é a intolerância e a politização excessiva aqui?

Sobre antigos patrocinadores do Flamengo, vale lembrar que já tivemos a Petrobras (Lubrax), a Caixa, e isso nunca despertou a fúria dessa gente, mesmo em época de petismo com mensalão e petrolão. A MRV, do empresário Rubens Menin, também já estampou a camisa do mengão, e Menin era um apoiador do governo petista.

Aliás, parêntese: por que falam tanto em empresários bolsonaristas, mas nunca vemos essa turma falar em empresários lulistas ou tucanos? Isso já não entrega o viés escancarado desses esquerdistas? Fecho o parêntese.

O Flamengo quer dinheiro para manter um time de primeira – e bem caro. O patrocinador quer se comunicar com milhões de torcedores para vender seus produtos. O resto é bobagem. Imagina se só apoiador do Bolsonaro fosse nas lojas Havan, ou se o critério usado fosse esse: não faria muito sentido. Eu compro na Amazon e não gosto das opiniões políticas do Jeff Bezos. É preciso separar as coisas!

Cheguei a escrever uma coluna na revista Oeste sobre os perigos dessa excessiva politização da economia. As vantagens do livre mercado capitalista estão justamente em sua impessoalidade e seu foco na meritocracia. Consumo produtos que julgo melhores e que são mais baratos, numa análise de custo e benefício. Não pergunto antes de entrar na loja qual a visão política do dono.

Mas, no fundo, o que não aceitam mesmo é qualquer um que reconheça virtudes no atual governo. Este vira um pária para a patota do selo azul, para os “inteligentinhos” da elite, para os corporativistas da imprensa. É por isso que tantos deles desprezam qualquer um que veja acertos em Bolsonaro, mas bajulam uma jornalista como Vera Magalhães, que vem destruindo o legado do Roda Viva ao praticamente só convidar gente com o critério de atacar Bolsonaro. Acabou levando até esse sujeito aqui:

O sujeito começa imitando foca para ficar rico, depois passa a defender o Lula que chamava (corretamente) de ladrão, e agora já virou simpatizante da DITADURA ASSASSINA cubana, espalhando mentiras sobre a ilha. Mas Felipe Neto é “pensador sério” para nossos jornalistas e até para ministros supremos, enquanto Bolsonaro é o demônio em pessoa, a ponto de fazerem campanha contra um time só por fechar patrocínio com uma empresa cujo dono enxerga coisas positivas no atual governo. É de lascar!

Mas, como dizem, os cães ladram e a caravana passa. Bora, Mengão, usar essa grana para umas boas contratações e vencer mais títulos, pois a paixão rubro-negra está acima dessas picuinhas de gente pequena…

4 pensou em “FLAMENGO, HAVAN E A INTOLERÂNCIA DOS “DEMOCRATAS”

  1. Será que esse moleque da segunda idade já foi a Cuba?
    Eu já. Já cortei cana nas fazendas presídios do assassino que hoje está no colo do capeta e que atendia pelo nome de Fidel Castro. Mas isso numa época em que eu tinha mais cabelo e menos cérebro.
    Saúde é de ponta? pode ser gratuita em tese. Mostre uma tomografia computadorizada para um médico cubano e ele vai achar que se trata de uma foto da constelação de Vega. Se você for internado em um hospital cubano e não levar um agrado para o médico, para os enfermeiros, muito provável você morrer, sem ter sequer sua temperatura medida pelo reto, usando um termômetro para elefante.
    E, de fato, há muita segurança, pois todos têm medo dos dedo duros que, para garantir um pedaço pequeno de carne de porco para passar um mês – na ilha-prisão é proibido o abate de gado vaccum -, que o cachorro desse moleque temporão comeria em apenas uma refeição.
    Não sei o que esse moleque tem na cabeça além das tintas do cabelo, mas ele deveria ter, ao menos, um pouco de compaixão com 11 milhões de prisioneiros da ilha caribenha que sofrem nas mãos dos genocidas castristas.

  2. Pingback: UMA ILHA PRESÍDIO | JORNAL DA BESTA FUBANA

  3. fi de rapariga de suplente de veriadó guente a mão que ja vou dar a descarga pois seu lugar é na fossa seu depravado.

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