CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A REUNIÃO MINISTERIAL E A ATRAÇÃO DO BRASILEIRO PELA BRUTALIDADE

Reflito sobre a discussão que surgiu com a divulgação do vídeo da reunião do Presidente da República com seus ministros.

Sim, essa mesma, na qual Bolsonaro diz um monte de palavrões e demonstra estar praticamente sem paciência com as amarras impostas ao Presidente da República pelo Estado Democrático de Direito.

Nada tenho a dizer quanto ao fato de o tal vídeo ter sido exposto publicamente. Não tem como as pessoas “desvirem” o vídeo, então, qualquer discussão a esse respeito ficou inútil.

Mas… afinal, Bolsonaro ganha ou perde com a divulgação do vídeo?

Alguns fatos do passado recente indicam que o brasileiro tem uma tendência a gostar de quem fala alto, bate o pé, dá murro na mesa.

Fernando Collor bradava que tinha aquilo roxo e caçaria os marajás. Tornou-se o queridinho da mídia e elegeu-se Presidente da República.

O próprio Lula, que se elegeu presidente depois de virar Lulinha Paz e Amor, ganhou notoriedade falando grosso e dizendo – lá nos anos 1990 – que o Congresso Nacional tinha uns 300 picaretas.

Dilma Rousseff deixou de ser uma burocrata obscura para se tornar presidenciável após calar Agripino Maia com uma resposta dura no Congresso Nacional. E prosseguiu com seu jeito pouco sutil para consolidar a fama de “gerentona”.

Joaquim Barbosa ganhou popularidade no mensalão, não apenas por ser relator do processo que condenou lideranças políticas, mas também pela indelicadeza com que tratava colegas de plenário. Especialmente o comedido Ricardo Lewandowski.

Depois que deixou o Supremo, parou de dar chiliques e foi rapidamente encaminhado ao arquivo do esquecimento.

Desnecessário falar dos inúmeros apresentadores de programas policiais que se elegem tendo como plataforma eleitoral os berros que davam na TV, prometendo ser duro com bandidos.

Vamos direto a Bolsonaro. Mesmo empurrado pelo antipetismo, talvez jamais tivesse chegado onde chegou se não fosse a figura explosiva que é. Pôde-se falar o que quiser de Bolsonaro, mas não que ele tenha ocultado o comportamento que exibe atualmente.

Ou seja, o brasileiro tem essa tendência a gostar de quem ganha no grito.

Como as regras sempre têm exceções, talvez Ciro Gomes e Sergio Moro sejam duas delas. O primeiro tenta ganhar popularidade com esse método da brutalidade, mas alguma coisa sempre dá errado; o segundo ganhou popularidade sendo duro, não no discurso, mas em suas decisões judiciais.

Mesmo nesses dois casos, porém, Ciro sempre ganha algum espaço na mídia com suas bravatas. Enquanto isso, Moro perdeu muito depois que se mostrou contido na política.

Ou seja, exceção mesmo, só o Fernando Henrique Cardoso, que se elegeu presidente duas vezes, com o jeitão vaselina que mantém até hoje.

Tudo isso me faz crer que Bolsonaro se fortalece com a divulgação do vídeo da reunião. Muita gente, mas muita gente mesmo, achou linda a postura do Presidente. Para essas pessoas, que não são poucas, os palavrões pronunciados por Bolsonaro soam como música.

Aliás, se as reuniões ministeriais forem sempre assim, o presidente já pode pensar em transmitir todas do vivo, pela internet.

Tem tudo para elevar seus índices de popularidade.

32 pensou em “ENESIDEMO CRATES – FLORIANÓPOLIS-SC

  1. Senhor Luiz Berto,
    Muito obrigado por publicar meu texto no seu jornal. Já tem uns meses que venho acompanhando seu site e admirando a qualidade dos colunistas.
    Mandei meu comentário, mas nem acreditava que fosse ser publicado.
    Obrigadão mesmo!

    • Enesidemo Crates, felizmente um comentarista que sabe reconhecer quando o rei está nu. Desejo que você volte mais vezes. Um abraço do Famigerado.

    • Sr Crates se o senhor em vez de assistir o video (que era para ser secreto) com o olho do CÚ assistisse com os olhos do povo talvez suas ruminacões fosse colocadas de forma diferentes.

  2. Enesidemo, teu nome, ligado ao Crates, me pareceu, de cara, um jogo de palavras (“Democrates”, para brincar com a palavra “democracia”), mas como Enesidemo, mesmo sendo um nome estranho, existe, tratando-se de um filósofo grego do século primeiro antes de Cristo, fiquei curioso de saber se se trata do teu nome completo mesmo.
    Quanto à substância do assunto, tens toda a razão e eu também estou perplexo de ver que pessoas que acabam de abandonar Jair Messias Bolsonaro retornam aos seus braços por refazerem sua admiração pelo quase ex-presidente exatamente pelo que viram, com embevecimento, no vídeo da reunião ministerial mais escrota do que o Jornal da Besta Fubana, divulgado por determinação do Ministro do STF Celso de Mello.
    Eu, para ser sincero, sou um amante da informalidade, e apesar de muitos manifestarem horror pelo esculacho da reunião, com seus palavrões a torto e a direito, eu nem tchum para isso – e concordo mesmo com a manifestação de alguns (acho que foi o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, que disse isso) de que em reuniões privadas é comum haver um certo relaxamento, onde as pessoas se sentem à vontade para tirar o paletó e a gravata e falarem a linguagem de botequim.
    Não me incomoda, assim, essa faceta bastante explorada por muitos, acho que não tem nada a ver quanto ao, digamos assim, argh, cerne da questão.
    O que importa saber é se o sacana usa mesmo do cargo para seus interesses particulares, mandando ministro fazer o que não deve, impondo o arakiri aos cidadãos mediante o uso de medicamento potencialmente perigoso, querendo expor a comunidade à contaminação geral pelo vírus que assola o mundo, participando de atos antidemocráticos, pretendendo interferir em ações policiais que o incomodem, segregando jornais e emissoras de tv mediante corte de verbas publicitárias, mandando que se deixe de adquirir certos jornais, ameaçando anunciantes, enfim, uma porrada de molecagens.
    Confesso, ainda não tive a elasticidade sacal necessária para ver o vídeo de uma batelada só, estou começando devagarzinho e me deixando inundar pelos trechos divulgados pela imprensa e seus comentários.
    Vi o comecinho, só a parte da exposição do plano do governo para o País e parei na parte em que o Ministro da Economia, o Paulo Guedes, declara que os esforços da pasta, que devem ser compartilhados pelo restante do governo, é garantir a reeleição de Jair Messias BColsonaro, putz, estamos fudidos mesmo.
    Outra coisa, falaste algo muito importante, que é como os heróis pontuais, algo fabricados por irreais atos de heroísmo, como o Joaquim Barbosa, que chegou a ser cotadíssimo para a presidência da república, têm a luz tão desprovida de verdadeira energia que se apagam num piscar de olhos.
    Talvez seja, mesmo, o caso de Jair Messias Bolsonaro, mas com o agravante de que chegou a ser eleito presidente da nação, porra, com direito ao cacófato que cai muito bem.
    O pobrema é que sua lamparina recebe óleo diariamente, a cada porcaria que ele faz, a cada reunião ministerial aloprada, uma vez que seus seguidores querem é isso mesmo, exatamente isso.
    Fazer do què, né? Cada fascista tem o governante que merece, não é assim o dito popular?
    Desculpe se entrei no clima boca-suja da reunião ministerial, mas eu sou assim mesmo, um petista lulista safado, cachorro petralhocomuna e desbocado.

    • Uma coisa é ver nosso texto publicado no JBF, outra coisa é merecer um comentário desse tamanho do senhor Goiano!
      É muita alegria para um dia só.
      O palavrão no Brasil é uma verdadeira instituição. Deveria haver inclusive o Dia Nacional do Palavrão, com eventos em todo o país para escolher o maior boca suja desta terra abençoada por Deus e entregue ao capeta para este tomar conta.
      Quanto à sua dúvida se Bolsonaro usa o cargo para interesses particulares, claro que usa. Mas é apenas por acreditar que estando com a vida particular resolvida ele poderá trabalhar mais pelo Brasil!
      Bolsonaro é tão devoto da democracia que é capaz de instaurar uma ditadura só pra preservar os ideais democráticos. Tipo uma ditadura do proletariado sem os proletários apitarem nada, taquei?
      Pra finalizar, meu nome é culpa do meu pai, que era professor de filosofia.
      Abraço!

      • Seu Crates

        Li seu testo e o comentario do Goiano e resolvi dar meu paupite,copiando descaradamente o meu mestre Goiano: eu também sou assim mesmo, um petista lulista safado, cachorro petralhocomuna e desbocado.
        Desculpe meu testículo pequeno.
        Um abraço,
        Zé Hinacio

        • Um abraço, senhor Hinacio!
          Todo homem que assume publicamente sua corrente político-ideológica tem o meu respeito e minha desconfiança.
          Respeito por assumir suas convicções. Desconfiança porque tenho receio de ser tratado como inimigo se eu estiver do lado oposto e a coisa descambar para a violência.

    • Goiano …..
      O Toffolli foi internado e espero que não esteja usando a Cloroquina, como fez o UIP, pois senão ele pode se salvar, o que seria péssimo para o Brasil

  3. Pergunta de seleção: Qual o Brasileiro que nunca falou um palavrão? No supremo em vez de chamar filho da puta com o outro ele chama vossa excelência. No congresso é a mesma coisa. Porra é o palavrão mais falado pelo brasileiro.

  4. Sr. Crates, gostei da forma que coloca sua opinião e percebo que ela gira somente em torno da forma de falar sem aprofundar nos assuntos que lá foram tratados.

    Sobre popularidade de um governante e seus ministros crescerem devido a forma utilizada para tratar de assuntos da Nação há controvérsias.

    É sempre bom lembrar que até 2005 com o vídeo onde um funcionário do Correio enfiou no bolso $3.000,00 e desencadeou a CPMI do mensalão o governante da época era considerado ao redor do Planeta uma figura impoluta com uma popularidade que beirava os “111%” ou seja, era um mar de rosas e sem gritarias e palavrões. É compreensível que com toda essa gordura pra queimar na popularidade seguiu-se depois mais 3 eleições consecutivas.

    No caso do atual governante não se trata somente de palavras para elevar sua popularidade é necessário um comando sério e principalmente com respeito a todos, para aqueles que gostam e também quem não gostam de “palavrões” afinal ele está muito longe dos “111%”.

    • Tens toda razão, senhora Sônia.
      O jeito estúpido de ser atrai popularidade, mas não é garantia de sucesso, como comprovam os casos de Collor e Dilma, ambos depostos, ainda que pelas vias legais.
      Bolsonaro que abra do olho!

  5. Señor Crates,
    Muito bem vindo!!!!

    Reescrevo parte de seu texto: “Depois que deixou o Supremo, parou de dar chiliques e foi rapidamente encaminhado ao arquivo do esquecimento.”

    É por essas e outras que nós, xiliquentos comentaristas, jamais “deixamos” o JBF, pois é duríssimo (golpe quase fatal) ser chutado para o gigantesco arquivo do esquecimento, a lata de lixo da história ou para o encontro derradeiro com a tal “Severina”…

    Quanto ao Barbosa (Grande Joaquim!), temo que Sérgio Fernando Moro, a quem muito admiro, tenha destino semelhante, apesar de torcer para que algum presidente (quem sabe, o Lula!?) um dia o presenteie com uma vaga no STF.

    • Muito obrigado, señor Pança!
      Há quem diga que o destino de Sérgio Moro é a presidência da República.
      A questão é saber como ela conseguirá essa proeza sendo odiado por lulopetistas e bolsonaristas.
      Abraço e recomendações ao ingenioso fidalgo!

      • Señor Crates,
        Faz tempo que El ingenioso hidalgo Don Qvijote de La Mancha não é uma das muitas vozes que grita em minha cabeça. Anda sumido o meu predileto amigo.
        Sérgio Fernando Moro é um daqueles que fizeram morada em meu coração, ao lado de gente como Tarciso de Freitas, Luis Roberto Barroso, Damares Alves, Reinaldo Azevedo, Janaína Paschoal, Joice Hasselmann e Jair Bolsonaro (um esquerdista que gostaria muito de ser de direita, mas suas ações o condenam).
        Sou de direita, daqueles poucos que ousam afirmar tal inclinação e espero, que possamos conviver no mesmo nível de convivência que mantenho com o Goiano, pois é deveras salutar a troca de ideias entre opostos.

        • Señor Pança,
          enxergar o esquerdismo de Bolsonaro é um bom sinal da sua capacidade de análise racional das coisas.
          Acredito que tenhamos grande possibilidade de convivência pacífica e edificante.
          Mas não aposte que eu seja esquerdista.
          É preciso muito contorcionismo ideológico para defender tudo o que um esquerdista defende.
          Minhas restrições a Jair Bolsonaro e (em menor grau) ao seu governo tem outra fonte.

  6. O comportamento (destempero verbal) do Presidente da República, apesar de sempre evocar o nome de Deus, na reunião do dia 22/04, demonstra que ele jamais meu Mateus 12:34 ou, se leu, manda está parte do Evangelho ao lixo. O Presidente, infelizmente, parece não saber que “a boca fala do que o coração está cheio”. Sem falsa moral, achei deprimente o monte de palavrões vomitado pela mais alta autoridade do país.

    • Dizem que até o capeta pode citar as escrituras quando isso lhe convém. Mas se Bolsonaro continuar citando sempre João 8:32 vou começar a achar que esse é o único versículo que ele conhece.

  7. Como existem estudos sobre tudo . Este vai de encontro com tudo que o Bolsonaro diz nas ruas e no Palácio…
    Quem fala palavrão é mais feliz e tem o QI mais alto, segundo estudos
    Você fala muito palavrão? Boa notícia: pode continuar falando! Segundo estudos, quem tem a “boca-suja” é mais feliz, mais inteligente e mais honesto!
    https://segredosdomundo.r7.com/quem-fala-palavrao-e-mais-feliz-e-tem-o-qi-mais-alto-segundo-estudos/

    • Se esse estudo merece crédito é preciso saber por que Bolsonaro ultimamente parece estar sempre mal humorado. Por falta de palavrões não é.
      Abraço, Deco!

  8. Porra Berto! Dois Goiano, não!
    Me incluo fora do diálogo de entidade onipresente. É surreal demais. Isso é coisa do demo!
    Saravá, meu pai!

  9. Caro Enesidemo, disseste:
    – Todo homem que assume publicamente sua corrente político-ideológica tem o meu respeito.
    E também afirmaste que:
    – Mas não aposte que eu seja esquerdista.
    Eu, ao contrário de muita gente no mundo e no Jornal da Besta Fubana, acredito em rótulos, que é como distingo nas prateleiras do supermercado a cerveja da água sanitária, evitando de clarear meus intestinos, o grosso, o fino, o delgado e o delicado.
    Podes apostar que sou um esquerdista do quilate do José Hinácio – e o quilate é cachorro, enquanto o quimia é gato.
    Portanto, meu caro, vieste para nem aceitar, nem negar?

    • Senhor Goiano, ser de esquerda já me seria por demais complicado, porque defendo coisas como livre mercado, meritocracia e redução do tamanho do Estado.
      Ultimamente, porém, ser esquerda por estas bandas inclui ser a favor da descriminalização das drogas e do aborto, além de jurar que Lula é a alma mais honesta do mundo, dentre outras peripécias Aí fica impossível.
      Tenho considerado a possibilidade de ocupar uma posição mais à direita, mas, pelos comentários que vi aqui, os bolsonaristas não acreditarão nas minhas intenções.
      Sinto que a partir desta resposta, colarão em mim o rótulo de “isentão” ou “nova esquerda”.
      E vossa senhoria, como pretende me rotular?

      • Caro Crates, entre ser chamado de senhor e vossa senhoria, prefiro tu e vossa majestade, ou, ainda, no lugar de senhor, cachorro, e no lugar de vossa senhoria, vossa cachorragem, enfim, menos qualquer senhoria.
        Aí, no caso da ideologia, é que está morando o tabu: pensa-se em “esquerda” ou como comunista ou como estado inchado, o que, quanto à esquerda dentro do capitalismo não significa nada disso.
        A, digamos assim, “nova” esquerda é a que, dentro do capitalismo, preconiza a predominância do social sobre o particular.
        O livre mercado não é contraditório a essa esquerda de que falamos, e que é a esquerda do petismo, ou petralhismo, se preferires.
        A meritocracia, é claro, é de esquerda: o contrário, que é o apadrinhamento, nada tem a ver com a esquerda, que prima pela justiça, e no caso pelas disputas justas.
        Mas… não pode haver meritocracia entre absolutamente desiguais, pois será como promoveres uma luta mortal entre um gladiador, armado até os dentes, e um camponês fraco e desarmado, se é que me compreendes.
        Assim, um negro favelado não tem como disputar uma vaga na USP com o filho do grande culto e podre de rico industrial de São Paulo que, por sinal, hoje mesmo está gozando das delícias de um dos melhores restaurantes de Nova Iorque (esperamos que esteja bem e que não pegue o Covid.
        A questão da descriminalização das drogas e do aborto pode, ou não, ser defendida por um esquerdista, dependendo de suas convicções morais, humanistas e religiosas, mas não são bandeiras que caracterizem as esquerdas.
        A da descriminalização das drogas, sim, mais ou menos, mas não pela bandalha, vamos todos nos entupir de cocaína e maconha, mas, mais, pela (tentativa de) diminuição da criminalidade, pela comparação com outras drogas como o álcool e o cigarro, e (sim) pela liberdade do indivíduo de usar meios disponíveis para a diversão, a alegria, a felicidade, sem preconizar o uso desmedido, assim como não recomendamos o uso desbragado de bebidas, cigarros e outras porcarias legais.
        Já o aborto… fica difícil para um esquerdista religioso (sim, somos muitos!) defender a prática do aborto, sem deixar de observar que o aborto, proibido como é, traz prejuízos enormes para as mulheres abortantes, riscos à vida e à saúde, dela e da criança (algumas resistem à abortagem e sofrem danos irreparáveis) – mas todos achamos que é preciso encontrar uma solução para que o aborto não seja feito como é hoje, em clínicas que parecem matadouros de animais: Talvez a alternativa seja uma proteção absoluta do Estado que garanta o nascimento e os cuidados e embora saibamos que isso é difícil observamos que já tem sido possível ao Estado cuidar dos miseráveis, dando-lhes pelo menos o mínimo a uma sobrevivência relativamente digna.
        Ficamos no problema do Lula: Sim, para os esquerdistas Lula é O Cara – isso é dogma!

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