É MUITA PRIMEIRA VEZ PARA UM NOVEMBRO SÓ

Pela primeira vez na História, como registrei neste espaço, multidões saíram às ruas para exigir o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. A solidão de Gilmar Mendes, alvo preferencial dos protestos, foi abrandada por faixas e palavras de ordem com a advertência: também o presidente da corte, Dias Toffoli, entrou na mira dos brasileiros inconformados com quem trama a ressurreição do paraíso dos bandidos impunes.

Pela primeira vez, um grupo expressivo e multipartidário de parlamentares se movimenta no Congresso para restabelecer a prisão depois da condenação em segunda instância e revogar a indecência aprovada pelo Supremo. A proposta de emenda constitucional que sepultaria a decisão aprovada por Gilmar e seus liderados talvez não seja aprovado agora. Mas a ofensiva dos congressistas informa que o Legislativo não se subordinará ao Judiciário sem resistência.

Pela primeira vez, advogados, integrantes do Ministério Público, juízes de verdade e políticos sem medo dispensaram-se de reverências e revidaram com inusitada dureza os surtos de arrogância que assaltam com crescente frequência alguns titulares do time da toga. Já não há semideuses no que os craques do juridiquês qualificam de pretório excelso.

É muita primeira vez para um novembro só. Somados, os pedagógicos ineditismos advertem: pode esperar sentado quem sonham com a Suprema Ditadura. O Estado Democrático de Direito se apoia na independência e no peso equivalente dos Poderes. O Legislativo legisla, o Judiciário julga, o Executivo executa. Nos últimos meses, o Supremo vem legislando, julgando e executando. É muito verbo para um só Poder.

O STF que trate de apenas julgar. E julgar com mais agilidade, menos palavrórios, mais objetividade, menos pedidos de vista, mais apreço pela Justiça, menos soberba. Milhões de brasileiros sabem o que os ministros fizeram, andam fazendo e, sobretudo, ameaçam fazer. Antes que a instituição seja devorada pela insolência togada, uma frase de Tancredo Neves — “A esperteza, quando é muita, fica grande e come o dono” — precisa ser assimilada pelos ministros que se acham muito sabidos.

Alguns ainda têm cura.

4 pensou em “É MUITA PRIMEIRA VEZ PARA UM NOVEMBRO SÓ

  1. Acho que nao…..
    Só pode mudar aquele que tem nocao do que está fazendo.
    Os pulhas do STF, nao tem nocao do que estao provocando ao tentar defender um criminoso e filho de presidente.
    Um deles nunca foi juiz, portanto nem sabe escrever uma sentença.
    O outro era advogado do restaurante das galinhas em SBC, que obviamente quebrou.
    Carmem coitadinha, ainda nao sabe o que está fazendo por lá. Tão idiotinha.
    O senso comum, e o mundo desenvolvido opta por prisão em 2a. ou as vezes até em 1a. instancia.
    São as maiores democracias do planeta.
    Somente estes canalhas do STF tentam justificar o injustificavel.
    E pensar que Toffoli e Gilmar já se posicionaram claramente a favor do senso comum.
    Até no Brasil era assim, até surgir um assassino, canalha mas poderoso, delegado Fleury, e a Lei foi estuprada em favor de criminosos.
    Acho que as manifestacoes contra o STF deveriam ser na frente da escolinha do Gilmar, em SP , com toda aquela fachada de vidro….. maravilha.
    Poderiamos fazer uma MANIFESTAÇÃO, como aquelas que os criminosos do MST e MTST estão nos ensinaram ao longo dos 13 anos de PT.
    Ahhhh….. !!!
    Não esquecer de pedir ao PT como fazer para contratarmos alguns blackblocS e ir pra lá……. ia ser uma festa legal de CIDADANIA…….. hihihi….

  2. .
    Alguém me esclareça:

    eu SOU OBRIGADO a dar alguma credibilidade, uma risca que seja,
    a certos sujeitos somente porque botam um pano preto nas costas?

    em muitos monturos, Brasil afora, pano preto tem pra dedéu, aos montes.

    continuo dando mais credibilidade a qualquer filho da Zefa-Gato ou da Zeza.
    .
    mas, respondam: SOU OBRIGADO ?

  3. Será que os “excelentes” juízes do STF poderiam me responder se os condenados em segunda instância podem fazer “delação premiada” mesmo não tendo sido condenados com transito em julgado? E aqueles que pagaram as multas antes do transito em julgado devem recebe-las de volta até que tenha tido o transito em julgado? O STF pode cancelar a sentença transitada em julgamento nas três instancias (primeira, segunda e no STJ)? Se a resposta à essa última questão for sim, afirmo que não vejo a necessidade da existência das mesmas!

  4. As atitudes tomadas por este ministro do STF Tofolli só nos esclarece a cada dia o motivo deste imbecil ter tomado um coice em DOIS CONCURSOS para juiz de verdade! ele não sabe da nossa Constituição ! não leu! Como disse Augusto Nunes é um analfabeto jurídico!

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