MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

Sua majestade: o ÂNUS.

Por mais que se queira fugir de temas políticos e suas eternas pautas bombas em nossos cotidianos, o sujeito se vê “puxado” pelo redemoinho da nossa nauseante situação protagonizada pelos três poderes.

Afinal, o homem é um animal político, como bem vaticinou Aristóteles na antiga Grécia.

Com a ascensão do governo de esquerda em nosso país neste último quindênio, veio à tona o “progressismo” com suas “ideias liberais”, procurando implantar e difundir mudanças no comportamento da sociedade. A contra reação adveio com a perda da eleição em 2018.

O intuito era afrontar e quebrar o titânico muro da tradição moral e cultural judaico-cristã, principal empecilho social para se implementar este progressismo.

Indubitavelmente, uma das marcas deste progressismo foi a disseminação, principalmente no âmbito da educação e cultura, da propagação e glamorização do ânus.

Justamente procurando depreciar e, enxovalhar, conceitos e princípios morais da nossa “arcaica” sociedade.

NA MÍDIA

Teatro, cinema, TV, jornal, tribunais, contendas políticas, exposições de artes, “teses universitárias”, becos, bares e lares, debatiam sobre o dito “órgão”, possuidor de centenas de epítetos e alcunhas.

– Quem não lembra da performance “peça teatral” MACAQUITOS… sem comentários.

– Da exposição “Cú é lindo”, de Kleper Reis, no Instituto Goethe, em Salvador

– Do candidato Levy Fidelix dizendo que o dito cujo “Aparelho excretor não reproduz”. Pela frase proferida foi condenado por homofobia, em 25 mil reais, pasmem! …

– Da deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA), que em meados de maio, na Câmara Federal, viralizou na internet ao denunciar na tribuna, que os investimentos na educação superior vão para a “folia dos cus prolapsados”. Referindo-se ao título de uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ao defender e explicar o contingenciamento de 30% no orçamento de instituições federais de ensino.

– E o que falar do médico proctologista – outrora, tão olvidado – teve meteórica ascenção midiática…

– Paralelamente e, pegando carona no tema, chegou até o nosso STF que aprovou a criminalização da homofobia…

– Em shows de Stand Up, os humoristas deitaram e rolaram:

Geração Folha de São Paulo

Hoje em dia, o desentendimento desses garotinhos da geração Folha de São Paulo, é que ao brincar de médico, nenhum quer ser o proctologista, só o paciente.

O cachorro

Joaozinho ganha um cachorro de sua mãe e resolve chama-lo de cu.

Sua mãe não gosta e fala pra ele que se ele não parar de chamar o cachorro de cu ela ia dar o cachorro ao vizinho.

Dias depois Joaozinho continua chamando-o de cu e sua mãe irritada resolve dá-lo ao vizinho, quando a mãe estava na casa do vizinho o pai chega e pergunta a Joãozinho:

– Onde está sua mãe?

E Joãozinho responde: ela está dando o cu para o vizinho.

O relógio e o bêbado

O bêbado está com o relógio quebrado, vê a silhueta de um relógio num cartaz que o levaria ao primeiro andar, sobe as escadas e quando abre a porta vai logo dizendo: quanto é o conserto do relógio? E a atendente meio sem jeito explica que ali trata-se de uma clínica de proctologia. Então o bêbado indaga, perdoe, é que vi lá embaixo o desenho de um relógio… e a atendente: foi a melhor ideia que tivemos, sr. Em analogia ao vizinho cardiologista que tem em sua placa, como símbolo, um coração.

RETÓRICA DICIONARIZADA

Além do que, o termo cu é usado para inúmeras interpretações de situações boas ou adversas, exemplos:

MEU CU: indignação e negação

TEU CU: indignação e afirmação

CU NA MÃO: medo

ATÉ O CU FAZER BICO: exaustão, rir descontroladamente

FOGO NO CU: excitação, animação exagerada

O QUE TEM A VER O CU COM AS CALÇA: afirmação equivocada, nada a ver

QUEM TEM CU TEM MEDO: pavor, precaução

DEDO NO CU E GRITARIA: confusão, bafafá, rôlo

SÓ SE EU DER O CU: falta de capital, fora de alcance, difícil de conseguir

CU DOCE: quer adulação, esnobe

DE CAIR O CU DA BUNDA: indignação e incredulidade, estupefação

CU QUE NAO PASSA UMA AGULHA: apreensão,

O CU TORANDO AÇO: medo, suspense

ENCHER O CU DE CACHAÇA: beber demais, tomar todas

QUER O CU E AINDA QUER RASPADO: quer mais do que o que merece ter

AI MEU CU: preocupação

NASCER COM O CU VIRADO PRA LUA: pessoa sortuda

NO CU DE JUDAS – longe pra caramba, lugar remoto, no fim do mundo.

Em Portugal, CU não é palavrão. Todavia, mesmo com uma denominação tão eclética e, em que pese a pretendida unificação linguística, via reforma ortográfica, cada país signatário da reforma tem suas próprias peculiaridades linguísticas que refogem ao rigor e engessamento imposta pela etimologia.

Um exemplo bem marcante é o termo “KUDURO”, música e ritmo dançante surgida em Angola. Assim denominada pela ginga e saracoteio bamboleante frenético das nádegas e quadris.

Tanto em Portugal quanto na África portuguesa, o termo “kuduro” pode ser atrelado a padrões canônicos, mas no Brasil, pela aproximação bem marota do vocábulo, tem lá seu teor de pseudo obscenidade.

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