A PALAVRA DO EDITOR

Eu considero que o Dia dos Pais é o ano todo.

É feito o Dia das Mães: deve ser celebrado todos os dias do ano.

Eu mesmo reverencio e penso em Seu Luiz e Dona Quiterinha todos os dias. Todos.

Aqui no meu calendário de mesa, que me serve de agenda, está escrito que hoje,  domingo, 11 de agosto, é também Dia das Vocações Matrimoniais, Dia da Televisão, Dia do Advogado, Dia do Estudante, Dia do Garçom e Dia da Consciência Nacional.

Ou seja, hoje tem celebração pra todos os gostos.

Mas o que eu queria dizer é o seguinte:

Pra comemorar este dia, vou transcrever um soneto que me foi enviado pelo meu querido amigo Santana, o Cantador, uma das maiores figuras da música nordestina da atualidade.

Segundo Santana, este soneto lhe foi entregue por Seu Abel, avô de sua esposa Laelma.

O palmarense Abel Fraga, glosador e poeta, é citado no meu livro A Prisão de São Benedito.

Taí uma poema em homenagem ao pai de todos nós:

SONETO DO CARALHO

Caralho pai de todos os mortais
Conselheiro das conas e bocetas
Consolador e arrimo dos casais
Alma dos cus e coração das gretas.

Com ele meu amigo não se meta
Nem provoque as loucuras do rapaz
Porque na hora da cagada preta
Não tem boceta que ele deixe em paz.

Trate bem e considere este mulato
Dispense a ele seu maior afeto
Porque na vida representa um fato

Foi com ele com quem nossa mãe sempre se viu
Ele é pai meu, é pai teu, é pai deste soneto
E pai também da puta que o pariu.

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