CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

A energia é a chave para muitas atividades. Girar máquinas, acionar a produção, movimentar o corpo, produzir calor, esfriar a temperatura, iluminar a escuridão. Fazer, enfim, a economia rolar, produzindo riquezas. Como não pode ser criada através de mágica, e muito menos destruída, a única maneira de se criar energia é mediante a transformação de um tipo em outro. Existem diversos tipos de energia.

Os mais conhecidos tipos de energia são a térmica, a química, a solar, eólica, a biomassa e a nuclear. Durante muito tempo, a energia disponível no Brasil era a derivada dos combustíveis fósseis, incialmente carvão e depois, petróleo. No momento, a energia tirada do gás natural tem um mercado em expansão.

Em 1883, o país trava contato com a hidrelétrica. Foi construída na cidade de Diamantina, Minas Gerais, no Ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha. Os mineradores de diamante, na ânsia de acelerar o desmonte das rochas, aproveitaram a queda d’água de apenas 5 metros do Ribeirão, instalaram dois dínamos que geravam energia para movimentar as bombas d’água. Dessa forma, a mineração foi rápida.

Desestimulada com a falta de energia, a indústria pressionou o governo da época para construir novas usinas hidrelétricas, aproveitando o potencial de quedas e o fluxo das águas do país. A manifestação deu resultado. Pressionado e temendo monstruoso colapso, o presidente JK inaugurou em 1963, a primeira das oito unidades geradoras da Usina Hidrelétrica de Furnas, no Sul de Minas Gerais.

Atualmente, o Brasil detém o terceiro maior potencial hidráulico do mundo. Perde apenas para a Rússia e a China. As cinco principais usinas são de Itaipu, Belo Monte, São Luiz do Tapajós, Tucuruí e Santo Antônio, no Rio Madeira, Rondônia.

A capacidade das hidrelétricas responde por 90% da energia produzida no país.

Por cauda da inoperância de governos populistas, o Brasil perdeu tempo demais na busca por novas fontes de energia. Agora, desperto e necessitado, o país parte para usufruir de outras fontes de energia limpa e renovável. Geotérmica, eólica, ventos, biomassa e das ondas das marés. O crescimento energético é fundamental por dois motivos. Modernizar a infraestrutura, já meio ultrapassada, possibilitar a recuperação dos ecossistemas naturais. Com sintomas de saturação.

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A crise financeira internacional de 2008, deixou o mundo estremecido. Baqueado. Louco. O poderoso banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers, fundado em 1850, foi uma das maiores vítimas. Não teve como evitar a falência. Após a recusa de socorro do FED-Federal Reserve, o banco centros americano lascou-se. Como demorou a desaparecer do mercado, instabilidade da crise financeira deu pauladas também em vários bancos. Nem as bolsas escaparam.

A causa do desmoronamento da crise foi o crédito fácil e o compartilhamento de um investimento genuinamente podre pelo mundo. A mistura de dívidas com alto risco com as de baixo risco de liquidação. A consequência foi o acúmulo de calotes. Um amontoado de dívidas espalhando quebradeira num autêntico efeito dominó entre bancos e fundos de investimentos do mundo.

Em 1998, os bancos americanos abriram as pernas. Concederam empréstimos adoidado, sem a garantia de liquidação da dívida. A correria pelo empréstimos e financiamentos foi generalizados. Lisos, desempregados, pessoas sem renda e muito menos patrimônio, fizeram filas para pegar uns trocadinhos fáceis.

Os americanos correram para empréstimos hipotecários. Com as dívidas hipotecárias, apelidadas de “bolha” contraídas, os bancos transformavam em títulos e vendiam a terceiros. O montante das dívidas foi alto. Em 2008, somavam US$ 12 trilhões. A consequência da bolha foi a aparecimento de muitos problemas econômicos.

Dessa armadilha, nem o Brasil escapou. Despreparada economia brasileira, entrou num no barco furado. Por ter uma econômica vulnerável, a recessão entrou forte, o desemprego disparou e muitas empresas decretaram falência. Em síntese, nada sem proteção e em excesso, dar certo.

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